sábado, 3 de dezembro de 2016

Lava jato vol 1

Lava Jato vol 2

Dilma Rousseff vol 3

Dilma Rousseff vol 2

Dilma Rousseff vol 1

Ninguém da diretoria da Chapecoense sabia dos riscos? Certeza?

Do blog Diário do Centro do Mundo

Ninguém da diretoria da Chapecoense sabia dos riscos? Certeza? Por Mauro Donato

 

Paulo Carvalho é pai de uma das vítimas do incêndio na boate Kiss em Santa Maria. Desde que perdeu o filho e passou a olhar mais detidamente para casos similares, adotou um mantra: “Toda tragédia é anunciada”, ele repete desde 2013. Na boate Kiss, 242 jovens morreram em consequência de inúmeras leviandades.
A queda do avião que transportava o time da Chapecoense e mais um time de colegas jornalistas foi mais uma delas. Agora torna-se público que o piloto voou sem uma gota a mais de combustível além da calculada para o trajeto. Qualquer desvio ou imprevisto seria fatal. Como uma aeronove levanta vôo de modo tão irresponsável assim?
Ok, a perna do trajeto que vitimou as 71 pessoas a bordo tem origem na Bolívia e cada país tem regras próprias. Mas a diretoria da Chapecoense tinha ciência mínima de onde estava enfiando seus jogadores ou foi às cegas? Dirigentes e demais autoridades que ‘desistiram’ de embarcar e agora falam em ‘pressentimento’ são todos ultra-sensitivos ou sabiam da fama da tal LaMia e preferiram não correr o risco?
O ex-comentarista esportivo Raiam Santos é filho de piloto que por 30 anos voou pela Força Aérea, pela Varig, pela Jet Airways e hoje é diretor da ANAC. Após a tragédia ele conversou com o pai pelo telefone e imediatamente chegou à mesma conclusão que Paulo Carvalho tem desde que perdeu o filho em Santa Maria. Raiam disparou:
“É o seguinte: a tragédia da Chapecoense não foi uma fatalidade… Para ir do ponto A até o ponto B, você é obrigado a levar combustível para cobrir o trajeto A – B e mais 10% dessa distância. Se você está no Rio e precisa de 100 kilolitros para chegar até Belo Horizonte, você tem que levar 110 kilolitros lá dentro. Isso porque, se você chegar em B e o aeroporto estiver em más condições climáticas, você ainda tem autonomia para pousar em um aeroporto C.”
Essa responsabilidade cai sobre a companhia, sem dúvida. Mas Raiam levanta outras questões:
“Por que os diretores da Chapecoense não contrataram a Gol , a Tam, a Avianca ou até a Viva Colômbia para fazer o charter? Ao invés de pagar as companhias tradicionais como todo time brasileiro faz e cobrir o trajeto Guarulhos-Medellín num vôo nonstop de pouco mais de 4 horinhas, os responsáveis pela logística da Chapecoense preferiram contratar uma companhia aérea mambembe na Bolívia.
Pô, cara. Conexão de vôo cansa pra caramba, né? Os jogadores precisavam estar descansados para o jogo de quarta-feira. Foda-se! Vamos passar 6 horas a mais na estrada mas vamos economizar alguns milhares de dólares. Contrata o boliviano e vai pelo caminho mais longo mesmo… afinal, a LaMia tá cobrando bem mais barato pelo charter, né?”
A LaMia adotou uma prática que é de alto risco e sempre presente em discussões sobre aviação. O combustível é o maior gasto de uma linha aérea e muitas companhias por vezes podem tentar atalhos polêmicos. Em 2013 a Gol tentou reverter os prejuízos que vinha registrando propondo um bônus salarial a pilotos e comissários de bordo se eles economizassem combustível.
Amanhã haverá o velório coletivo no estádio da Chapecoense e talvez seja o epílogo da cobertura pela grande mídia. E depois? O tempo passa, a comoção causada pela tragédia esfria…
Com e demora nas investigações e sem punição de culpados, pais e familiares das vítimas da boate Kiss passaram a ser perseguidos e até processados (como Paulo Carvalho) por cobrarem justiça. Imagine o leitor se daqui algum tempo a esposa de um jogador X, inconformada, vai atrás de explicações, de justica, enfim, começa a se mexer, e é processada? Não é melhor começar já a cobrar explicações?
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domingo, 20 de novembro de 2016

O dialeto esquecido

Comunidade no sul do país usou português para completar as lacunas do dialeto alemão que usa há mais de 180 anos


