terça-feira, 27 de setembro de 2016

entrevista com Dilma

Em entrevista à TVE Educativa da Bahia, que foi ao ar hoje, às 20h40, Dilma Rousseff diz que Temer e seus aliados “confessam o golpe”

TVE Entrevista Especial - Dilma Rousseff (Bloco 1)


TVE Entrevista Especial - Dilma Rousseff (Bloco 2)


TVE Entrevista Especial - Dilma Rousseff (Bloco 3):




“apartheid educacional” no Brasil



Reforma de Temer legaliza o “apartheid educacional” no Brasil. Por Gaudêncio Frigotto*

A reforma de ensino médio proposta pelo bloco de poder que tomou o Estado brasileiro por um processo golpista, jurídico, parlamentar e midiático, liquida a dura conquista do ensino médio como educação básica universal para a grande maioria de jovens e adultos, cerca de 85% dos que frequentam a escola pública. Uma agressão frontal à constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes da Educação Nacional que garantem a universalidade do ensino médio como etapa final de educação básica.
Os proponentes da reforma, especialistas analfabetos sociais e doutores em prepotência, autoritarismo e segregação social, são por sua estreiteza de pensamento e por condição de classe, incapazes de entender o que significa educação básica. E o que é pior, se entende não a querem para todos.
Com efeito, por rezarem e serem co-autores da cartilha dos intelectuais do Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio, etc., seus compromissos não são com direito universal à educação básica, pois a consideram um serviço que tem que se ajustar às demandas do mercado. Este, uma espécie de um deus que define quem merece ser por ele considerado num tempo histórico de desemprego estrutural.  O ajuste ou a austeridade que se aplica à classe trabalhadora brasileira, da cidade e do campo, pelas reformas da previdência, reforma trabalhista e congelamento por vinte anos na ampliação do investimento na educação e saúde públicas, tem que chegar à escola pública, espaço onde seus filhos estudam.
A reforma do ensino médio que se quer impor por Medida Provisória segue figurino da década de 1990 quando MEC era dirigido por Paulo Renato de Souza no Governo Fernando Henrique Cardoso. Não por acaso Maria Helena Guimarães é a que de fato toca o barco do MEC. Também não por acaso que o espaço da mídia empresarial golpista é dado a figuras desta década.
Uma reforma que retrocede ao obscurantismo de autores como Desttut de Tracy que defendia, ao final do século XIX, ser da própria natureza e, portanto, independente da vontade dos homens, a existência de uma escola rica em conhecimento, cultura, etc., para os que tinham tempo de estudar e se destinavam a dirigir no futuro e outra escola rápida, pragmática, para os que não tinham muito tempo para ficar na escola e se destinavam (por natureza) ao duro ofício do trabalho.
Neste sentido é uma reforma que anula Lei Nº. 1.821 de 12 de março de 1953. Que dispõe sobre o regime de equivalência dos cursos de grau médio para efeito de matrícula nos curso superiores e cria novamente, com outra nomenclatura, o direcionamento compulsório à universidade. Um direcionamento que camufla o fato de que para a maioria da classe trabalhadora seu destino são as carreiras de menor prestigio social e de valor econômico.
Também retrocede e torna, e de forma pior, a reforma do ensino médio da ditadura civil militar que postulava a profissionalização compulsória do ensino profissional neste nível de ensino. Piora porque aquela reforma visava a todos e esta só visa os filhos da classe trabalhadora que estudam na escola pública.  Uma reforma que legaliza o apartheid social na educação no Brasil.
O argumento de que há excesso de disciplinas esconde o que querem tirar do currículo – filosofia, sociologia e diminuir a carga de história, geografia, etc. E o medíocre e fetichista argumento que hoje o aluno é digital e não agüenta uma escola conteudista mascara o que realmente o aluno desta, uma escola degradada em seus espaços, sem laboratórios, sem auditórios de arte e cultura, sem espaços de esporte e lazer e com professores esfacelados em seus tempos trabalhando em duas ou três escolas em três turnos para comporem um salário que não lhes permite ter satisfeitas as suas necessidades básicas.  Um professorado que de forma crescente adoece. Os alunos do Movimento Ocupa Escolas não pediram mais aparelhos digitais, estes eles têm nos seus cotidianos. Pediram justamente condições dignas para estudar e sentir-se bem no espaço escolar.
Por fim, uma traição aos alunos filhos dos trabalhadores, ao achar que deixando que eles escolham parte do currículo vai ajuda-los na vida. Um abominável descompromisso  geracional e um cinismo covarde, pois seus filhos e netos estudam  nas escolas onde, na acepção de  Desttut de  Tracy  estudam os que estão destinados a dirigir  a sociedade.  Um reforma que legaliza a existência de uma escola diferença para cada classe social. Justo estes  intelectuais que em seus escritos negam a existência das classes sociais.
Quando se junta prepotência do autoritarismo, arrogância, obscurantismo e desprezo aos direitos da educação básica plena e igual para todos os jovens, o seu futuro terá  como horizonte a insegurança e a vida em suspenso.
* Gaudêncio Frigotto é filósofo e educador, professor do Programa de Pós Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
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Metrópoles e crise urbana


domingo, 25 de setembro de 2016

Solo


No Brasil o voto é nominal

No Brasil o voto é nominal, ou seja: quando vamos às urnas selecionamos candidatos. Entretanto, na prática, todo candidato tem um compromisso com o partido ao qual pertence. Mesmo que as pessoas apresentem discursos distintos, o projeto da sua coligação fala mais alto na tomada de decisões. Conhecer o posicionamento dos partidos é fundamental na hora de optar pelo seu representante, independente do cargo a ser ocupado se eleito.

