quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Trabalho de avaliação: criação de um país

Na aula de cartografia para os alunos de Ensino Fundamental II é fundamental trabalhar legenda,  escala, a orientação, desde 2010 tenho como prática solicitar aos alunos a criação de um país, dado a importância   dos mapas para a sociedade, das técnicas utilizadas na sua confecção e algumas importantes características da linguagem cartográfica.

A seguir alguns trabalhos de avaliação desse ano:






quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A fábrica e seus lugares



O professor Douglas Santos tem postado o no seu blog o Livro ''A Fábrica e Seus Lugares'': "Começar os estudos de Geografia pela fábrica não é, em princípio, grande novidade. O que esta unidade tem de novo é que não foi construída para ser uma substituta do livro de História. Muito pouco nos interessou discutir o surgimento da fábrica e os ciclos de tempo que identificam as diversas revoluções industriais a partir do século XVIII. O que nos interessou de fato foi a relação entre a forma e a localização que o processo fabril realiza e induz; e,  portanto, queremos mostrar como um processo se torna a base para os estudos da geografia do mundo.
O objetivo de ter como ponto de partida “a fábrica e seus lugares” é demonstrar a nossos alunos que todo processo social tem forma e localização, e, mais do que isso, que a própria ocorrência desses processos é condição para a mudança, interna e externa, dessas formas, ressignificando a relação
com os lugares.
Assim, juntando desenvolvimento técnico com expansão do mercado e redefinição locacional das plantas fabris, observamos que, para produzir, a fábrica precisa mudar sua geografia interna. Nesse processo, ela acaba por ampliar sua maneira de intervir nas formas e dinâmicas do mundo – isto é, define a dinâmica das mudanças na geografia do mundo.
Assim, evidenciando as dinâmicas associadas à implantação do taylorismo, do fordismo e do toyotismo,
a discussão em torno do processo produtivo desloca-se para a relação com o mercado e, dessa forma,
procura demonstrar, por meio do paisagístico e das mudanças culturais, como e por que a sociedade
fabril construiu e continua construindo uma geografia absolutamente singular.
Na continuação, vamos nos deparar com a relação entre fábrica, banco e constituição do capital financeiro, para, logo em seguida, evidenciar alguns aspectos relativos ao controle da técnica e da produção do conhecimento. Trata-se, portanto, de um grande exercício, que exige, a cada passo, a articulação
de um número cada vez maior de variáveis.
No final, a seção Pausa para pesquisa traz uma reflexão a respeito da circulação de mercadorias,
desde a produção até sua aquisição pelo consumidor final, e suas conexões com a juventude
nesses diferentes lugares. Na seção Outros olhares, reproduzimos uma entrevista com o geógrafo
uruguaio Marcel Achkar sobre os conflitos que ocorreram em Fray Bentos, na fronteira entre
Uruguai e Argentina. A entrevista nos trouxe a possibilidade de tornar as contradições do processo
fabril uma realidade mais próxima da imaginação
dos alunos.
A seção Preste atenção nos mapas toca em um tema delicado para eles: as coordenadas geográficas.
Abordamos ali os problemas que a incapacidade técnica de definir longitude trouxe para o processo de
expansão mercantil. A complexidade do tema e os problemas técnicos que estão a ele associados nos
obrigaram a dividir o assunto em duas partes, ficando a segunda para o final da Unidade 2.''
Este é o link: http://douglassangeografia.blogspot.com.br/ 


Nota:
Fonte da imagem (http://paisagenscontemporaneas.wordpress.com/)

sábado, 26 de julho de 2014

Video aula: ArcGis 10.1

O ArcMap é a aplicação central do ArcGis onde é possível trabalhar com os dados e informações geográficas, gerar mapas e trabalhar com outras diversas questões relacionadas à análise espacial.
Mesmo aprendendo no Curso de Geografia na disciplina de Cartografia Temática e Digital, esses videos a seguir tem como objetivo subsidio àqueles que precisam praticar à sua utilização, com o tempo sem o manuseio do ArcGis esquecemos.
O professor Edimilson Araújo em seu canal no Youtube disponibilizou suas aulas, também  a professora  Patrícia de Sá Machado disponibilizou a apostila de ArcGis.

ArcGIS - Aula 01 - Configuração do arcgis

ArcGIS - Aula 02 - Criando pastas e Cortando imagens

ArcGIS - Aula 03 - Importando pontos de GPS com GPS TackMaker Gatis

ArcGIS - Aula 04 - Importando dados do GPS com TrackMaker Pro

ArcGIS - Aula 05 - Seleção e exportação de dados

ArcGIS - Aula 06 - Cortando shapes de linhas com poligonos

ArcGIS - Aula 07 - Criação de shapes e edição de linhas

ArcGIS Aula 08 Configuração do arcGIS 10 0 melhor

ArcGIS Aula 09 Importar pontos do GPS com o MapSource

ArcGIS 10: Composição de Imagens IRS-P6 em Cores Verdadeiras

ArcGIS Aula 11 Seleção e exportação de dados

 Apostila Iniciando no ArcGis

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os protestos e as tecnologias de informação e comunicação

