terça-feira, 19 de setembro de 2017

HOMOSSEXUALIDADE E GÊNERO: DESCONSTRUINDO PRECONCEITOS

Por Valéria Melki Busin 

A falta de conhecimento sobre a comunidade homossexual alimenta preconceitos de ordens variadas. Os estereótipos funcionam como categorias únicas e imutáveis nas quais os e as homossexuais são incluídos/as de forma quase irremediável, deixando-os/as atados/as, no imaginário popular, como se vestissem uma incômoda camisa-de-força.

Quando falamos sobre homossexualidade, para a maioria das pessoas o que vem à mente, e de forma quase automática, são tipos bem conhecidos: a bicha afetada, a travesti exagerada, a lésbica masculinizada. Poderíamos dizer que essas são as faces mais visíveis da homossexualidade. Aqueles/as que, por sua forma explícita de expressar sua orientação sexual, tornam-se mais facilmente reconhecíveis. No entanto, a diversidade de tipos e personalidades e na forma de se vestir e de se comportar é enorme entre os homossexuais, assim como acontece entre os heterossexuais. Dessa forma, existem os gays afeminados, as lésbicas caminhoneiras, as travestis escandalosas, como também existem gays com visual masculino, lésbicas muito delicadas e travestis ocupando a Academia e obtendo o reconhecimento que somente a elite da nossa sociedade consegue ter. Não existe um tipo único que nos represente, não existe um modelito - palatável ou execrável - que seja protótipo perfeito do/a homossexual padrão.

Outra idéia estereotipada que emerge quase imediatamente é que os homossexuais são, de forma genérica, seres sexuais por natureza, isto é, só pensam em sexo o tempo todo. O termo homossexualidade talvez tenha alguma relação com essa fantasia, pois exclui as outras esferas todas da nossa vida, tão ou mais importantes do que fazer sexo pura e simplesmente. Assim, somos percebidos por uma ótica distorcida, que nos reduz a uma sexualidade exacerbada, fora de contexto, imoral. É muito difícil imaginar que homossexuais trabalham, pagam contas, estabelecem relacionamentos afetivos, casam-se, criam filhos, possuem animais de estimação, têm amigos e, como todo mundo, selecionam seus parceiros com critérios que estão além da obtenção imediata de prazer.

Na nossa sociedade, a supervalorização do masculino como figura de poder cria sérias desigualdades entre homens e mulheres e entre heterossexuais e homossexuais. O fato de as mulheres serem socialmente vistas como menos competentes faz, por extensão, com que os gays sejam vistos como inferiores, pois não se pode admitir que seres nascidos do sexo masculino sejam supostamente mais delicados, sensíveis, e que se aproximem do gênero feminino, abrindo mão do poder e da glória de ser “macho”. Neste sentido, embora não se justifique nem possa ser aceito, entende-se perfeitamente bem por que os gays são ridicularizados e menosprezados. Da mesma forma, torna-se tão compreensível quanto inaceitável o fato de lésbicas serem também alvo de chacota e de escárnio, quando não de violência e abuso sexual.

Os gays têm de se defrontar constantemente com questões sobre sua suposta promiscuidade ou têm de, freqüentemente, dar satisfações à sociedade sobre a pedofilia. Isso é uma das grandes provas de que o preconceito distorce os fatos e enquadra seres humanos em categorias rígidas e absurdas.

Para os homens heterossexuais, na nossa cultura sexista que mantém tamanha desigualdade de gênero, ser promíscuo, isso é, ter muitas parceiras diferentes, é um valor positivo, é considerado como prova de que ele é realmente viril. Por que a suposta promiscuidade dos gays é condenada e a dos heterossexuais é valorizada? Trata-se, evidentemente, do mais puro preconceito. E é bom lembrar: se em alguns (raros) casos os gays se expõem fazendo sexo em locais públicos, trata-se de uma conseqüência da impossibilidade de serem aceitos em suas famílias, no trabalho, entre os amigos.

E vejam: a imensa maioria dos abusos e violências sexuais cometidos contra crianças e adolescentes é praticada por homens heterossexuais, normalmente conhecidos das vítimas: pais, padrastos, tios, amigos ou vizinhos. Nem por isso, os homens heterossexuais de forma geral são suspeitos de pedofilia a priori, nem são vistos como agressores de menores simplesmente por serem heterossexuais. Existem gays que praticam pedofilia? Claro que sim, mas são uma minoria em relação ao total dos gays, como acontece com os heterossexuais. E todos nós, como cidadãos e cidadãs, repudiamos essas práticas.

Ainda na linha da desigualdade de gênero e da desqualificação do feminino, como admitir que mulheres, criadas para serem dependentes, se não submissas (afinal, deveriam ser o sexo frágil, não é?), estabeleçam relações que simplesmente prescindem da figura masculina, tanto para exercer sua afetividade, como para sua sexualidade?