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esquerda e direita no Brasil

A jornalista Cynara Menezes traz um tema importantíssimo: a esquerda no Brasil, estes dois videos da jornalista (e também os comentários) contribuem para a discussão.



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Análise da CNTE sobre a Medida Provisória nº 746, que trata da Reforma do Ensino Médio

Em 22 de setembro de 2016, em ato solene no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer e o ministro da Educação Mendonça Filho apresentaram o conteúdo da Medida Provisória nº 746, de 22/09/16, que visa reformular o formato e o conteúdo pedagógico da etapa escolar do ensino médio.
Confira aqui a Análise da CNTE sobre a Medida Provisória nº 746, que trata da Reforma do Ensino Médio clique aqui


Hannah Arendt: Escritos Judaicos

Do Blog Café História


O Café História já está se tornando repetitivo, mas a coisa se faz necessária: a editora Amarilys (distribuída pela Manole Conteúdo) rouba a cena editorial mais uma vez no Brasil com um lançamento. Desta vez, a editora publicou pela primeira vez em língua portuguesa, “Escritos Judaicos”, de Hannah Arendt (1906-1975). O livro, como o nome já adianta, reúne a maior parte dos escritos da pensadora alemã, produzidos entre 1930 e 1960, que tratam especificamente das questões reúne a maior parte dos escritos de Hannah Arendt, produzidos entre 1930 e 1960, que tratam especificamente das questões relacionadas aos “assuntos judaicos”. O livro é dividido em décadas: de 1930 a 19960, além de contar com uma introdução do organizador da obra, Ron H. Feldman, e de um posfácio de Edna Brocke. “Escritos Judaico” é uma obra fundamental para se compreender boa parte da produção intelectuais de Arendt. De acordo com a historiadora Judith Butler, em “Escritos Judaicos”, “apresenta um modo de vida político que dispersa soberania, nacionalismo e individualismo em novas formas de coexistência social e política”. Além do conteúdo, “Escritos Judaicos” ainda conta com todo o refinamento editorial da Amarilys, que vem ocupando, definitivamente, o espaço deixado pela Cosac Naify.