Os protestos no Brasil não está diretamente relacionado a um movimento crítico da economia do país. Essa é uma característica para entendermos  o ciclo de protestos que irrompe nosso país no mês de junho de 2013. Mas esse sentimento generativo de perplexidade  não está relacionada apenas por essa característica.
Temos também a dimensão assumida por esse ciclo de protestos,  a disseminação das manifestações entre segmentos da população e por locais do Brasil que tradicionalmente tendem a não ocorrer a repertórios contestatórios, ou seja, as formas como as pessoas agem conjuntamente  na busca de seus interesses compartilhados. Outra característica desse ciclo de protestos é  a ausência dos eventos que conformam esse ciclo, diferentemente dos movimentos Diretas Já, de 1984 e Fora Collor, de 1992, e é muito marcante esta característica,   a proliferação  de pautas e de demandas, muitas delas diretamente vinculadas a especificidades   locais.
Outra característica desse processo causador de perplexidade  é a sua velocidade. No período de um mês se observa uma evolução de focos pontuais de protestos para a conformação  de um processo amplo de escala nacional e, ainda, um declínio dessa  mobilização massiva com a volta de uma dinâmica mais localizada de protestos, que seguem em curso em  alguns  pontos no nosso país.
E, a última característica, é a massiva mobilização de segmentos da população brasileira  que não estavam previamente  inseridos em organizações sociais e políticas.
Desde a redemocratização do Brasil (1985) se observa a presença ativa na sociedade brasileira de organizações e movimentos sociais que dia a dia recorreram a formas contenciosas  de ação para a expressão de suas  demandas e propostas. Porém essas organizações e movimentos sociais dividiram  a cena pública com uma população que tinha nas redes sociais (facebook, twitter) mediadas pelas  TICs, as tecnologias de informação de comunicação, sua estrutura básica de mobilização.
Temos, portanto, tomar cuidado com a ideia disseminada  intensamente na mídia de que estaríamos assistindo a um processo criado espontaneamente  pelas redes sociais, ao contrário  quando se sai desse cenário dos eventos de protesto de junho de 2013 para os ''bastidores'' identificamos  claramente a intervenção ativa de organizações, redes e indivíduos das mais diversas posições  políticas que atuam.
Um exemplo direto dessa suposta espontaneidade  do ciclo de protestos de 2013 é o caso de Porto Alegre (em escala  local), se observa a centralidade de uma rede diversificada de organizações sociais e políticas em grande parte articulada em torno do Bloco de Lutas, criado em fevereiro de 2012.
A mudança mais evidente, portanto é a centralidade que as redes sociais adquiriram  no ciclo de protestos de 2013 como estruturas de mobilização dotadas de relativa autonomia, assistiu-se à emergência de indivíduos e grupos articulados através das redes sociais como agentes sociais  ativos em diferentes etapas dos protestos como por exemplo proposição de ações, mobilização de participantes, difusão de informações, estabelecimentos de pautas, interpretação dos eventos entre outras.

Bibliografiaa
#protestos: análises das ciências sociais/Organizado por Antonio David Cattani, Porto Alegre: Tomo Editorial, 2014 (série:  Sociologia das Conflitualidades, 7)

Saiba mais
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/06/veja-integra-da-pesquisa-do-ibope-sobre-os-manifestantes.html
http://vozdoacre.com/portal/brasil/convocacoes-para-protestos-se-espalham-por-mais-de-200-cidades/


sábado, 19 de julho de 2014

Israel X Palestina: a paz continua a ser possível

''Para alguém da minha geração - nascido durante a Segunda Grande Guerra em um país distante dos seus impactos mais diretos e que recebeu imigrantes de todos os quadrantes -, a imagem mais vivida das barbaridades cometidas no conflito era a que mostrava os corpos de judeus empilhados nos campos de concentração ou a dos esquálidos sobreviventes, inclusive crianças, com o pavor estampado na face''
Celso Amorim, ministro da defesa do Brasil