Nesse sentido, podemos pensar que as lésbicas sofrem preconceito de dupla ordem: por serem mulheres e por serem homossexuais. E são vistas como pessoas mal-amadas, que tiveram problemas sexuais com alguns homens e, por isso, seriam facilmente curadas por uma boa “trepada” com um homem “de verdade”. Ou são vistas, o que está claramente evidenciado nos filmes pornôs, como mulheres taradas e ávidas por transar com um homem bem-dotado, sendo que ele sozinho faria a alegria das duas.

A verdade é bem outra. As lésbicas têm atração por outra mulher para fazer sexo, sim, mas também – e talvez especialmente – para amar, estabelecer um relacionamento afetivo, casar, cuidar da casa e das contas, criar filhos e tudo o mais que faz parte da vida de todas as pessoas. Entre as lésbicas existem as mulheres muito masculinizadas, sim, e existem as muito femininas - e todas as variações possíveis entre esses pólos. Existem as que tiveram problemas com os homens, como tantas heterossexuais também o tiveram. A grande maioria das lésbicas simplesmente gosta de outra mulher porque ninguém pode escolher por quem se apaixonar, isso não é privilégio de ninguém. O coração de uma mulher bate mais forte por outra mulher independentemente de suas experiências anteriores com homens, de suas preferências estéticas, das roupas que veste. Muitas, inclusive, já tiveram experiências sexuais bem satisfatórias com homens, mas não se apaixonam mais por eles. E não se trata de uma opção. Estamos falando aqui de se apaixonar, de amar, de sentir atração sexual: nada disso ocorre de forma consciente, por escolha. Da mesma forma que não é possível escolher se se vai ser destro ou canhoto.

A única escolha possível é viver ou não viver plenamente seu amor, seus desejos, sua sexualidade, sua afetividade. É bem possível um homossexual se casar com alguém do sexo oposto, ter filhos e seguir os padrões estabelecidos pela sociedade como mais adequados, como é possível fazer um canhoto ser treinado para usar a mão direita. Mas isso só se configura como uma impossibilidade de felicidade e de realização, ou ainda, se configura como uma violência enorme por puro e simples preconceito.

Então, diante dessa situação, uma enorme parte dos homossexuais ainda se esconde, se mascara, se disfarça, porque não é nada fácil passar a vida sendo ridicularizado, provocado e incomodado. Não se vive isso impunemente. A auto-estima sofre abalos imensos e o sofrimento é cotidiano. Para se proteger, gays e lésbicas se escondem e deixam de aparecer no discurso da sociedade como são de fato. Assim, os estereótipos acabam tomando formas cristalizadas e quase imutáveis.

As religiões de forma geral e, em nosso país, mais especialmente as religiões cristãs, que são professadas pela maioria absoluta da população (segundo dados da CNBB, quase 74% dos brasileiros são católicos), ajudam a piorar o quadro, pois realizam cruzadas contra o amor entre pessoas do mesmo sexo, alegando que isso se trata de pecado, de desvio moral, de aberração. Estamos cansados desse Deus tirano e incompreensível que os poderosos das hierarquias religiosas nos pintam. Será mesmo que Deus é contra o amor consentido entre duas pessoas? Será mesmo que Deus se importa mais com nossa sexualidade do que com o amor, o companheirismo, a cumplicidade e os valores éticos que cultivamos em nossas vidas? Será que Deus se incomoda tanto com nosso amor, que se esquece das guerras inomináveis, se esquece da fome e da miséria que a desigualdade social gera? Será que Deus é tão cruel que ordena que em sua casa nós sejamos massacrados, condenados, excluídos, desrespeitados pelo fato de, simplesmente, sermos uma minoria? Será que Deus também persegue todas as inúmeras espécies animais que, comprovadamente, têm relacionamentos homossexuais? Eu, pessoalmente, não consigo acreditar nisso. Eu prefiro manter a imagem do Deus justo e sábio, que não se importa com tamanhas mesquinharias nem promove o ódio e a intolerância que, muitas vezes, legitimam a violência. Eu, pessoalmente, prefiro acreditar que nas igrejas e templos, nas cúpulas religiosas e nas enhucíclicas, o que acontece é que homens intolerantes usam Deus para conquistar seus objetivos, mas se esquecem de ouvi-lo e obedecê-lo em seu mandamento mais belo: amai-vos uns aos outros.

Por tudo isso é que precisamos ainda de muita luta para mudar a mentalidade de toda uma sociedade. Por que ser canhoto não é problema, mas sim ser obrigado a usar a mão direita. Da mesma forma, ser gay ou lésbica não é nenhum problema, o problema é o que a sociedade faz com as pessoas nessas condições. Precisamos fortalecer e acolher os/as homossexuais em nossa sociedade para acabar com uma das formas de violência simbólica mais cruéis de nossa sociedade: a segregação e a estigmatização.