Entenda como fica a geografia na reforma do ensino médio

O governo federal apresentou ontem (22) uma medida provisória (MP) sobre a reforma do ensino médio. Para entrar em vigor, a MP deve ser aprovada em até 120 dias pela Câmara e pelo Senado.
Uma das principais mudanças é a chamada flexibilização do currículo, que passa a ser organizado por áreas do conhecimento. Hoje, ele contém 13 disciplinas obrigatórias e a previsão é que passe a ser dividido em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.
O ensino de geografia está incluso em ciências humanas, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular, cujas discussões da segunda versão foram paralisadas pelo governo federal. O texto da MP define que o currículo será definido pela BNCC.
Estudante decide se quer continuar estudando Geografia
Parte do currículo será obrigatório e parte optativo, cabendo à BNCC definir os conteúdos comuns a todas as escolas, que não deverão ultrapassar 1.200 horas. A carga horária do Novo Ensino Médio foi ampliada para 1.400 horas.
O ensino de língua portuguesa e matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio. O ensino de ciências humanas – e, por consequência, de geografia – será obrigatório a todos os alunos apenas na primeira metade do ensino médio. O mesmo acontece para as área de ciências da natureza.
Após concluir a primeira metade do currículo, o estudante poderá optar por se aprofundar em áreas específicas. Nesse momento, o ensino de geografia é optativo, pois depende da opção do estudante em continuar os estudos em ciências humanas.
Notório saber
A MP vai permitir que profissionais com notório saber, que seja reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino, possam dar aulas de conteúdos de áreas afins à sua formação. Assim, não é mais necessário ter uma licenciatura na disciplina específica para dar aulas.
Essa medida contradiz as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a Formação Inicial e Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica e ações que visam a valorização da carreira docente.
Dúvidas sobre sociologia e filosofia
Na primeira versão da MP divulgada pelo governo federal, sociologia e filosofia deixam de ser obrigatórias. No entanto, o próprio governo admitiu que divulgou uma versão errada da MP.
“Não está decretado o fim de nenhum conteúdo, de nenhuma disciplina. Do que a Base Nacional definir, todas elas serão obrigatórias. A diferença é que quando você faz as ênfases, você pode colocar somente os alunos que tenham interesse em seguir naquela área, explicou o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares.”
O ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou que “na parte flexibilizada do currículo, o estudante que optar pelo aprofundamento e formação na área de ciências sociais e humanas, por exemplo, dedicará ainda mais tempo para os componentes curriculares como filosofia ou sociologia”.
Não está claro, portanto, se sociologia e filosofia foram excluídas como disciplinas obrigatórias na primeira metade do ensino médio. Ao que parece, é a BNCC que definirá se essas disciplinas serão parte do conteúdo obrigatório em ciências humanas.
O texto da MP abre uma brecha para o fim de disciplinas ao citar o ensino de língua portuguesa, inglês e matemática como obrigatórios nos três anos do Ensino Médio e colocar arte e educação física como componentes apenas da educação infantil e do ensino fundamental. Nesse caso, arte e educação física deixam de ser obrigatórios no ensino médio.
Críticas
A maneira como a reforma foi executada pelo governo federal, por meio de medida provisória e sem uma ampla e fundamental discussão com a sociedade, gerou muitas críticas por especialistas em educação.
Em entrevista ao UOL, Daniel Cara, coordenador-geral da CNDE (Campanha Nacional pelo Direito à Educação), considera preocupante a forma com que tudo isso está sendo feito.
“A MP é uma medida proveniente da ditadura militar, permite que o Poder Executivo seja um super legislador. Diante de governos frágeis e pouco preocupados em corresponder aos cidadãos, a MP como instrumento legislativo torna-se um perigo”, criticou.
No G1, Débora Cristina Jeffrey, coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, também discordou da reforma proposta pelo governo.
“Eu particularmente não concordo, ainda mais da forma como está sendo realizada, via medida provisória, desconsiderando a discussão que foi feita. É um caráter emergencial e irrevogável que vai ter consequência direta. Não compreendo. A partir do momento em que a lei vá ser aprovada por medida provisória, para depois ir para o Congresso, tem ingerência grande em todo o processo de discussão das últimas décadas no Brasil. Fizemos conferências, debates em torno do Plano Nacional de Educação, que acabou de ser promulgado, diretrizes para a formação de professores da educação básica, discussão da base curricular, que também não foi finalizada. Não é uma medida provisória que vai resolver. Existe um primeiro diagnóstico que aponta evasão e desinteresse dos estudantes, a própria pesquisa da geração ‘nem nem’ mostra isso. Não concordo. Ela pode trazer problemas muito sérios, em vez de melhorar, pode piorar. Você tem professores de química, física, como que isso vai resolvido? Como fica a relação com o governo federal? Ouviram secretários estaduais de educação, eles compreenderam como isso vai acontecer? Fere os princípios da LDB e da Constituição. Não é algo a ser resolvido com uma caneta. O processo de contratação dos docentes… Questões estruturais, políticas e de legislação que não têm sido consideradas. Estão criando outro problema. Não é com a caneta que isso se resolve. O que vai fazer com o tempo integral? É só um tempo para não ficar na rua? Há essas questões de fundo.”
O G1 entrevistou outros especialistas, que, no geral, dizem que as mudanças anunciadas pelo governo federal são ‘precoces’ e insuficientes para melhorar o ensino médio.
Você pode ler na íntegra o texto da MP do Novo Ensino Médio.
Post original aqui


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mapa maquete da América do Sul

Estou trabalhando com meus alunos com perfil topográfico mostrando os níveis altimétricos do território latino americano, estou no início, comecei analisando os limites dos tipos de relevo.

Estou me baseando no trabalho de Eugênio Pacceli da Fonseca do livro Cartografia escolar - cartografia na sala de aula vol.1 e 2 e também no site aqui 

Outro trabalho me baseio é no blog geografando aqui  que fala como trabalhar as curvas de níveis com os alunos. Não cheguei ainda a trabalhar com meus alunos, como disse estou analisando com eles o mapa físico do nosso continente.

Postarei mais tarde os resultados aqui no blog.

Na aula 2 trabalhei com eles o mapa da América do Sul físico, com o auxílio do atlas geográfico e o celular, onde  no blog  os alunos baixaram o mapa. Cada um com seu mapa mudo começaram a analisar as variações de altitudes.

Veja alguns trabalhos, alguns não ficaram perfeitos mas eles conseguiram oerceber as variações  de altitudes.




Na aula 3 trabalhei a representação do relevo a partir do que eles fizeram na aula 2, expliquei as curvas de níveis dando como exemplo o Pâo de Açúcar e o Morro da Urca no Rio de Janeiro.

Fiz dois exercícios, o primeiro identificar 5 picos no atlas e depois localizar esse lugar no no mapa que eles fizeram na aula 2. O outro considerando a aula 2 e 3 mais o exercício 1, solicitei que eles fizessem a leitura da paisagem, o deserto do Atacama, no polígrafo que fiz para os alunos. Observasse essa paisagem  e fizessem o mesmo da paisagem do Rio de Janeiro.

No post seguinte continuarei mostrando os resultados da aula 4.