O conflito árabe-israelense é uma guerra contínua, sanguinária e obscena assim definiu Robert
 Fisk, jornalista especializado em Oriente Médio ao acontecimento de 17 de  julho de 2014.
O cenário é completamente diferente de 2012, quando ocorreu o conflito imediatamente  anterior entre Israel e o Hamas. A situação nesse momento é bastante complexa. O que aconteceu no Cairo foi a tentativa do Egito ajudar seu aliado Israel e conseguir um cessar-fogo unilateral, sem atender a qualquer concessão de Gaza.
Desde de 2006, Israel e o Hamas se enfrentaram em larga escala por três vezes, mas o golpe de Estado no Egito, em 2013, que derrubou o governo eleito comandado pela organização islâmica Irmandade Muçulmana, simpática a Gaza, enfraqueceu consideravelmente a posição dos palestinos no território costeiro com população de cerca de 1,7 milhões de habitantes. Em 2007, menos de um ano depois do Hamas, que não reconhece o Estado de Israel, vencer as eleições na Faixa de Gaza, Tel-Aviv iniciou um bloqueio econômico que dura há sete anos.
O atual conflito foi justificado pelo sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses moradores de uma das colônias israelenses na Cisjordânia, que retornaram para casa depois dos estudos religiosos. O primeiro-ministro israelense responsabilizou o Hamas, apesar de o grupo negar a autoria dos crimes e ele prometeu resposta atroz.
As negociações fracassadas no Egito buscavam justamente evitar uma invasão a Gaza mas duas das principais demandas dos palestinos, o fim do bloqueio econômico e a libertação de presos identificados como terroristas por Israel, não entraram na pauta.
Havia possibilidade de acordo entre as duas principais facções palestinas (Fatah e Hamas) um dos óbices para que a opção por um caminho de paz. Atualmente, os dois principais partidos israelenses se uniram em um governo de coalizão, o que deveria, em princípio, facilitar a busca de soluções justas e viáveis para o conflito.
Infelizmente, esse acordo nunca se materializou, em parte em função do fracionado sistema político israelense, que assistiu ao crescimento dos partidos ultraconservadores, em parte, pois contrariando as expectativas que se  havia criado na Conferência de Annapolis, em 2007, a pressão externa, indispensável  para convencer Israel a fazer concessões penosas, nunca chegou a ser exercida de forma efetiva.
Mas a paz entre israelenses e palestinos continua a ser possível. É possível quando se refere à volta ao princípio de ''terra por paz'', que é a base para os entendimentos de Oslo. Com isso é essencial que Israel cesse unilateralmente os bombardeios a Gaza, que têm provocado genocídio  comparado a Segunda Grande Guerra, genocídios de famílias inteiras, deixando um rastro de protestos e ressentimento cada vez mais difícil de apagar da memória. Um gesto assim, seguramente, seria seguido  da decisão similar por parte do Hamas, o que aconteceu em 2009.

Escrito por Tyrone Andrade de Mello

Bibliografia

AMORIM, Celso. Sem olhos para Gaza. In. revista CartaCapital.p.56-8, edição809.
GRAÇA, Eduardo. O ódio será tua herança. In. revista CartaCapital.p.56-8, edição809.
CHOMSKY, Noam. Trad. Antonio Martins. Barbárie em Gaza.  In. Outraspalavras, Internet.
 GALEANO, Eduardo. ''Se eu fosse palestino...'' Site da Caros Amigos, seção Artigos & Debates.


 Saiba mais
A indústria do Holocausto de Norman G, Finkelstein livro gratuito para download http://resistir.info/livros/filkenstein_pt.pdf
Israel X Palestinos  http://acervo.estadao.com.br/noticias/topicos,israel-x-palestinos,888,0.htm
Acordos de paz http://www.sempretops.com/estudo/acordos-de-paz-entre-palestinos-e-israelenses/

domingo, 29 de junho de 2014

Mapa da Pobreza em Porto Alegre



Segundo o blog Porto Imagem, o IBGE divulgou um mapa identificando as regiões censitárias consideradas favelas em Porto Alegre. O mapa não é muito diferente do que eu tinha divulgado aqui no blog em 2008.



O mapa oficial, por ser baseado em um critério diferente do meu (tinha considerado as regiões com ruas não pavimentadas e casas pequenas sem telhado), mostrou as favelas na zona norte maiores do que realmente são e ignorou as pequenas vilas espalhadas pela cidade.


Pelas estatísticas do blog, vi que alguns dos meus posts mais acessados pelo público são aqueles mapas das favelas de Porto Alegre a partir do Google Earth, que fiz no chuvoso verão de 2008, quando morava em Belo Horizonte. Esses dias recebi um comentário muito legal de uma ex-moradora da Vila Safira.

Boa noite sr. Ricardo Martini. Eu te escrevo porque morei toda minha infancia na vila safira, estudei até o 4º ano de primaria na escola Maris e Barros, depois pasei a estudar no bairro do Bom Fim. Bom o que eu tenho para te contar, é que comecei notar a melhora da qualidade de vida na vila Safira, na época do Sarnei, depois com Fernando Henrique; no começo com Sarnei já podiamos beber leite todos os dias, com os tiques de leite que nos davam, graças a Deus em alguns armazéns nos deixavam trocar por banana tbém, a verdade é que éramos muito pobres e careciamos de muita educaçao de todos os tipos. Eu consegui sair adiante com todas as oportunidades que via. Hoje sou enfermeira, mestra em gerontologia. Resumindo, a populaçao evoluciono bastante, pelo menos o complexo de inferoridade já se nota um poco menos. Para melhorar mais, na minha opiniao, tem que melhorar o ensino nas escolas pública, preparar melhor os alunos para o vestibular; muitos alunos terminam o 2º grau e nao tem conhecimentos básicos para competir com os alunos que estudaram em colégios particulares. Eu fiz minha carreira em universidades privadas, trabalhando muito e com muito sacrificio. Saudaçoes.


Prezada comentarista, agradeço muito as informações, e parabéns pela tua vida de superação. Espero receber novos depoimentos dessa população tão excluída, que vive nas regiões "invisíveis" da capital dos Pampas.