Cena do documentário "Walachai" (2009), de Rejane Zilles: dialeto como afirmação de uma cultura



No Rio Grande do Sul, a 100 quilômetros de Porto Alegre, fica Walachai, um povoado de origem alemã que sempre viveu à margem. Na pequena comunidade rural, localizada na Serra Gaúcha, as pessoas falam um dialeto alemão chamado Hunsrückisch – também conhecido como “hunsriqueano” – e ainda vivem como se vivia cem anos atrás. Não por acaso, Walachai quer dizer “lugar distante, onde o tempo parou” em alemão antigo, expressão que faz jus ao seu clima bucólico.
O dialeto hunsriqueano, com origem na região do Hunsrück, no sudoeste da Alemanha, é uma das línguas minoritárias mais faladas no Brasil. Por “língua minoritária” entenda-se o idioma de uma minoria étnica situada numa dada região. O dialeto hunsriqueano representa uma das trinta línguas trazidas ao país por imigrantes, ao lado de aproximadamente 180 línguas indígenas existentes no Brasil. Embora não haja um levantamento preciso sobre o número de pessoas que falam o dialeto, sabe-se que estão espalhados em 38 localidades, a maioria no sul do país – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – onde os primeiros alemães se concentraram, no início do século 19.

Arcaico

O distrito de Walachai ficou conhecido quando um professor local, João Benno Wendling, decidiu registrar a história de seu povoado em livro, ao qual teve acesso a diretora de cinema Rejane Zilles, natural da cidade.Foi o bastante para que ela resolvesse transformá-lo no documentário O Livro de Walachai (2007), mais tarde retomado no longa-metragem Walachai (2009), exibido na 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em outubro passado. Wendling dedicou toda sua vida à alfabetização em português das crianças do distrito, e suas anotações, mais de 400 páginas escritas à mão, formam um relato minucioso da cultura e dos costumes locais.– Fiquei comovida com a dedicação abnegada deste homem, que durante nove anos, sem nenhum auxílio, se dedicou a registrar a história do nosso povoado. Percebi que tinha ali um ótimo roteiro, mas o tempo urgia, pois o professor na época já tinha 82 anos e a saúde debilitada – conta Rejane.O hunsriqueano é uma espécie de alemão arcaico, recheado de expressões que não encontram mais equivalência na língua alemã atual. Esse dialeto vem sendo transmitido de geração em geração desde a chegada dos primeiros imigrantes alemães, há mais de 180 anos. Por ser essencialmente falado, o hunsriqueano praticado no Brasil não dispõe de uma escrita sistematizada, valendo-se, normalmente, do chamado alemão-padrão (Hochdeutsch) e do português para o registro.


Identidade

O professor Cléo Altenhofen, do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirma que são frequentes e notórios os juízos de valor depreciativos sobre as línguas minoritárias, em especial aquelas orais, caso do hunsriqueano. – Essa condição de dialeto, situado abaixo da norma padrão, e de língua marginal submissa à língua oficial, o português, aliada à posição social dos imigrantes, tem dado margem a depreciações do Hunsrückisch, incluindo atributos como verlorene Sproch ["língua perdida"], vebrochne Deitsch ["alemão quebrado"] ou Heckedeitsch ["alemão do mato"] – diz Altenhofen.

O professor destaca o valor social do dialeto. – Uma língua significa muito mais do que uma lista de palavras ou de regras gramaticais. É também um sinal de identidade – justifica.


Empréstimos

A diretora Rejane Zilles sentiu na pele, durante uma viagem pela Alemanha, o peso da identidade e o “anacronismo” do dialeto de Hunsrück em relação ao alemão culto.– Cheguei a Berlim falando apenas o dialeto. Eu me sentia quase um “objeto antropológico”. As pessoas tinham enorme curiosidade para saber de onde vinha esse alemão que eu falava e me diziam ser curioso ouvir uma pessoa jovem usando expressões tão antigas – diz ela. Essa cultura própria, independente da matriz alemã, se evidencia nas influências do português sobre o hunsriqueano. Muitas palavras foram tomadas de empréstimo pelo dialeto devido à falta de conhecimento de suas correspondentes em alemão-padrão. Bom exemplo é “televisão”, que não fora inventada à época da imigração. Foi “descoberta” mais tarde só pelo nome que lhe deram aqui no Brasil, ignorando que na Alemanha o aparelho chamava-se Fernseher. Há exemplos de hibridismos: Mais (milho) é de origem alemã, mas não era usada pelo dialeto. Em vez do alemão-padrão Maismehl (farinha de milho), o hunsriqueano criou o termo Milhomel. E de substrato: “guri”, “menino” para os gaúchos, vai para o plural hunsriqueano com a flexão -e do paradigma alemão: Gurie (outros exemplos no quadro abaixo).