Peninha no Barão Vermelho

Paulo Humberto Pizziali, conhecido como Peninha, percussionista do Barão Vermelho, morreu nesta segunda-feira (19), no Rio, aos 66 anos. O músico carioca estava internado por causa de hepatite C e uma hérnia no abdômen no Hospital da Lagoa, na Zona Sul do Rio, e morreu por conta de um choque hemorrágico no estômago, na tarde desta segunda. Peninha deixa quatro filhos.
Peninha começou a tocar com o Barão no disco "Declare Guerra" (confira no spotify), do Barão Vermelho, de 1986, primeiro álbum do grupo sem Cazuza. Antes, ele havia tocado com músicos como Johnny Alf, Gal Costa, Simone e Sivuca. Depois de gravar o álbum com o Barão, ele foi chamado para se apresentar com a banda em shows e se tornou membro fixo.
Durante uma das pausas na carreira do Barão Vermelho, em 2001, Peninha passou a fazer shows instrumentais. Na última grande turnê da banda, entre 2012 e 2013, Peninha participou dos shows. Depois destas apresentações, o Barão interrompeu novamente as atividades.




Dilema Geográfico

O ensino médio será enxugado até o final de 2016, priorizando a  profissionalização. Com a unificação de disciplinas, as Licenciaturas correspondentes consequentemente também deverão ser unificadas.
"haverá a opção de aprofundamento em cinco áreas: linguagens,  matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico".

Onde ficará a Geografia, se é que vai ficar?

http://www.midiapopular.net/news/ministro-anuncia-enxugamento-do-ensino-medio-e-fim-de-varias-disciplinas/

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2016/09/1813795-ministerio-da-educacao-apresenta-projeto-de-reforma-do-ensino-medio.shtml

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Raúl Castro critica “golpe parlamentar” no Brasil

Raúl Castro critica “golpe parlamentar” no Brasil [afpbr]

Durante a Cúpula dos Países Não Alinhados, o presidente de Cuba, Raúl Castro, criticou o que chamou de ‘golpe parlamentar’ no Brasil. No encontro, a Venezuela assumiu a presidência do bloco.



Renata Lo Prete, porta-voz da Lava Jato, passa vergonha em casa



Laymert Garcia: Da luta contra o golpe à possibilidade de Outra Política

Laymert Garcia dos Santos, entrevistado por Mauricio Ayer e Antonio Martins

Produção: Antonio Martins, Gabriela Leite e Maurício Ayer
Direção: Gabriela Leite
Câmera: Gabriela Leite e Simone Paz
Edição: Gabriela Leite

Data da entrevista: 5/9/2016


A Oceania vista das escolas brasileiras

A Oceania é aquele continente que, quando sobram algumas aulas no fim de novembro, o professor de Geografia aborda em sala de aula. Isso porque, como a Antártida, ela é um continente de menor relevância para o ensino de Geografia no Brasil. Assim sendo, fica sempre relegada a segundo plano, quando não a último plano, ou a plano nenhum.

Mapa Mundi privilegiando a Oceania. Útil para trabalhar conceitos de Cartografia, e para estudar o lado de lá do mundo.
Mapa Mundi privilegiando a Oceania. Útil para trabalhar conceitos de Cartografia, e para estudar o lado de lá do mundo.


Antes de começar a falar sobre como abordar a Oceania em sala de aula, deixo uma dica aos professores eventuais: use a Oceania como uma carta na manga. Tenha sempre uma aula pronta sobre a Oceania. Se um dia você for pego de surpresa e falarem para você lecionar em uma turma que você nunca viu, e você não faz ideia de qual conteúdo está sendo trabalhado pelo professor efetivo, use essa aula que você guardou. É 99% de certeza que os alunos nunca tiveram nenhuma aula sobre esse assunto.

Por que falar da Oceania em sala de aula?

Basicamente, a Oceania não é um conteúdo fundamental em sala de aula. É importante ter isso em mente, para não se perder em devaneios e planejar aulas mirabolantes como se o assunto fosse ser exaustivamente trabalhado. Outro risco é, por conta dessa condição, o professor tratar o conteúdo de forma displicente, e não preparar suas aulas de forma adequada.

Essa situação de “desimportância” confere à Oceania um papel de curinga nas aulas de Geografia. Pode ser abordada em qualquer momento do 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental, exigindo pouco conhecimento prévio. Por ser, ainda, um conteúdo que exige poucos pontos de atenção obrigatórios por parte do professor, também possibilita fácil correlação com temas transversais. Temas transversais são aqueles temas que são importantes, mas que nunca são abordados com a devido esmero, porque não encontram tempo, recursos didáticos e condições apropriadas no cronograma da escola.

A Geografia Escolar tem diversos objetivos gerais e específicos, a depender de uma série de fatores. A interpretação que se faz dos PCNs, o PPP da escola (no caso das escolas públicas), o público-alvo, a leitura de mundo e de educação que cada professor tem, dentre outros, interfere nesses objetivos. Entretanto, de forma geral, é possível afirmar que a Geografia Escolar tem por objetivo fornecer ao aluno condições para interpretar o espaço geográfico e relacionar isso ao seu dia a dia.