Incêndio consome 70% da Vila Chocolatão, no Centro de Porto Alegre. Pois é, se a prefeitura não toma ações concretas para fornecer moradia e local de trabalho para a população que trabalha com reciclagem de lixo, a natureza utiliza seus métodos mais enérgicos para desapropriar construções de risco.

Pelo que eu li, ninguém morreu na tragédia. Só espero que a população desabrigada seja transferida, para que o ciclo de construções-tragégias-reconstruções não se perpetue nessa comunidade, tal como acontecia na antiga Vila dos Papeleiros antes de sua urbanização.

Núcleo "Entrada da Cidade" de Porto Alegre 

Ontem, sábado, voltei de Porto Alegre para Belo Horizonte. Para minha sorte, o avião fez uma manobra dentro da cidade, de modo que pude tirar várias fotografias pela janela do avião (obviamente, escondido das aeromoças).

Duas das fotos que tirei foram dos bairros Humaitá e Farrapos, diretamente a oeste da pista do aeroporto. Com essas fotos, pude observar a evolução das vilas na região, relativo aos mapas disponíveis no Google Earth (de 2004 ou 2005, se não me engano). As fotos encontram-se abaixo:



No Humaitá, parece que nada mudou perceptivelmente. A vila Operária, maior da região, continua como estava antes, mesmo com os projetos de urbanização e extensão de ruas nas suas proximidades.



No bairro Farrapos, é possível ver mudanças. A vila Areia foi removida para um núcleo habitacional ao norte da foto (sul da vila Farrapos). Em seu antigo território, foi construído um cruzamento de ruas. Porém, o território vazio corre o risco de ser ocupado pela vila Tio Zeca, ao leste.

Por outro lado, nota-se a expansão da vila Leito da Voluntários (norte da vila Areia) para leste, ocupando todo o terreno vazio da quadra. E também está surgindo um novo núcleo irregular no lado oeste da Free-Way, próximo às margens do Guaíba.


Meu mapa sobre a localização das favelas de Porto Alegre se espalhou pela Internet rapidamente. Li muitos comentários sobre por que não vemos, no nosso dia-a-dia, esses complexos de pobreza? Afinal, por que muitas pessoas, habitantes de Porto Alegre de longa data, continuam afirmando que a cidade "não tem favelas"?

Para responder essas perguntas, dei uma "enfeitada" no meu mapa (clique para ampliar):



Sublinhei em amarelo o Centro da cidade. Nele está localizada a Vila Chocolatão, uma pequena comunidade de carroceiros alojada em um terreno público não utilizado. Ao norte, está sublinhada em azul a chamada "Zona Norte", consistindo predominantemente de áreas comerciais e indistriais, assim como o aeroporto Salgado Filho. A pobreza nessa região está no seu noroeste, entre a Free-Way e a av. Voluntários da Pátria, o chamado "Núcleo Entrada da Cidade", e já abordado aqui no blog anteriormente.

Além disso, sublinhei em verde-limão os bairros residenciais mais tradicionais da cidade. Compreende duas áreas. A primeira, maior, está a leste do centro e ao sul da Zona Norte, sendo limitada pelos bairros do Jardim Lindóia, Passo da Areia, Jardim Europa, Chácara da Pedras, Jardim Botânico, a PUC, a av. Ipiranga e o Menino Deus. A outra, menor, conhecida como "Zona Sul", percorre o entorno do Lago Guaíba da Vila Assunção até o bairro Guarujá.

A maior parte das classes média e alta da cidade habitam essas áreas, e pouco conhecem sobre o que há entre elas. Por isso, as únicas vilas viséveis, para quem mora na Zona Leste são o beco Guaranha (uma comunidade quilombola na Cidade Baixa), a Vila Juliano (invasão no Jardim Botânico, meio escondida, difícil de ver), o quilombo da Família Silva, a vila Keddie (ambas no bairro Três Figueiras, um dos mais nobres da cidade), e a vila Cosme Galvão (no Passo da Areia). Na zona sul a pobreza é mais visível, ocupando o entorno dos bairros nobres e condomínios fechados.

O que essas vilas têm em comum, além da localização? Elas sãopequenas, simples becos ou terrenos ocupados, sem proprietário definido. Os principais núcleos de pobreza da cidade estão em lugares onde poucas pessoas passam, mesmo de carro: a fronteira com Alvorada (vilas Santa Rosa e Safira), o morro Santana, a baixada entre a Protásio Alves e a Ipiranga, depois da Cristiano Fisher (vila Bom Jesus), o morro Santana (que, pelo mapa não tem NADA a dever para uma Rocinha-RJ ou para um Aglomerado da Serra-BH) e a região entre a av. Padre Cacique e a 3a Perimetral, próxima ao hipódromo e ao Estaleiro Só (vila Tronco, Cruzeiro e Foz Cavalhada).