Se você não gosta de injustiça, se você não admite desigualdade, se você quer um mundo mais justo, humano e digno para seus filhos/as, pense nisso. Somos todos diferentes, isso não deve ser motivo para criarmos tantas e tantas desigualdades. Aprendendo a conviver com e a respeitar as diferenças estaremos ajudando a construir um mundo menos árido, mais tranqüilo para todos vivermos em harmonia.

Valéria Melki Busin é psicóloga formada pela Universidade de São Paulo e mestranda em Ciências da Religião na PUC/SP. É integrante da ONG feminista Católicas pelo Direito de Decidir, escritora e militante pelos direitos das lésbicas.

sábado, 16 de setembro de 2017

Coreia do Norte

O governo da Coreia do Norte anunciou na madrugada deste domingo (3) que realizou um teste 'bem-sucedido' com uma bomba de hidrogênio que pode ser carregada no novo míssil balístico intercontinental do país. O teste nuclear provocou um tremor de magnitude 6,3 no território norte-coreano. Esse é o 6\ teste nuclear em 11 anos. Veja a imagem abaixo do alcance dos misseis desenvolvidos pela Coréia do Norte.




CARTA À COMUNIDADE GEOGRÁFICA E AOS SIMPATIZANTES

Reproduzimos abaixo documento produzido pelo Coletivo pela Educação em Defesa do Ensino de Geografia:

CARTA À COMUNIDADE GEOGRÁFICA E AOS SIMPATIZANTES
Fazemos parte de um coletivo pela Educação em Defesa do Ensino de Geografia. Entendemos que as lutas históricas da Geografia, e sua constituição enquanto componente curricular na Educação Básica, mais vez mobiliza sua comunidade e seus simpatizantes pela manutenção da obrigatoriedade do ensino de geografia no Ensino Médio.
A união de esforços está ocorrendo em todo o país, por meio daqueles que acreditam no movimento e que se articulam contra esse labirinto de alterações recentes na Lei n. 9395/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que não esclarece sobre à obrigatoriedade do ensino de Geografia neste nível.
Assim, consideramos inaceitável a retirada da Geografia no Ensino Médio porque caracteriza um retrocesso negar a possibilidade de acesso a estes conhecimentos necessários aos estudantes para uma leitura reflexiva e cidadã do mundo contemporâneo.
Acreditamos na força dos professores e dos estudantes de todos os níveis de ensino, Educação Básica e Educação Superior unidas.
#peloensinodegeografia
#porumaeducaçãodequalidade                                                      
#nenhumadisciplinaamenos                                                              
Seu apoio é fundamental para a Geografia!!!
Convidamos a todos a assinarem e compartilharem a petição pública: Contra a exclusão da obrigatoriedade da geografia no Ensino Médio:
 
Fonte: Coletivo, 2017.

Alimentar ao mundo

Desenho do brasileiro Rodriguez Pereira. Foto: FAO



Um brasileiro se encontra entre os vencedores do concurso “Alimentar ao mundo, cuidar do planeta: Desenhando a agricultura familiar”, promovido pela Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Criado para comemorar o Ano Internacional da Agricultura Familiar, celebrado em 2014, o concurso contou com a participação de mais de 4 mil alunos de mais de 300 escolas da América Latina. Além do desenho do brasileiro Yanca Rodrigues Pereira, o prêmio contemplou Danna Camila Valenzuela, do México; Lucas Javier Armoa, do Paraguai; Ariadne Dona Joe Cahuana Tapia, do Peru; e Moriah Huggins, de São Vicente e Granadinas.

Os premiados receberão uma placa comemorativa para suas escolas, um diploma oficial da FAO e um café da manhã nutritivo e saudável para toda sua comunidade escolar, incluindo seus professores, amigos, familiares e outros envolvidos na merenda escolar, fornecido pelo projeto Fortalecimento dos Programas de Alimentação Escolar, do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.

Gauleses Irredutíveis: causos e atitudes do rock gaúcho

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Meu Nome é Radio (2003)

Anderson, Carolina do Sul, 1976, na escola secundária T. L. Hanna. Harold Jones (Ed Harris) é o treinador local de futebol americano, que fica tão envolvido em preparar o time que raramente passa algum tempo com sua filha, Mary Helen (Sarah Drew), ou sua esposa, Linda (Debra Winger). Jones conhece um jovem "lento", James Robert Kennedy (Cuba Gooding Jr.), mas Jones nem ninguém sabia o nome dele, pois ele não falava e só perambulava em volta do campo de treinamento. Jones se preocupa com o jovem quando alguns dos jogadores da equipe fazem uma "brincadeira" de péssimo gosto, que deixou James apavorado. Tentando compensar o que tinham feito com o jovem, Jones o coloca sob sua proteção, além de lhe dar uma ocupação. Como ainda não sabia o nome dele e pelo fato dele gostar de rádios, passou a se chamá-lo de Radio. Mas ninguém sabia que, pelo menos em parte, a razão da preocupação de Jones é que tentava não repetir uma omissão que cometera, quando era um garoto. Parece legal né? Se já estiver pronto para assistir online Meu Nome é Radio é só clicar no Play e curtir. Não esqueça de compartilhar com os seus amigos e deixar um comentário aqui embaixo nos dizendo o que achou de Meu Nome é Radio.