O espaço, objeto de estudo da Geografia, está interligado tanto pela dinâmica da natureza quanto pelas relações humanas que nele se dão. Tendo isso em mente, a Oceania, ainda que seja o continente mais distante do Brasil e, dentre os continentes povoados, o que apresenta menos relações diretas com nosso país, passa a demonstrar sua importância na compreensão do mundo.

Suas condições naturais e humanas permitem analogias com outros continentes, e mesmo com o Brasil: o processo de ocupação dos países oceânicos se deu de forma muito semelhante aos países americanos; os aborígenes papuas e australianos sofreram as mesmas consequências da colonização sentidas pelos índios e africanos; a dinâmica de formação do Grande Deserto Australiano em muito se parece à do semiárido nordestino; os terremotos na Nova Zelândia são causados pela mesma  razão que qualquer outro abalo sísmico de grandes proporções; a ameaça de desaparecimento de diversas ilhas povoadas no Pacífico Sul é uma das possíveis consequências do aquecimento global (e, ainda que este possa ser refutado pelo professor de Geografia, é um tema de profunda relevância em sala de aula e na vida); o rol de analogias e semelhanças é extenso, e não há por que prosseguir essa quase infindável lista.

É inevitável concluir que, em qualquer abordagem que tenha como estruturação das aulas a abordagem por continentes, há que se preservar certo tempo ao estudo da Oceania. E, em qualquer abordagem que privilegie as características do espaço como um todo sistêmico, eliminando ou reduzindo as aulas que dividem os conteúdos por partes do espaço, a Oceania também pode trazer importantes contribuições ao processo de ensino-aprendizagem.

Para além das analogias e referências: a Oceania por si mesma

Há, entretanto, peculiaridades espaciais da Oceania, como em qualquer outro lugar. Essas peculiaridades também podem ser abordadas em sala de aula. Listarei aqui alguns pontos que podem merecer destaque:

Crise ambiental: a Oceania é o mais instável dos continentes habitados. Qualquer oscilação do nível do mar representa perigo grave à maioria de seus países. Os fenômenos El Niño e La Niña atingem mais drasticamente essa parte do mundo. Os testes nucleares realizados no continente pelas grandes potências da Guerra Fria transformaram ilhas e arquipélagos em lugares inabitáveis, causando severos impactos à flora e fauna local.
Ocupação humana: em parceria com a disciplina de História, é interessante observar o histórico de ocupação humana do continente oceânico. Além dos já comentados traços de semelhança entre a colonização da Oceania e de outros continentes, há outro aspecto muito interessante da formação do povo oceânico. Os povos autóctones são um verdadeiro quebra-cabeças para a compreensão de como a humanidade se expandiu a partir da África. Se, por um lado, a semelhança genética entre aborígenes e povos africanos comprova que os primeiros são descendentes diretos dos últimos, por outro lado, ainda há um vácuo na explicação de como teria ocorrido a diáspora dos aborígenes.
Economia: é interessante observar as diferenças no desenvolvimento de Austrália e Nova Zelândia em relação a Papua Nova Guiné. Também pode-se destacar o modelo de turismo ecológico adotado por diversos países menores do continente, como Tonga e Samoa, além do território da Polinésia Francesa. A Oceania também representa um importante ponto de matéria-prima e de mão de obra qualificada, despertando interesse de empresas asiáticas, europeias e estadunidenses.
Geopolítica: o continente abriga diversas bases militares, e as águas do Pacífico que o circundam servem de palco para manobras e exercícios militares de países de outros continentes. Algumas autoridades políticas de países oceânicos consideram esses exercícios uma ameaça à soberania local. Por trás da pretensa estabilidade política do continente, a ilha de Fiji segue, desde 2007, governada por uma ditadura implantada a partir de um golpe de Estado, de cunho militarista. E Papua Nova Guiné tem parte de seu território ocupada permanentemente por forças da vizinha Indonésia.
Biogeografia: o velho clichê de que “a Oceania é a terra do endemismo” procede. O professor de Geografia pode explorar o desenvolvimento da fauna e flora oceânicas para abordar assuntos diversos, como a relação entre seres vivos e condições naturais, ou mesmo a teoria da Tectônica de Placas, comparando espécies locais com espécies semelhantes em outros continentes. Pode, ainda, em parceria com a disciplina de Ciências, abordar temas como o endemismo e a evolução das espécies.

post original aqui

domingo, 18 de setembro de 2016

Gasoduto Brasil-Bolívia - trecho sul

O gasoduto Brasil-Bolívia, depois de entrar no território brasileiro, passa pelos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A ligação entre São Paulo e o Rio Grande do Sul é feita neste trecho sul. Entre Paulínia e Canoas, o gasoduto percorre 1.176 km.