A pobreza em Porto Alegre, como já se viu, está bem escondida. Mas deverá ser descoberta pela população e pela prefeitura aos poucos, conforme o mercado imobiliário for se expandindo para as periferias. Isso já está ocorrendo nos becos da Vila Jardim, no entorno do novo bairro Jardim Europa.
Após alguns meses pesquisando a localização das vilas e favelas de Porto Alegre, enfim consegui montar o mapa final da pobreza na cidade. Conforme extraí do Google Earth, tenho a seguinte imagem (as vilas estão destacadas em vermelho):



Como se pode ver, as princiais concentrações de pobreza na capital gaúcha estão nas ilhas do Guaíba (ainda que sejam favelas pequenas), no extremo norte da cidade, na fronteira com Alvorada, na encosta dos morros (morro Santana, morro da Cruz, morro da Polícia, morro Santa Tereza, morro do Sargento), e nas "baixadas", regiões de baixa altitude entre os bairros residenciais, que não são vistas das grandes avenidas de circulação (como a Vila Bom Jesus, a Vila Tronco e a Vila Cruzeiro). Além disso, a cidade conta com um bom número de vilinhas, isto é, pequenas favelas de dimensão inferior a uma quadra (e, que devido a problemas do Paint Brush, podem estar superdimensionadas no mapa). Essas vilinhas são mais comuns na região sul do que na zona leste, e nessa última, concentram-se ao longo da Avenida Ipiranga e no bairro Vila Jardim.

Pelo mapa, a maior favela da cidade é o complexo Partenon-Morro da Cruz, localizada na encosta norte do mesmo morro, e que circunda o presídio municipal.

No futuro, pretendo continuar publicando aqui no blog os mapas locais dos complexos de vilas.

(Quilombo da Família Silva)

Tenho aproveitado minhas férias para caminhar e tirar fotos de alguns bairros de Porto Alegre.

Ontem, quando estava caminhando entre as mansões e os condomínios de luxo no bairro Três Figueiras, notei que havia, dentro das quadras, algumas ruas sem saída. E, nesses becos, passavam carroceiros, e pessoas carregando sacos de lixo. Parecia um sinal de que havia um núcleo de pobreza dentro de um dos bairros mais ricos de Porto Alegre. Cheguei em casa, abri o Google Earth e visualizei alguns casebres dentro de um grande terreno baldio na região. Pelo Google, descobri que o nome do núcleo é Quilombo da Família Silva, povoado por descendentes de um reduto centenário de escravos fugidos, e ocupa, principalmente, o leito de uma parte da rua João Caetano (aquela na frente da Savarauto, próxima ao Mc Donalds da Nilo Peçanha).

O mapa do território da vila é o seguinte:


Mesmo consistindo apenas em uma "vilinha", como os pequenos núcleos de pobreza são chamados por aqui, não se comparando em tamanho às vilas Santa Rosa e Bom Jesus, por exemplo, o Quilombo da Família Silva faz um forte contraste da desigualdade social na região.

Li que a área já foi reconhecida como demarcação quilombola, e está protegida por lei federal. Só espero que o direitos de propriedade e de mobilidade de seus moradores seja garantido. Se o terreno se valorizar muito, como parece ser o caso, acho que é melhor que eles mesmos decidam (e não os órgãos públicos de Brasília) permanecer no local, ou vender seus terrenos e se mudar para uma região da cidade mais barata, na qual eles não vivam em tanta pobreza.

OBS: a foto do Google Earth é de 2005, pelo que eu sei. Atualmente, a construção civil está muito acelerada no bairro Três Figueiras. No terreno logo ao oeste do Mc Donalds, está sendo construído um prédio com shopping center. Nos terrenos logo ao norte e leste do quilombo, estão sendo construídos novos prédios e casas de condomínios.

 (Vila Bom Jesus)

Nesse post, vou apresentar um dos maiores complexos de pobreza de Porto Alegre, a Vila Bom Jesus (popularmente conhecida como "Bonja"). Essa vila não se localiza na periferia, mas sim dentro da cidade, entre as avenidas Ipiranga, Protásio Alves, Antônio de Carvalho e a rua Isabel (à oeste). Uma visão geral sobre o bairro é esta:


Ao contrário dos complexos de pobreza aqui anteriormente mostrados, as vilas que compõem a Bonja estão, em sua maior parte, unificadas. De leste a oeste:



Até o extremo norte da vila (a Vila Brasília):


Outros pequenos núcleos de pobreza estão na parte leste do bairro e perto da encosta do morro Santana:



Apesar de estar dentro da cidade, e junto a algumas das avenidas mais movimentadas de Porto Alegre, a Vila Bom Jesus dificilmente é vista pela população. Isso acontece devido a uma questão de relevo: a Bonja é uma "baixada", uma depressão entre morros e regiões altas: a av. Protásio Alves está a 124 metros de altura (fonte: Google Earth), a Cristiano Fisher (oeste), a cerca de 80 metros, o morro Santana (leste) chega a 300 metros, e a Ipiranga, no sul, a apenas cerca de vinte metros acima do nível do mar. E a vila está afastada da Ipiranga por uma série de terrenos não-ocupados (não explicados) e pelas vilas Cefer, urbanizadas a muito tempo.