Meu Nome é Radio - Filme Completo Dublado Lançamento HD from Fernanda Bressan Lisotte on Vimeo.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Manifesto dos docentes reunidos no XIII ENPEG, em Belo Horizonte

Manifesto dos docentes reunidos no XIII ENPEG, em Belo Horizonte, contra as políticas educacionais do governo Temer

Nós, docentes de geografia, reunidos no XIII Encontro de Prática de Ensino de Geografia (ENPEG 2017) e apoiadores, vimos nos pronunciar veementemente contrários à agenda política do governo Temer para a educação, sobretudo:
1- A Lei 13.415/2017, de Reforma do Ensino Médio, que desmonta a educação pública básica e superior, em especial o ensino médio, ao impactar, de maneira negativa, as políticas de financiamento da educação básica e a carreira docente. Além disso, a Lei é omissa em relação a disciplinas importantes à nossa cultura escolar, como é o caso da Geografia, ao atrelar a oferta das disciplinas à BNCC e aos interesses dos governos estaduais e municipais;
2- A Base Nacional Comum Curricular, elaborada de maneira obscura e impositiva, desconsidera importantes instituições representativas do campo acadêmico e científico e, sobretudo, professoras e professores da educação básica. Importante destacar que essa Base, além de ter um caráter prescritivo, também produz um apagamento das diferenças e diversidades presentes no nosso país, apesar de anunciar o contrário;
3- O esvaziamento da concepção de docência, que institui o “notório saber” e que ao vincular a formação de professores à BNCC, fere a autonomia pedagógica das universidades e da escola básica. Do mesmo modo, desconsidera o caráter intelectual da atividade docente e seu protagonismo frente à construção dos currículos nas escolas.
Destacamos que Lei 13.415/2017 e a BNCC, vistas em conjunto e em cada medida adotada, criam condições favoráveis à entrega do setor da educação pública aos agentes privados. Esse processo aponta, ainda, para a formação de racionalidades servis e para a mercantilização da educação.
Sendo assim, nos somamos aos diversos manifestos já produzidos por entidades representativas, como a Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), a Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE), o Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centro de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras (FORUMDIR) e a Associação de Geógrafos Brasileiros (AGB) – GT de Ensino da Seção São Paulo, GT de Ensino da Seção Niterói e GT Educação da Seção Rio de Janeiro –, posicionadas contra as políticas educacionais acima descritas e também repudiamos veementemente a instrumentalização de setores das universidades públicas na consecução e legitimação de tais políticas.
Assinamos:

Adriana Carvalho Silva (UFRRJ)
Adriana Maria Andreis (UFFS)
Aldo Gonçalves de Oliveira (UFCG)
Alexsandra Fernandes de Queiroz (IFRN-Caicó)
Álida Angélica Alves Leal (UFMG)
Amanda Regina Gonçalves (UFTM)
Aline Castro da Silva (Educação Básica-Santo Ângelo-RS)
Ana Cláudia Carvalho Giordani (UFF)
Ana Margarete Gomes da Silva (UEBA)
Ana Rocha Santos (UFS)
André Baldraia (UFRGS-Litoral Norte)
André Reis Novaes (UERJ)
Andressa Lacerda (CAp-UERJ)
Ângela Massumi Katuta (UFPR-Litoral)
Ângelo Albano (UDESC)
Antônia Carlos da Silva (URCA)
Antônio Marcos Gomes da Silva (URCA)
Armstrong Miranda Evangelista (UFPI)
Átila de Menezes Lima (UFVSF)
Bárbara Maria Freitas da Silva (Educação Básica-GO)
Bartira Araújo da Silva Viana (UFPI)
Carina Copatti  (Educação Básica-RS)
Carlos André Gayer Moreira (Doutorando no Posgea/UFRGS)
Carlos Josué de Assis (Educação Básica-Fortaleza/AGB-Fortaleza)
Charles Moreira Cunha (UFMG)
Cláudia Eliane Ilgenfritz Toso (Doutoranda UNIJUÍ)
Cleyton Normando da Fonseca (UFMT)
Daniel Valerius (UFPA-Altamira)
Danielle Willemann Sutil de Oliveira (Educação Básica-CE Benedito João Cordeiro-PR)
Débora Schardosin Ferreira (Educação Básica-RS)
Denis Castilho (UFG)
Denise Wildner Theves (CEAT-Lageado-RS)
Diego Carlos Pereira (Doutorando-Unesp-Rio Claro)
Edir Augusto Dias Pereira (UFPA-Campos Cametá)
Eduardo Donizeti Girotto (USP)
Eduardo Maia (UFRJ/AGB Niterói)
Élida Passini Tonetto (UNIFESSPA)
Enio Serra (UFRJ)
Felipe Garcia Passos (Educaçao Básica/AGB São Paulo-GT Ensino)
Francisco Ednardo Gonçalves (IFRN)
Francisco Fernando Ladeira (Mestrando-UFSJ)
Francisco Márcio Machado de Lima (SEDUC-CE)
Gisele Girardi (UFES)
Glauciana Alves Teles (UECE/SME-CE)
Hamilton Ribeiro de Souza (UEBA)
Hugo Gabriel da Silva Mota (Educação Básica-SME-Goiânia)
Hugo Heleno Camilo Costa (Doutorando Proped/UERJ)
Iapony Rodrigues Galvão (UFRN)
Ivaine Maria Tonini (UFRGS)
Jader Janer Moreira Lopes (UFJF/UFF)
Janderson Gonçalves (Educação Básica-Porto Alegre)
Janete Oliveira (UFV)
Jean Santos (UNEB Campos XI)
Jeroaldo de Souza Santos (UESC-BA)
João Alves de Souza Neto (AGB-São Paulo-GT Ensino)
João Carlos Vieira Maia (Educação Básica–RJ)
João César Abreu de Oliveira Filho (UFVSF)
Joaquim Rauber (IFRS-Bento Gonçalves)
Juliana Cardoso (Educação Básica-RS)
Jupiara de Jesus Pereira da Silva (SEEDUC-RJ)
Jussara Fraga Portugal (Uneb Campos XI)
Karen das Silva Soares (Educação Básica-SEDUC-RS)
Léia Veiga (UEL)
Leovan Alves dos Santos (Sedu-CE)
Lígia Beatriz Goulart (UFRGS)
Luan do Carmo da Silva (IFCE Jaguaribe)
Lúcia Cavalieri (UFF)
Luciana Vieira (Educação Básica SC)
Lourdes Carril (UFSCAR Sorocaba)
Marcela Braga Rangel (EM Brigadeiro Nóbrega-Ilha Grande RJ)
Marcos de Oliveira Soares (UFSCAR)
Manoel Fernandes de Souza Neto (USP)
Manoel Martins de Santana Filho (UERJ-FFP)
Manoel Victor Peres Araújo (Mestrando-UFG)
Marcelo Augusto Rocha (UNILA)
Marcos Antônio Campos Couto (UERJ-FFP)
Marcos Antônio Matozo (ITECNE-Curitiba)
Marco Antônio Tavares Pinto (Educação Básica-EM Orsina da Fonseca RJ)
Marcus Vinícius dos Santos Delphim (Educação Básica RJ)
Maria Anezilany Gomes do Nascimento (FAFIDAM-UECE)
Maria Adailza Martins Albuquerque (UFPB)
Maria Cristina Borges da Silva (Universidade Tuiuti do Paraná)
Maria de Fátima Almeida Martins (UFMG)
Maria Francineila Pinheiro dos Santos (UFAL)
Maria Gabriela Damas (UFPR)
Maria Rita de Castro Lopes (SME-São Paulo)
Mariana Lamego (UERJ)
Mariana Martins de Meireles (UFRB)
Mariana Monteiro Navarro de Oliveira (UECE)
Marísia Margarida Santiago Buitoni (UERJ)
Nedir Fernandes de Almeida (Educação Básica-SP)
Neusa Maria Tauscheck (UFPR-Litoral)
Nilson Fraga (AGB Londrina)
Núria Hanglei Cacete (USP)
Oscar Sobarzo Nino (UFS)
Pedro Bernardes Pinheiro (Colégio Pedro II)
Pedro Ricardo da Cunha Nóbrega (UFSF)
Regina Maria Vieira dos Santos (EEFM Prefeito Antônio Conserva Feitosa Juazeiro do Norte-CE)
Raimundo Jussier Sousa de Assis (UFPI-Bom Jesus)
Renato Emerson dos Santos (UERJ-FFP)
Roberto Marques (UFRJ/AGB Rio)
Rosa Martins (UDESC)
Rosângela Spironello (UFPel)
Rosilene Aires (SEDUC-CE)
Sabrina Guimarães Reis (Doutoranda-PUC-Rio)
Sandra de Castro de Azevedo (UNIFAL-MG)
Sérgio Martins (UFMG)
Sílvia Cristina de Oliveira Rodrigues Gil (AGB São Paulo/Educação Básica SP)
Sílvia Pimentel (UEPG)
Simone Flores (Educação Básica-Porto Alegre)
Suzana Campos Silva (Educação Básica SEEDUC-RJ)
Talita Rondam Herechuk (Educação Básica-RS)
Tereza Sandra Loiola Vasconcelos (UECE)
Thiago dos Reis Fragoso (Colégio Pedro II)
Tyrone Mello (SEDUC-RS)
Vicente de Paula Leão (UFSJ)
Victória Sabbado Menezes (Doutoranda-UFRGS)
Viviane Cristina Dias de Jesus (UFG-Catalão)
Wagner Costa Cattaneo (Mestrando-UFRGS)
Wellington Alves Aragão (EM Valdecir Araújo Pereira-Pedras e Fogo-PB)
Willian Simões (UFFS)