O trecho norte tem uma extensão de 1.147 km e liga Corumbá (MS) a Guararema (SP).
Clique aqui para mais detalhes

Repórter Esso sobre a instalação do oleoduto Osório-Canoas em 1968, no mar de Tramandaí.





Guerra dos farrapos: Batalha de Porongos

Batalha de Porongos: covardia, traição, falsidade

A Revolução Farroupilha foi a mais longa revolta republicana contra o Império escravocrata e centralizador brasileiro. Os grandes e poderosos proprietários de terras gaúchos, sentindo-se desfavorecidos pelas leis federais, principalmente pelos impostos considerados excessivos, entram em negociações com o governo regencial. Tais negociações, consideradas insatisfatórias, criam um crescente estado de tensão até o rompimento definitivo e a declaração de guerra, em 20 de setembro de 1835.
Depois do combate travado em Bagé, conhecido como “a Batalha do Seival”, em que as forças imperiais foram surpreendente e rotundamente derrotadas, surge um movimento político dissidente e separatista. Com sua radicalização é proclamada a independência e criada a República Rio-Grandense frente ao Império do Brasil, propondo uma República Federativa às demais províncias que viessem a separar-se do Império e assumissem a forma republicana.
Para lutar por “um país independente” foi necessário juntar as tropas dos generais que aderiram à causa e assim foi formado o “exército farroupilha” liderado pelo Gen. Bento Gonçalves. Na verdade, os verdadeiros protagonistas dessa luta foram os negros, os índios, os mestiços e os brancos pobres que lutaram de forma abnegada pela recém criada República e por espaços de liberdade, buscando um futuro melhor para si e para os seus. Entre os generais está um abolicionista convicto, Antônio de Souza Netto, que não só coloca a libertação dos escravos como um dos “ideais farroupilha” como propõe a participação dos negros na luta dos farrapos. Num primeiro momento a idéia é rejeitada. Porém, em 4 de outubro de 1836”, depois da “Derrota de Fanfa”, em que Bento Gonçalves foi preso e o exército farroupilha teve excessivas baixas, eles não vacilaram em libertar os escravos que, em troca, se engajaram no exército farroupilha. Assim foi criada a unidade militar que ficou conhecida como os Lanceiros Negros.
Nesse corpo de Lanceiros Negros só havia brancos entre os oficiais superiores. Os negros eram os melhores domadores de cavalos da província. Suas lanças eram maiores do que as ordinárias, os rostos pretos como azeviche. Seus corpos robustos e a sua perfeita disciplina os tornavam o terror dos imperiais. A participação decisiva dos Lanceiros Negros foi ressaltada pelo republicano Giuseppe Garibaldi – “herói dos dois mundos” – em sua biografia escrita por Alexandre Dumas: “soldados de uma disciplina espartana, que com seus rostos de azeviche e coragem inquebrantável, punham verdadeiro terror ao inimigo” ou ainda “…mas nunca vi, em nenhuma parte, homens mais valentes, …em cujas fileiras aprendi a desprezar o perigo e combater dignamente pela causa sagrada das nações…” (GARIBALDI,Giuseppe, em FAGUNDES, M. Calvet, História da Revolução Farroupilha. EDUCS.1989.p. 9).
Depois de lutarem, durante dez anos, não por dinheiro ou impostos, mas pela liberdade, no dia 14 de novembro de 1844 foram miseravelmente traídos no mais vergonhoso episódio dessa guerra, conhecido como “O Massacre de Porongos”. Desarmados, por seu comandante Canabarro, esses homens foram traiçoeiramente entregues a sanha historicamente genocida de Caxias.
Duque de Caxias
Duque de Caxias: resolvendo a questão dos negros em armas
A “Traição de Porongos” e o Massacre dos Lanceiros Negros
Como explicar aos brasileiros tamanha covardia e a baixeza moral perpetradas por dois homens, David Canabarro e Duque de Caxias, ambos idolatrados como “heróis” pela historiografia oficial – um deles até considerado “patrono do Exército” – durante a chamada Revolução Farroupilha? Os historiadores oficiais criaram deliberadamente imagens falsas de Porongos procurando não macular “seus” heróis. Entretanto, a hediondez dos acontecimentos só nos permite uma coisa: não a explicação, mas a revelação da verdade, baseada em documentos oficiais que ficaram escondidos por décadas e só agora revelados.
As crescentes dificuldades enfrentadas pela nova República e as disputas políticas na região do Prata, preocupantes para as autoridades do Império, impuseram às duas partes negociações de paz. Uma vitória militar decisiva dos farrapos sobre o exército imperial, comandado pelo então Barão de Caxias, tornara-se cada vez mais inviável. Por parte do Império era importante terminar logo a luta e buscar uma paz negociada, pois tudo indicava a inevitabilidade da luta com os vizinhos platinos. Mas para as duas partes era importante resolver a questão dos negros em armas. Os revoltosos haviam prometido liberdade aos negros que lutavam no exército farroupilha e com isso a Corte Imperial não concordava. Era um perigo para os escravocratas brasileiros um grande número de negros armados. E se eles, agora bastante coesos, procurassem asilo no Uruguai e a partir daí continuassem a guerra com táticas de guerrilhas, fazendo do território uruguaio seu santuário? Isso levaria à guerra e “poderia provocar graves problemas com a Argentina de Juan Rosas” (LEITMAN Spencer, Negros Farrapos: hipocrisia racial no sul do Brasil no séc. XIX e DACANAL José, A Revolução Farroupilha: história e interpretação. Porto Alegre: Mercado Aberto.1985. p. 72)