Por esses motivos, que também valem para outras regiões de favelas na cidade, muita vezes afirmamos que Porto Alegre é uma área urbana afastada das vilas. Mas elas estão debaixo de nossas barbas (e das nossas elevações geográficas).

 (Morro Santana)

Continuo com os mapas das vilas na periferia leste de Porto Alegre, junto às áreas rurais e os municípios de Alvorada e Viamão. Agora, ao sul da Vila Mário Quintana e da av. Prótásio Alves, vou apresentar as encostas do Morro Santana, o maior morro do município de Porto Alegre.


Na encosta norte do morro, está a Vila Protásio Alves, próxima à avenida de mesmo nome e do complexo Vila Mário Quintana, exposto anteriormente. Parece parcialmente urbanizada.


Rodando em um sentido anti-horário, encontra-se logo um conjunto de vilinhas dispersas, ao redor de uma região de COABs (pelo menos na aperência).


Mais a oeste, as habitações irregulares percorrem o entorno do Beco Souza Costa, até se concentrarem na Vila Colina do Prado, que parece ser a maior favela do morro.



Ao sul, ao redor do que parece ser um centro de abastecimento de energia elétrica, está a Vila Grécia.


No extremo sul do morro, próxima à avenida Bento Gonçalves e ao Campus do Vale da UFRGS, está a Vila Agrovet.


Do outro lado do morro, a leste, inicia-se o município de Viamão, com moradias humildes, mas regulares.

Nesse ponto do mapa, há uma dispersão dos complexos de pobreza em Porto Alegre. Ao sul do morro Santana, a pobreza periférica continua na Lomba do Pinheiro. Mas, indo em direção ao núcleo da cidade, encontram-se outros três importantes centros de vilas. À noroeste, estão os becos da Vila Jardim (próximos do Parque Germânia). Ao oeste, está a vila Bom Jesus. Ao sudoeste, está o morro da Cruz e o complexo Partenon. A partir daqui, ficará mais difícil seguir alguma trajetória lógica para mostrar os mapas dessas vilas.

 (Vila Mário Quintana)

Prosseguindo com o mapa da pobreza de Porto Alegre, agora apresento as vilas localizadas no bairro Mário Quintana, na região extremo-leste da cidade (após a av. Manoel Elias, até a fronteira com Alvorada). Essa é uma das principais regiõe de favelas da cidade.


Partindo em uma direção norte-sul, a região começa no COAB Rubem Berta (no bairro não-oficial do Jardim Leopoldina). Nessa parte do bairro, as vilas encontram-se juntas aos prédios de residências populares. Só consegui o nome de uma delas, a "Recanto da Lagoa", mesmo não encontrando nenhuma lagoa por ali.


A leste, próxima à fronteira com Alvorada, está o loteamento Timbaúva (também um bairro não-oficial). Esse loteamento consiste em uma parte composta por casas populares planejadas, e duas partes mais favelizadas. A parte planejada do loteamento está em expansão, recebendo antigos moradores das vilas removidas de dentro da cidade.


Ao sul do COAB Rubem Berta, encontram-se um aglomerado de vilas maiores:


À sudoeste, próximo à av. Manoel Elias e à FAPA, está o complexo Chácara da Fumaça. Quando eu fiz o vestibular para a Economia-UFRGS no prédio da FAPA, pude ver a entrada da vila em uma rua de terra cruzando a Manuel Elias. Era visível a pobreza da região em diversos aspectos: casas irregulares sem reboco, trânsito de carroças carregando lixo, grande quantidade de crianças descalças perambulando pelas ruas.


A leste da Chácara da Fumaça, está a Vila Safira, a maior favela da região. Essa vila parece ser bastante irregular, sendo mais pobre em determinadas ruas do que em outras. Além disso, as suas ruas parecem mais bem definidas do que nas vilas anteriores.


Ao sul, a Vila Safira acaba em uma rua que vai dar na Av. Protásio Alves, próxima ao Campus do Vale (UFRGS) e ao Morro Santana.

 (Passo das Pedras)

Prosseguindo com o mapa das vilas de Porto Alegre construído com base no Google Earth, agora vou mostrar o núcleo de pobreza no bairro Passo das Pedras. Esse bairro fica a sudoeste do Rubem Berta, apresentado anteriormente. As vilas concentram-se em um território aproximadamente entre as avenidas Ary Tarragô, Manuel Elias e Baltazar de Oliveira Garcia. O mapa geral da região é o seguinte:


Ao norte da av. Baltazar encontram-se algumas vilinhas isoladas. Algumas delas encontram-se dentro do Conjunto Costa e Silva, um empreendimento municipal de habitações populares. Mais ao norte está a Vila Amazônia, abordada anteriormente:


Ao sul da av. Baltazar está a Vila Passo das Pedras, aparentemente com infra-estrutura urbana parcial, e localizada no extremo oeste dos becos em direção à av. Ary Tarragô:


Mais ao sul, o bairro se mostra mais como uma zona de residências simples do que uma favela propriamente dita. Mas alguns becos do local concentram núcleos de pobreza:


A oeste dos becos anteriores e da av. Ary Tarragô encontra-se uma favela maior, a Vila Planalto-São Borja:


Contudo, o maior núcleo de pobreza de todo bairro encontra-se ao sul dos becos. O local, conhecido como Vila Passo das Pedras II, ou Vila dos Coqueiros, consiste em um complexo de vilas fundidas em uma grande favela, localizada em uma área rural entre as avenidas Ary Tarragô e Manoel Elias, ao norte da universidade FAPA. Ele está muito bem escondido dos olhos do público, como se vê na foto. Quem passa por qualquer uma das grandes avenidas observa apenas as árvores e áreas de pasto, e não os barracos, que estão mais para dentro dos terrenos. Algumas dessas vilas parecem mais organizadas do que outras, mas o complexo de pobreza está bem unificado:


Por fim, a leste do bairro Passo das Pedras, até a fronteira com o município de Alvorada, encontra-se o bairro não-regulamentado chamado Jardim Leopoldina (oficialmente ainda pertence ao Rubem Berta), composto por COABs, áreas rurais, condomínios populares e residências de classe média. Nessa região, encontrei apenas duas vilinhas isoladas:

(Eixo Baltazar)

Apresento agora uma descrição dos núcleos de pobreza na região do chamado Eixo Baltazar em Porto Alegre. A região compreende o bairro Rubem Berta, a oeste da av. Assis Brasil e do bairro Sarandi, abordado no post passado. Uma visão geral sobre a região está na imagem a seguir:


Alguns dos leitores que vêm acompanhando o blog afirmam que a pobreza em Porto Alegre se concentra em pequenas vilas espalhadas pela cidade, sem haver um determinado complexo de favelas. Pois, nesse post, provo que isso não é verdade. Nessa região encontra-se a "Grande Santa Rosa", uma vila (aparentemente semi-urbanizada) de grande dimensão:


A leste da Santa Rosa, encontram-se algumas vilinhas junto à fronteira com Alvorada (Vila dos Maias, Dois Toques e Nova Gleba). Porém, nessa região do mapa, o Google Earth apresenta imagens de definição inferior, o que torna difícil a diferenciação entre favelas e comunidades humildes afastadas:


Ao norte dessa área, está o Beco João Paris, rodeado de terrenos nos quais, presentemente, a prefeitura está construindo COABs para o deslocamento da população da Vila Dique:


Ao sul, está a Vila Amazônia, já urbanizada em sua parte inferior:


A Vila Amazônia já inicia um novo núcleo de vilas em Porto Alegre, mais ao sul: o núcleo Passo das Pedras. Nesse ponto da cidade, a pobreza dá uma "entrada" a oeste, afastando-se da fronteira com Alvorada, área em que agora predominam casas e condomínios de classe média, e algumas áreas rurais (entre as avenidas Bernardino Silveira Amorim e Baltazar de Oliveira Garcia).

 (Zona Norte)

O mapa geral das vilas na zona norte de Porto Alegre (encontradas nos bairros Cristo Redentor, Jardim Floresta e Sarandi) é o seguinte:


No bairro Cristo Redentor, a única vila encontrada foi a Vila Dona Regina, também referida como Vila Triângulo, pela sua proximidade com o Terminal Triângulo (ponto de ônibus entre a Assis Brasil e a Baltazar):


No bairro Jardim Floresta, ao oeste, está a Vila Dique, um comprido e estreito beco que vai da proximidade da av. Sertório quase até a Free-Way, encostado no muro leste do aeroporto:


Com a previsão de obras para a expansão da pista do aeroporto, é esperada a remoção da Vila Dique em breve. A preocupação com a segurança dos habitantes da vila aumentou após o acidente em Congonhas (julho de 2007).

A leste, está a Vila Nazareth:


No bairro Sarandi, mais a leste, as vilas encontram-se no contorno do bairro propriamente dito. Além disso, devido a obras de urbanização realizadas nos últimos anos, fica difícil diferenciar as vilas que consistem mesmo em favelas, e aquelas que são apenas comunidades pobres:


As vilas a leste do Sarandi já quase se emendam no complexo da região nordeste da cidade (Bairro Rubem Berta), que será abordado em algum post futuro.

(Entrada da Cidade)

Após praticamente completar a abordagem de vilas isoladas presentes dentro da cidade de Porto Alegre em sua região mais tradicional, agora vou começar a apresentar os seus maiores complexos de pobreza.