Repúdio da terceira versão da BNCC

FÓRUM NACIONAL DE DIRETORES DE FACULDADES, CENTROS DE EDUCAÇÃO OU EQUIVALENTES DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS (FORUMDIR)

NOTA PÚBLICA

Os representantes das Universidades Públicas presentes ao 38° Encontro do FORUMDIR, realizado no período de 16 a 18 de agosto de 2017, no Instituto de Ciências da Educação, da Universidade Federal do Pará, Campus-Belém, se manifestam contrários à terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), entregue pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE), solicitando a retirada desse projeto da pauta do CNE, considerando que a terceira versão:

- não espelha a realidade política e social do Brasil, apresentando um texto que fragmenta o currículo, elegendo e privilegiando conteúdos isolados e tornando-o um instrumento técnico, pautado por competências, em detrimento a uma proposta curricular processual que considere as diferenças, a diversidade e a autonomia das unidades de ensino e do trabalho docente;
- repercutirá negativamente na formação de professores e nos cursos de Licenciatura, que participaram da elaboração e defendem amplamente as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada dos Profissionais do Magistério, Resolução n° 02/2015 – CNE, explicitando os princípios da Base Comum Nacional como referências dos processos formativos do pessoal docente;
- foi elaborada por metodologia que não assegurou a participação e o diálogo com os sujeitos das comunidades escolares, nem considerou as críticas realizadas em relação à segunda versão da BNCC, retrocedendo em vários aspectos para estabelecer prevalência por um currículo mínimo, com implicações diretas no processo de ensino e aprendizagem e de avaliação;
- retira as expressões “identidade de gênero e orientação sexual”, representando um retrocesso e o fortalecimento da proposta conservadora, preconceituosa e discriminatória dos grupos que apóiam a aprovação da lei da mordaça, expressa no Projeto Escola sem Partido;
- reduz a concepção de múltiplas linguagens apresentada nas versões anteriores ao propor o campo da oralidade e da escrita como parte da etapa da Educação Infantil, comprometendo a articulação com as proposições das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e colocando em risco as aprendizagens a partir das vivências, das experiências, da brincadeira e das interações;
- exclui o ensino médio no texto e na discussão das audiências públicas, sobretudo depois da aprovação da Reforma do Ensino Médio encaminhada pelo governo de maneira unilateral, com repercussões na carreira docente, no currículo, na integração entre os níveis de ensino na educação básica e na infraestrutura.
Os representantes ressaltam, ainda, que a dinâmica de Audiências públicas realizada pelo CNE/MEC, a partir das regiões, não assegura um debate amplo e representativo sobre uma temática, fundamental para a comunidade escolar e para assegurar a qualidade social da educação.
Diante das problemáticas expostas, o FORUMDIR é contrário à aprovação da terceira versão da BNCC e conclama os membros do CNE a rejeitarem sua aprovação.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARÁ
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

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terça-feira, 12 de setembro de 2017

"O dia em que a intolerância pegou uma exposição para Cristo"