Pelo lado dos farrapos, Bento Gonçalves foi afastado da liderança, e os novos líderes, David Canabarro e Antônio Vicente da Fontoura, ambos escravocratas, negociavam a paz com Caxias. A promessa de liberdade para os combatentes negros depois de 10 anos de abnegadas e vitoriosas lutas deles nas batalhas pesava muito nas negociações.
General David Canabarro
General David Canabarro: acordo
Foi neste contexto que aconteceu, na madrugada de 14 de novembro de 1844, o “Massacre de Porongos” em que os Lanceiros Negros – previamente desarmados por Canabarro e separados do resto das tropas – foram atacados de “surpresa” e dizimados pelas tropas imperiais comandadas pelo Cel. Francisco Pedro de Abreu (o Moringue), através de um conluio entre o barão (mais tarde duque) de Caxias e o gen. Canabarro para se livrarem dos negros em armas e poderem finalmente assinar a Paz de Ponche Verde. “Traição de Porongos, que mais foi a matança de um só lado do que peleja, dispersou a principal força republicana e manifestou morta a rebelião. (…) Em Porongos pois, a revolução expirou. Foi daí que seguiu-se o entabulamento das negociações, que deram tranqüilidade ao Rio Grande do Sul” (ARARIPE, Tristão de Alencar. Guerra civil no Rio Grande Do Sul: memória acompanhada de documentos lida no Instituto Histórico Geográfico do Brasil. Porto Alegre, CORAG, 1986, p.211).
“Caxias confiava no poder do ouro. Com poderes ilimitados e verbas consideráveis para sobrepor-se aos “obstáculos pecuniários” que surgissem ao negociar com os líderes farrapos, ele tentou um acordo com David Canabarro, o principal general farrapo, para terminar a guerra. De comum acordo decidiram destruir parte do exército de Canabarro, exatamente seus contingentes negros, numa batalha pré-arranjada, conhecida como “Surpresa de Porongos” em 14 de Novembro de 1844” (LEITMAN, Spencer. Negros Farrapos …Idem p. 75)
Em suas instruções secretas a Moringue, o comandante da operação, Caxias, orientou-o no sentido de poupar brancos e índios, que poderiam ser úteis para futuras lutas.
Cópia integral dessas “instruções secretas” encontra-se no Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul e nela está afirmado: Reservado: “Senhor Cel. Francisco Pedro de Abreu (…) Regule V.S. suas marchas de maneira que no dia 14, às duas horas da madrugada possa atacar as forças ao mando de Canabarro que estará neste dia no cerro dos Porongos (…) Suas marchas devem ser o mais ocultas que possível seja, inclinando-se sempre sobre a sua direita, pois posso afiançar-lhe que Canabarro e Lucas ajustaram ter as suas observações sobre o lado oposto. No conflito, poupe o sangue brasileiro o quanto puder, particularmente da gente branca da Província ou índios, pois bem sabe que essa pobre gente ainda nos pode ser útil no futuro. A relação justa é das pessoas a quem deve dar escapula, se por casualidade caírem prisioneiros. Não receie a infantaria inimiga, pois ela há de receber ordem de um ministro de seu general em chefe para entregar o cartuchame sob o pretexto de desconfiarem dele. Se Canabarro ou Lucas forem prisioneiros, deve dar-lhes escapula de maneira que ninguém possa nem levemente desconfiar, nem mesmo os outros que eles pedem que não sejam presos (…) 9 de novembro de 1844.Barão de Caxias” [AHRS. Anais do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul-Volume 7. Porto Alegre, 1963. P.30/31].
19bCanabarro cumpriu sua parte no combinado, deu ordem ao quartel-mestre para recolher o cartuchame de infantaria e carregá-lo em cargueiros para serem distribuídos quando aparecesse o inimigo e separou os negros farrapos do resto da tropa. Isolados e desconhecendo a traição de seu comandante, os Lanceiros Negros resistiram bravamente antes de serem liquidados. O “Combate de Porongos” – no qual oitenta, de cada cem mortos, eram negros – abriu caminho para a Paz de Ponche Verde alguns meses depois.
A indignação de Bento Gonçalves com Canabarro é revelada logo após o “combate” de Porongos quando diz que os “caminhos indispensáveis por onde Canabarro tinha de avançar eram tão visíveis que só poderiam ser ignorados por quem não quisesse ver nem ouvir ou por quem quisesse ouvir a traidores, talvez comprados pelo inimigo! (…) Perder batalhas é dos capitães e ninguém pode estar livre disto; mas dirigir uma massa e prepará-la para sofrer uma surpresa semelhante (…) é (…) covardia do homem que assim se conduz”. [Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Coletânea de Documentos de Bento Gonçalves da Silva. 1835/1845]
Poucos dias depois, Teixeira Nunes e os Lanceiros Negros remanescentes são enviados por Canabarro para uma ação altamente temerária na retaguarda inimiga (sobre a qual pairam também suspeitas). Atacados por Chico Preto, são aniquilados e seu comandante é ferido e depois assassinado.
Tal como nos dias de hoje em que as autoridades do país escondem seus crimes hediondos, alguns contra a humanidade, amparadas por leis fraudulentamente arrancadas de um congresso corrupto até a alma, como é o caso dos crimes praticados pelas autoridades civil e militar durante o período 64/85, a “Traição de Porongos” permaneceu como um segredo guardado a sete chaves por muitos anos.
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POIS É SEMANAFARROUPILHA dizer que o Rio Grande do Sul se levantou contra o império é uma falácia. Quem se levantou foi um grupo de intelectuais e militares, que fizeram a revolução. Havia estancieiros, charqueadores" @nilnews clique aqui