Inicio com o núcleo "Entrada da Cidade", zona noroeste, composto pelos bairros Farrapos e Humaitá, entre a Free-Way e o Trensurb:


A região é predominantemente industrial, com alguns núcleos urbanos pobres dispersos. As favelas começam ao longo da Av. Voluntários da Pátria, a partir da esquina com a Av. Dona Teodora. As primeiras vistas são as "siamesas" Vila Areia e Vila Tio Zeca, ambas sem nenhuma infra-estrutura urbana, consistindo em barracos de madeira e papelão:


Mais ao norte está a Vila Esperança, próximo ao loteamento Nova Esperança (núcleo de vilas já urbanizadas):


Mais ainda ao norte, após o término da Voluntários, no extremo noroeste da cidade, estão as vilas Farrapos e DEPREC. Essa última parece ser um pouco mais urbanizada que as anteriores, mas, pela visão do Google Earth, também consiste de barracos:


No bairro Humaitá, a oeste do Farrapos, as favelas também começam a partir da Av. Dona Teodora. Destaque para a Vila dos Ferroviários (ou Santo Antônio), uma antiga invasão ao terreno do Trensurb:


A oeste, junto à Av. AJ Renner, está a Vila Operária (ou Vila AJ Renner, ou Vila Pirulito), e outras aglomerações menores juntos às moradias regulares do bairro:


OBS 1: Na internet, só consegui o nome e a localização das maiores vilas da região, que contém instituições assistenciais e comunitárias. Vilas menores, como "Vila Magnum" e "Vila Aprel do Sul" eu sei que existem, mas não consegui localizar exatamente. Agradeço qualqer contribuição.

OBS 2: De acordo com o plano diretor da cidade, a Av. Dona Teodora será o braço final (ou inicial?) da Terceira Perimetral. Quando estive em POA dezembro passado, já estavam construindo o viaduto Leonel Brizola, sob o Trensurb, ligando os bairros Humaitá e São Geraldo. A prefeitura tem o interesse de transformar o Humaitá em um bairro residencial de classe média (inclusive, já vi projetos de transferência do estádio do Grêmio para essa área). Por isso, espera-se a remoção das vilas Dona Teodora, Areia e Tio Zeca em breve.

(Área Nobre)

Após iniciar com a Vila Keddie, na Nilo Peçanha, agora vou apresentar todas as vilas presentes na região mais "nobre" de Porto Alegre (isto é, com menos vilas). Essa região, em resumo, vai do Centro da cidade até os bairros Chácara das Pedras, Cristo Redentor e Lindóia, em um sentido leste-oeste, e do aeroporto até os estádios e as avenidas Bento Gonçaçves e Protásio alves, em um sentido norte-sul.

As favelas nessa região são pequenas em tamanho e população, são isoladas uma das outras, e são mais passíveis de remoção e urbanização pela prefeitura, já que são mais visíveis ao público.

Na parte mais nobre do Centro, junto aos prédios administrativos, está a vila Chocolatão (por ficar junta ao prédio da Receita Federal, o Chocolatão), construída a pouco mais de 10 anos por papeleiros que vivem de reciclagem de lixo no Centro. Boa parte dos seus barracos é feita de lixo reciclado. Está em processo de remoção:


No bairro Cidade Baixa, próximo às avenidas Ipiranga e Praia de Belas, está o Beco Luis Guaranha (ou Vila Guaranha):


Observa-se que essa área da Cidade Baixa (antigo bairro da Ilhota) era uma região tradicional de favelas em Porto Alegre até a metade do século XX, quando seus moradores foram transferidos para a Restinga, na zona sul.

No bairro Azenha, está a Vila Zero Hora, em processo de remoção populacional para COABs da prefeitura. Existem relatos sobre uma "Vila Casas Tigre" próxima, mas não encontrei no Google Earth. Talvez seja o nome da parte leste dessa vila (próxima à sede das Casas Tigre), ou seja uma vila já removida:


No bairro Santana, junto à Avenida Ipiranga, está a Vila do Sossego, cortada por ruas:


Na frente do Bourbon Ipiranga, e junto à 3a Perimetral, está a Vila São Pedro, composta por dois núcleos (um deles também é conhecido como "Vila Cachorro Sentado", mas não sei qual). Seu nome decorre de sua situação: é uma invasão à área do Hospital Psiquiátrico São Pedro:


Mais ao norte está a vila Juliano Moreira, invasão ao Jardim Botânico:


Por fim, ao norte do Country Club, no final da Av. Anita Garibaldi (bairro Passo da Areia), está a Vila Cosme Galvão:


Essa vila em sua maior parte foi urbanizada pela prefeitura, e é bem menos pobre do que as demais. Não consiste de barracos, mas sim de casas de alvenaria simples. Além disso, está "encolhndo", já que muitas casas de sua área estão dando lugar a prédios, em um processo de verticalização urbana que atinge todo o seu bairro.

Além dessas vilas, pode-se encontrar referências na internet a outras pequenas favelas nessa região da cidade, como Vila das Placas, Vila Lupicínio Rodrigues, Vila Planetário, Vila dos Anjos e Vila Terminal Azenha. Contudo, essas vila já foram removidas para COABs (alguns construídos nos próprios lugares onde as vilas estavam, como a esquina da Azenha com a Princesa Isabel, o antigo Terminal Azenha), e não podem mais ser visualizadas no Google Earth.

Saiba mais:

Conferência dos Geógrafos Latino Americanistas

Data: 05 a 11 de janeiro de 2014 (apresentações nos dias 07 e 08)
Lugar: Cidade do Panamá, Panamá
Envio de trabalhos: até 31 de outubro de 2013

Maiores informações na página na internet:
http://clagpanama2014.tamu.edu/call-for-papers
http://clagpanama2014.tamu.edu/