HunsriqueanoPortuguêsAlemão-padrão
FeschónFeijãoBohnen
FakónFacãoBuschmesser
KarétCarretaLastwagen
AmescheNêspera-
PastPastoWeide
MakákMacacoAffe
MuleMulaMaultier
OnzeOnçaJaguar
SchikótChicotePeitsche
KaroseCarroçaLeiterwagen
SchuraskeChurrascoGrill
KanelepaumCaneleiraZimtbaum
Fonte: O hunsrückisch no Brasil: a língua como fator histórico da relação entre Brasil e Alemanha, Karen P. Spinassé (Espaço Plural, 19, 2008)

Segregação

Regina Zilles diz que, ao rodar o documentário, queria desfazer o mito de que as comunidades alemãs optem pela segregação cultural. – Muitos acham que “esses alemães” ficam louvando a Alemanha e seus costumes, ao modo das típicas festas de Oktoberfest. É claro que há esse segmento, mas não é a realidade de Walachai, um lugar que conheço de dentro, pois nasci lá. A Alemanha de origem está muito distante para essas pessoas humildes, da qual não sabem nada e nem demonstram interesse em conhecer. Já se criou uma cultura própria e essa sim me interessa revelar – diz. Há uma real dificuldade, especialmente entre os idosos em Walachai, de falar português. Isso se deve, em parte, à política de nacionalização do Estado Novo (1937-1945). Getúlio Vargas reprimiu o ensino de alemão nas escolas. A proibição, de forma vertical e arbitrária, prejudicou o aprendizado do português, pois os alunos chegavam à escola e não entendiam o que o professor explicava. Mesmo depois de 1939, com a Campanha de Nacionalização do Ensino, o governo não tomou medidas que incorporassem os colonos alemães à cultura brasileira, e o aprendizado de toda uma geração foi afetado. Durante todo esse tempo, Walachai viveu o limbo de dois idiomas que se cruzam. (Edgard Murano, “O dialeto esquecido”, revista Língua Portuguesa n. 52, Jan/2010)

Fonte: http://forlibi.blogspot.com.br/2014_01_01_archive.html

Saiba mais

domingo, 6 de novembro de 2016

Um ano de lama e impunidade





Um ano de lama e impunidade. Foi em 5 de novembro de 2015 que a barragem de rejeitos de mineração da Samarco se rompeu e liberou 62 milhões de m3 de lama com cádmio (que ataca os pulmões e fígado), chumbo (que causa distúrbios na visão e paralisias) e arsênio (que em caso de exposição alta pode causar câncer) na vida de 160 famílias em Mariana, MG. Matou 19 pessoas no mesmo dia. Nos dois meses seguintes, a lama seguiu correndo o Rio Doce abaixo, passando e mudando o destino de mais de 40 cidades, destruindo tudo que encontrava pela frente até chegar no mar do Espírito Santo, em Regência. A Samarco estava avisada 3 anos antes que precisava de obras para evitar a sobrecarga na estrutura de contenção da barragem, mas não fez nada. As 17 mil ações contra a Samarco estão suspensas na Justiça, para avaliação. A Samarco, nesse ano que se passou, parece só ter tido tempo de fazer acordos com o governo, com a Justiça e com a mídia, com direito até a exibição de propaganda em horário nobre na TV. Nem as multas e indenizações para as famílias atingidas a Samarco pagou. Os peixes e a água estão com nível de contaminação muito acima do permitido pela Anvisa (resolução 42) e Conama (resolução 357). O rio morto. A informação controlada. Até quando vamos permitir que mineradoras, construtoras e políticos destruam o país, em nome de um crescimento econômico que não desenvolve, de uma exploração que não preserva, de uma corrupção que não tem fim?
Saiba mais:
“Um ano de lama”: goo.gl/fL9CiN
“Um tsunami do tamanho de um arranha-céu cúbico de 140 andares de lama”: https://goo.gl/pV4jCj
“Contaminação de peixes do Rio Doce é 140 vezes maior que limite”, G1 - 28/03: http://goo.gl/zH7kGe
“Após 4 meses da tragédia, ainda há lama sendo despejada no Rio Doce”, G1 - 12/03: http://goo.gl/YlsPKn

consequências do alcoolismo na adolescência

video


Saíba mais: http://divulgapiaui.com.br/portal/consumo-de-alcool-e-drogas-entre-os-adolescencia/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Guerra Híbrida

A Guerra Híbrida está muito ativa nas fronteiras ocidentais da Rússia (Ucrânia) e aqui no Brasil essa Guerra Híbrida está no golpe político, jurídico, midiático dado em 17 de abril.