Reprodução de matéria publicada no site El País: "O dia em que a intolerância pegou uma exposição para Cristo"
Por Gustavo Bernardes
Publicado no site da Fundação Perseu Abramo 
Quando meu amigo Gaudêncio Fidelis, renomado curador brasileiro, me disse que estava organizando uma exposição chamada Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira no Santander Cultural, em Porto Alegre, fiquei curioso e ao mesmo tempo fascinado. Seria a primeira vez que um grande centro cultural do Rio Grande do Sul receberia uma exposição de diversos artistas abordando a temática da diversidade sexual, da identidade e expressão de gênero e da convivência com o outro, com o “diferente”. Lembro-me que depois, como militante LGBT que sou, comemorei com ele: o museu será nosso!
Mas, passada a fase da euforia, enquanto pensava na exposição em casa, não pude deixar de lembrar da exposição The Perfect Moment, de Robert Mapplethorpe, que agitou os Estados Unidos no final da década de 1980. O fotógrafo norte-americano ganhou notoriedade por fotografar o ambiente gay underground, e sua exposição estava agendada para várias galerias. As galerias por onde passaria a exposição foram pressionadas por congressistas conservadores e líderes religiosos, e uma batalha judicial foi travada. Muitas galerias cederam à pressão e cancelaram a exposição de Mapplethorpe. Seria o Queermuseu vítima dessa mesma pressão conservadora? Seríamos capazes de resistir, sendo que a exposição ocorreria dentro de um centro cultural privado com interesses comerciais? A resposta não demorou a vir.
A inauguração da exposição foi um tremendo sucesso, cerca de três mil pessoas compareceram, o clima era de festa e confraternização entre pessoas que pareciam esperar por aquele momento, que parecia sinalizar que ainda vivíamos numa democracia. Tomamos vinho, fotografamos obras livremente para depois compartilhar com nossos amigos de outros estados nas redes sociais, também  curiosos e felizes por uma exposição ousada como a arte deve ser. Para nossa surpresa a única manifestação durante a inauguração foi de um grupo de esquerda que denunciava o desmonte da política de Aids no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre. Todo o evento foi bem organizado, e as obras selecionadas de artistas como Adriana Varejão, Cândido Portinari, Fernando Baril, Guignard, Lygia Clark, Kika Costa, Milton Kurtz, Mário Röhnelt, Paulo Osir, Sandro Ka e Leonilson, estavam em sintonia com a proposta do curador.
Mas a reação da extrema direita não demorou a vir. Nas últimas semanas, membros do MBL passaram a agredir artistas, filmavam e ofendiam visitantes da exposição chamando os visitantes de pedófilos. Os constrangimentos não se limitaram aos visitantes, as palestras promovidas pelo Santander Cultural começaram a ser ocupadas por membros do MBL que ofendiam e vociferavam contra a arte e a exposição. Organizaram uma rede nacional de pessoas do Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Pernambuco que passaram a enviar mensagens nas redes sociais do Santander Cultural dizendo que a exposição era um estímulo a pedofilia e a zoofilia sendo que essas pessoas jamais estiveram na exposição.
Por fim, ontem (10/09), o Santander Cultural sucumbiu à pressão fascista e cancelou a exposição. Não houve tempo para uma reação dos setores progressistas. Com a desistência do Santander de resistir à pressão dos grupos de extrema-direita, corremos o risco de não fazer o debate ocorrido nos EUA quando da tentativa de censura da exposição The Perfect Moment. Lá, as questões que se colocaram foram: a quem cabe decidir o que é obsceno ou ofensivo nas exposições? Se a arte se inclui na liberdade de expressão, com que direito, um grupo se dá ao direito de decidir o que é “obsceno” e “pornográfico”? Quem determina o que é arte e o que pode ou não ser visto?


A arte provoca reflexão e crítica, por isso ela incomoda tanto os conservadores. Cabe à esquerda e aos setores progressistas da sociedade assumir a luta pela liberdade de expressão, que é tão importante quanto a luta por igualdade. Não interditemos o debate, nós militantes sociais vamos à luta pela nossa liberdade. O pecado está mais na cabeça de quem vê do que numa obra de arte.

Chile

*Tudinho financiado pelos EUA*

O verdadeiro 11 de setembro: Palácio La Moneda sendo bombardeado em 1973, durante o Golpe Militar que tirou o comunista Salvador Allende do poder, no Chile.

Com a vitória de Salvador Allende, o Chile elegia democraticamente, pela primeira vez na história mundial, um presidente socialista que tinha como proposta a implementação de um governo socialista através de meios pacíficos, a partir das estruturas democráticas, assegurando a liberdade e respeitando a constituição.

Porém esse governo não agradou à burguesia chilena, nem ao governo dos Estados Unidos que estabeleceu, em 1971, um bloqueio econômico informal ao Chile, fazendo com que a crise econômica do país se intensificasse.

Em 1972, os grupos de ultradireita tentaram por todos os meios derrubar o governo, freqüentemente com respaldo financeiro e material da CIA, que também conspirava para destituir o governo, por não convir aos Estados Unidos - então em plena Guerra Fria, e envolvido na guerra do Vietnã - ter mais um regime socialista em sua área de influência. Todas as tentativas democráticas para derrubar o governo de Allende fracassaram, graças ao apoio da maioria da população pobre e os trabalhadores que continuaram apoiando Allende.

Contudo, Allende percebeu que seu projeto socialista deixava de ser uma alternativa política para o Chile. Preferindo sempre a via constitucional, projetou convocar um plebiscito em que a população votaria por sua continuidade no governo ou não. Allende faria o anuncio público do plebiscito na noite de 11 de setembro; o erro do presidente foi ter consultado Augusto Pinochet sobre o discurso. Em posse desta informação Pinochet mobilizou as forças oposicionistas e antecipou seu golpe.

Em 11 de setembro de 1973, Santiago – capital política e econômica do Chile – amanheceu aos ruídos de aviões que sobrevoam o centro da capital, o palácio presidencial da Moneda foi cercado por tanques das Forças Armadas. Salvador Allende fez apelos a população contra o golpe, mas horas depois percebeu que pedir resistência ao povo chileno custaria muitas vidas. Fez seu último discurso ao povo na rádio da Central Única dos Trabalhadores – única não tomada pelos militares – onde afirmava que "Colocado em uma transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo."