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Os temas da semana farroupilha
-República das Carretas - 2016
-O campeirismo gaúcho e a sua importância social e cultural - 2015
-Eu Sou do Sul, 2014
-O Rio Grande do Sul no imaginário social, 2013
-Nossas riquezas, 2012
-Nossas raízes, 2011
-farroupilhas: ideais, cidadania e revolução! 2010
-Os farroupilhas e suas façanhas, 2009
-Nossos símbolos, nosso orgulho, 2008
-Assim se movimentou o gaúcho, 2007
-Como se fez o gaúcho, 2006
-Gaúcho: usos e costumes, 2005
-Os ideais farroupilhas, 2004


Pelo 20 de setembro, um belo e triste poema de Oliveira Silveira, Pelo Escuro, com ilustração de José Lutzenberger

"Obrigado minha terra!
Obrigado rios de São Pedro
pelo peso da água em meu remo.
Feitorias do linho-cânhamo
obrigado pelos lanhos.
Obrigado loiro trigo
pelo contraste comigo.
Obrigado lavoura
pelas vergas no meu couro.
Obrigado charqueadas
por minhas feridas salgadas.
Te agradeço Rio Grande
o doce e o amargo
pelos quais te fiz meu pago
e as fronteiras fraternas
por onde busquei outras terras.
Agradeço teu peso em meus ombros
músculos braços e lombo.
Por ser linha de frente no perigo
lanceando teus inimigos.
Muito obrigado pelo ditado
“negro em posição é encrenca no galpão”.
Obrigado pelo preconceito
com que até hoje me aceitas.
Muito obrigado pela cor do emprego
que não me dás porque sou negro.
E pelo torto direito
de te nomear pelos defeitos.
Tens o lado bom também
- terra natal sempre tem.
Agradeço de todo o coração
e sem nenhum perdão!

Que lugar é este?


































Respostas:


Costa Jurássica - Reino Unido
Dubai - Emirados Árabes Unidos
Torre de Pisa - Itália
Bogotá - Colômbia
San Francisco, Califórnia
Londres, Inglaterra
Kazan - Rússia
Lofoten, Norway
LaPaz - Bolivia
Praga - República Tcheca
Verona - Itália
Igreja em Reykjavik!, capital da Islândia
Hotel parecido com um castelo, na China.
Queens - Nova Yorque
Hidden Lake Trail - Glacier National Park, EUA
Parlamento Budapest - Hungria
Vista da cidade de Moscow, Russia
Islândia
Charyn Canyon, Kazakhstan
Kanangra-Boyd National Park
Montevidéu - Uruguai
Paris - França
Os 12 Apóstolos - Austrália
Praia de Benagil, Algarve, Portugal
Rio de Janeiro
Atenas, Grecia
Amanhecer em Cingapura
Positano Italia-Costa Amalfitana
Lapachos y azaleas en Apóstoles Misiones, ciudad de las flores, en Argentina
Queenstown, Nova Zelândia
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A rádio Kiss fm de São Paulo tem um canal Spotify dedicado ao rock dos anos 70, 80 e 90. Pode ouvir no spotify smartphone ou spotify web, basta fazer um cadastro e é gratuito mas infelizmente é online.


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A rádio cidade rock do Rio de Janeiro tem no seu site canal dedicado ao rock modo Brasil, modo Classic, modo Indie, modo Metal, modo cidade 80, no rádio tunein é possível ouvir também, a rádio cidade rock também está no spotify.


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Conferência dos Geógrafos Latino Americanistas

Data: 05 a 11 de janeiro de 2014 (apresentações nos dias 07 e 08)
Lugar: Cidade do Panamá, Panamá
Envio de trabalhos: até 31 de outubro de 2013

Maiores informações na página na internet:
http://clagpanama2014.tamu.edu/call-for-papers
http://clagpanama2014.tamu.edu/