Alguns artigos que li e compartilho no blog, estou lendo mais sobre essa  Guerra Híbrida e postarei aqui.

http://outraspalavras.net/brasil/o-brasil-no-epicentro-da-guerra-hibrida/

http://www.ocafezinho.com/2016/03/31/brasil-e-russia-sob-ataque-de-guerra-hibrida/

https://medium.com/@jamileweber/a-contra-guerra-h%C3%ADbrida-parte-1-afe6f2dfac98#.2wfug8tzr



tortura psicológica

Nota do Cpers:

Atenção educadores: façam um BO para denunciar a tortura psicológica que estão sofrendo com o parcelamento dos salários
Diante do desrespeito do governador José Ivo Sartori (PMDB) em parcelar os salários dos educadores pelo nono mês consecutivo, o CPERS orienta que os professores e funcionários de escola façam um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia de sua região. Denunciando que tal ação do governo Sartori não permite aos educadores irem à escola, por falta de recursos, impede de honrar as contas e prover a subsistência da família. “Vamos denunciar a tortura psicológica que estamos sofrendo, pois além do parcelamento dos nossos salários, ainda somos pagos à conta gotas, sem nem ao menos nos informar datas e valores”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.


Rádio metropolitana

A rádio Metropolitana foi fundada em 12/11/2015, o comunicador da Rádioweb Manawa, Oscar Henrique Cardoso com o programa É de tarde das 12h às 14h,  vai está lá também trazendo informação, cultura, política e economia na região metropolitana de Porto Alegre, no seu perfil do facebook:

Agora também na 93.3 FM
Gente amiga e gente querida, a partir da próxima segunda-feira, dia 7 de novembro, você é meu convidado para curtir um happy hour. Um happy hour gostoso no rádio FM. Estarei com vocês, Oscar Henrique Cardoso, no METROPOLITANA FIM DE TARDE. De segunda a sexta-feira, ao vivo, das 18h às 19h, na Rádio Metropolitana 93.3 FM. Falamos para Canoas, Cachoeirinha, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Gravataí, Viamão, Alvorada. Música, notícia e a sua participação. Obrigado, Tony Alves Alves, Alfredo Crossetti Simon, Marcelo Prezzi Dumit, Fatima Alves e a família Metropolitana FM que me recebe nesta casa. Grande beijo e espero vocês.


http://www.redemetroplitana.tk/

https://www.facebook.com/radiometropolitanars/about/

terça-feira, 1 de novembro de 2016

ESCOLAS OCUPADAS


A PEC 241 É UM ESCÂNDALO CONSTITUCIONAL E POLÍTICO

Edição 925
BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS: A PEC 241 É UM ESCÂNDALO CONSTITUCIONAL E POLÍTICO, PRODUTO DE UM DESCONTROLADO FUNDAMENTALISMO IDEOLÓGICO, DESPROVIDO DE QUALQUER EFICÁCIA E APENAS ADOTADO COM DOIS OBJETIVOS COM ALTO PODER SIMBÓLICO. PRIMEIRO MOSTRAR AO POVÃO POBRE E EMPOBRECIDO A IMPOSSIBILIDADE DE ESPERAR ALGO DO ESTADO, COMO SE NINGUÉM PUDESSE LHE PROMETER NADA ALÉM DO QUE A DIREITA ESTÁ DISPOSTA A DÁ-LHE. SEGUNDO SUBLINHAR COM UMA RISADA LEGISLATIVA O DESPREZO, O REVANCHISMO E A ARROGÂNCIA COM QUE, DE ALTO DA SUA VITÓRIA, CONTEMPLA A RUÍNA DA ESQUERDA. O EXCESSO DESSA MEDIDA, NUNCA ADOTADA EM QUALQUER PAÍS POR UM PERÍODO DE 20 ANOS, DEVE SER VISTO PELA ESQUERDA COMO UM SINAL DE DEBILIDADE.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Saci X Halloween