Minutos depois do discurso o palácio foi bombardeado e invadido pelos soldados golpistas. Allende recebeu de Pinochet um telefonema em que oferecia ao presidente e sua família um avião para que abandonassem o país. Allende disse que só sairia do Moneda morto; e assim aconteceu. A versão divulgada pelo governo militar dizia que Allende matou-se com um tiro na cabeça. Porém, há quem acredite que os soldados atiraram no presidente.

Pinochet ficou no poder por mais de 26 anos e implementou uma das ditaduras mais sangrentas da América Latina, somando inúmeros mortos, torturados e desaparecidos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Visão de um cubano sobre o furacão Irma



Irma, mulher furiosa, que, com seu andar destruidor, nos dá uma lição de política prática.
Anuncia que vai para Cuba e que daí viajará, como qualquer balseiro, rumo à Flórida para buscar o sonho americano.

Oh, surpresa! O sonho americano consiste num grito que diz “lá vem o Irma, salve-se quem puder”. As pessoas correm ao supermercado para acumular comida até desabastecê-lo totalmente. As pessoas, em seus carros, procedem à evacuação gerando o bloqueio das vias. As pessoas pensam se está em dia o pagamento do seguro.

A população da Flórida foge do Irma. Em sua fuga, a gasolina se esgota e as vias se engarrafam com a quantidade de carros. Em seu fuga, movida por combustível fóssil, garantem que virão mais furacões ainda maiores.
Darwinismo social, sobrevive quem tem.

Em Cuba, pequena ilha bloqueada e solidária, de imediato formam-se as brigadas de trabalho, que são a forma organizada de defender o outro, o vizinho, o irmão, o desconhecido. Uns põem a comida e os medicamentos de todos a salvo; outros se ocupam de lhe fazer manutenção do saneamento básico para mitigar as inundações; podam-se as árvores para que os ramos não sejam projéteis assassinos; ocupam-se de levar as pessoas a refúgios e instalações militares seguras. Ante o perigo coletivo, o plural é a resposta. A ira do Irma encontra um povo, por amor e por dever reunido.

Antes de morrer, Irma saberá que sua ira é inútil quando há um muro de corações que se juntam.

*Sergio Serrano @Cubanera

Irã





Os Quatro Cavaleiros (Four Horsemen)

A economia mundial é um tema que me intriga. Como tudo funciona? Como chegámos até aqui? Como é que tanta inteligência e conhecimento não foram ainda capazes de tratar do problema da fome e da pobreza? Ah, espera lá, se calhar não é por acaso. Pois não.

É mesmo assim que funciona. O nosso sistema democrático, assente num determinado tipo de capitalismo, faz com que os pobres fiquem mais pobres e os ricos mais ricos e os primeiros totalmente dependentes dos segundos. Isto é uma nova forma de escravatura onde o setor bancário faz o que quer e lhe apetece.






domingo, 10 de setembro de 2017

Setlist Rock Sem Fronteira

Robert Plant e Jimmy Page  (Londres)
 
Rory Gallagher (Irlanda)

Seringai (Indonesia)

Ranmadou (Japão)

Skinflint (Botswana)

Balyios (África do Sul)

Noir Désir (França) 
 
Vasco Rossi (Itália)

Naranja Mecánica (México)



Pax (Perú)

Suíte 7 (Brasil)

Oceania (Brasil)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Contradições do Capitalismo


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Contradições do Capitalismo Entrevista com David Harvey Grande Geografo, autor do Livro "Condição Pos-Moderna". De uma forma breve e didatica, ele aponta os fatores determinantes da economia atual, e suas contradições.

Furacão Irma




Geografia do Caribe e Península da Flórida sempre favoreceram a ocorrência e ou manutenção de furacões. No caso do Irma a Geografia ira potencializar esse evento devastador. Como o Irma possui algo como 700 km de diâmetro com seu olho bem centralizado o raio de atuação é amplo (o Irma possui mais do que o dobro de tamanho do pior furacão que ja atingiu a Flórida, Andrew em 1992), assim como a Península da Flórida possui uns 300 km na sua maior largura. Assim, o Irma encontrará, aguas quentes e rasas (ajuda a manter o furacão). Como os furacões são "monstros marinhos"que surgem devido a uma séria de condições, mas essencialmente agua quente (27C) e uma camada espessa com agua ao redor dessa temperatura para garantir sua existência e intensidade. Sua existência, intensidade e elegância é um meio da Terra (Oceano) liberar calor para a estratosfera/espaço!

Francisco Eliseu Aquino professor de geografia da UFRGS

 

Desigualdades de gênero

"La discriminación de género las reproduce la escuela, pero se generan en estructuras patriarcales que hacen las sociedades discriminadoras"

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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O Lobo de Wall Street (2013)

Durante seis meses, Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) trabalhou duro em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser contratado como corretor da firma, acontece o Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não estão na bolsa de valores. É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores mais baixos mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos, ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer. 

clique aqui para assistir online 



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