Cantor e humorista, Detonador, juntamente com sua banda de apoio, As Musas do Metal e participações de João Gordo [Ratos do Porão] e o baterista Ricardo Confessori [Angra] tem uma música muito boa que é uma crítica ironizada, quanto somos americanizados e escravos dos Estado Unidos. Deixamos de viver e aprender nossa cultura própria, para sairmos nas ruas das noites de Halloween,pedindo “gostosuras e travessuras” para os vizinhos.




sábado, 22 de outubro de 2016

Histórias Indígenas sobre Dilúvios


1. Introdução: Histórias Indígenas sobre o Dilúvio
2. História do Dilúvio, segundo os índios Kaingang
3. História do Dilúvio, segundo os índios Guarani
4. Remos Indígenas
5. Atualizações no site


1. Introdução: Histórias Indígenas sobre Dilúvios
A "Arca de Noé" é uma das mais conhecidas histórias de todo o mundo: após 40 dias de chuva sem fim, a água cobriu todas as terras. Salvaram-se apenas Noé, sua família e um casal de cada bicho que, após o fim do dilúvio, povoaram novamente a terra inteira.
A história de Noé faz parte da mitologia judaica. Em vários outros locais porém, também contam-se histórias sobre a terra sendo coberta pelas águas: na antiga Babilônia, na Grécia... Também na Lituânia com sua bela lenda sobre os gêmeos Wandu e Wejas, a água e o vento, que destruiram toda a terra exceto as cascas das nozes comidas pelo deus Pramzimas, e que serviram de abrigo para um casal que sobreviveu ao dilúvio. Há muitos outros destes relatos...
Entre os índios do Brasil também existem histórias sobre o ciclo de destruição da terra e sua posterior reconstrução pelos sobreviventes. Este boletim da Iandé traz duas histórias indígenas sobre grandes dilúvios que se abateram sobre os índios. São histórias dos índios Kaingang e Guarani, duas etnias que vivem nas regiões sul e sudeste do Brasil.


2. História do Dilúvio, segundo os índios Kaingang
Em tempos imemoráveis deu-se um dilúvio que cobriu a terra inteira habitada pelos antepassados dos índios Kaingang. Somente o cume da serra Krinjinjimbé (a Serra do Mar) sobressaía das águas.
Os índios nadaram em direção à serra, cada um com um luminoso tição entre os dentes. Alguns não aguentaram e afundaram. Suas almas foram viver dentro das montanhas.
Os Kaingang chegaram ao alto da serra com dificuldade. O espaço era pequeno e muitos subiram nas árvores porquê não havia lugar para todos. Passaram alguns dias sem que as águas baixassem e sem que houvesse mais alimentos.
Os índios já esperavam a morte quando ouviram o canto das saracuras. Elas voavam trazendo cestinhos com terra que derramavam sobre as águas. O trabalho era lento e elas chamaram outras aves para ajudá-las. Depois de algum tempo, as águas começaram a recuar e formou-se uma planície onde os Kaingang já podiam viver.
As saracuras haviam começado a jogar a terra do lado onde nasce o sol. Por isso é que os rios daquela região nascem todos na costa do Brasil e correm para dentro do continente, desembocando no grande rio Paraná.
Alguns homens que haviam subido nas árvores decidiram não descer mais, e transformaram-se em macacos. Outros índios que haviam subido nas palmeiras jerivás deixaram os pés pendendo dentro das águas. Os índios comiam as frutas da palmeira e os peixes vinham apanhar os caroços jogados na água, mas mordiam também os pés daqueles índios. É por isso que hoje o dedo mindinho de nosso pé é menor que os outros.


cestos, dos índios Kaingang

Para saber mais:
- O Índio Kaingang no Rio Grande do Sul; de Ítala Irene Basile Becker
- Novas Contribuições aos Estudos Interdisciplinares dos Kaingang; organizado por Kimiye Tommasino, Lúcio Tadeu Mota e Francisco Silva Noelli
- Revista do patrimônio Histórico e Artístico Nacional nº21 de 1986; publicação da Fundação Nacional Pró-Memória do Ministério da Cultura




3. História do Dilúvio, segundo os índios Guarani
Papari desejava desposar a irmã de seu pai, o que era proibido pelas normas da terra.
Mas Papari realizou seu desejo e a terra começou a tremer. Quem primeiro ouviu foi o pássaro kuchiu (um pássaro que até hoje canta quando vai chover). Ele disse: "Ei, vocês ! Ouviram o que eu ouvi ?"
Os outros fizeram troça dele. Mas a terra continuava a tremer e kuchiu não parava de se lamentar: "Vocês ouvem o que eu ouço ?". Mas como ninguém acreditava nele, ele se calou.
Quando as águas chegaram, kuchiu foi o primeiro a voar. As outras aves também fugiram. Papari entrou dentro da correnteza e rezou aos céus:
- Faça com que novamente surja uma pequena palmeira pindo azul, ó meu Pai primeiro !
Seu Pai teve piedade e fez crescer a árvore no meio das águas. Papari agarrou-se a ela e se salvou. Seu Pai lhe disse:
- Agora sim, meu filho Papari, você possui o saber das coisas. Seu coração é grande, e isso é bom ! Se as coisas se arranjarem um dia, você, do alto, enviará palavras aos seus companheiros !
E Papari passou a ser chamado Karai Jeupié, o senhor incestuoso.

Para saber mais:
- A Fala Sagrada: Mitos e Cantos Sagrados dos índios Guarani; de Pierre Clastres



4. Remos Indígenas

remo dos índios Rikbaktsa (Canoeiros)
remo dos índios Rikbaktsa (também chamados "Canoeiros"):
rio Juruena - Mato Grosso

remo dos índios Karajá
remo dos índios Karajá: rio Araguaia - Tocantins

remo dos índios Mehinaku
remo dos índios Mehinaku: rio Kurisevo - Mato Grosso

remo dos índios Hixkaryana
remo dos índios Hixkaryana: rio Nhamundá - Pará

remo dos índios Waurá
remo dos índios Waurá: rio Batovi - Mato Grosso

remo dos índios Asurini
remo dos índios Asurini: rio Xingu - Pará


Porto Alegre não demorou a dar as costas ao arroio






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PORTO ALEGRE - Uma História Fotográfica

Malakoff – O Primeiro “Arranha – céu” de Porto Alegre

Os dados existentes nas atas da Camara Municipal de Porto Alegre mostram que até o início de 1863 aquela área onde se ergueu o Malakoff não passava de um terreno devoluto que servia para despejo de lixo e detritos já que na época, a atual Praça XV era ocupada pelo antigo mercado de Porto Alegre e o movimento de carreteiros e quitandeiros fazia com que os arredores virassem depósito de imundices. Foi então, neste mesmo ano, que o Comendador João Baptista Soares da Silveira e Souza que era empreiteiro, resolve erguer ali o primeiro “arranha céu” da cidade. Imediatamente iniciam-se as obras que acabariam por volta de 1868. O edifício tinha três andares e uma construção bastante sólida para a época. Inicialmente tinha uma arquitetura muito simples ao estilo barroco-colonial. Ao longo de seus quase 100 anos de existência, sofreu várias reformas sendo que a última (1905) acrescentou alguns elementos arquitetônicos neo-clássicos às janelas e a balaustrada além de significativas modificações no telhado. Isto pode ser comprovado pelas fotografias anteriores e posteriores a esta data. Na parte térrea, abrigou várias casas de comércio ao longo destes anos, geralmente armazéns de secos e molhados e comércio varejista. Os andares superiores eram destinados a escritórios de várias empresas que atuavam na cidade. Nas últimas tres décadas de sua existência, começou a entrar em decadência devido ao surgimento de vários outros edifícios de porte na capital. Poucos anos antes de sua demolição (final da década de 60) estava transformado em verdadeiro “pardieiro”. Em seu lugar ergue-se atualmente o edifício Dellapieve.

Convém lembrar que o Comendador João Baptista Soares da Silveira e Souza era, naquela época, o maior empreiteiro da cidade. Foi ele quem construiu a Ponte dos Açorianos (Ponte de Pedra) uma obra considerada bastante ousada para a época. Também é dele a antiga Casa de Correção (Cadeia da Ponta do Gasômetro) e a antiga Ponte da Azenha. Nasceu na Ilha de São Jorge (Açores) em 25 de março de 1837 e faleceu em Porto Alegre no dia 8 de outubro de 1913 aos 78 anos.

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Areal da Baronesa

Comunidade que se reconhece como legatária do Areal da Baronesa, antigo território negro de Porto alegre, famoso por sua trajetória histórica ligada ao início da cidade – agregando uma das primeiras ruas de Porto Alegre -, pelas casas de religião, pelo carnaval de rua, por seus músicos populares. Um território, marcado como território negro, que foi completamente descaracterizado ao longo do séc. XX, em virtude de grandes reformas urbanas. Ocupa um beco, a que chamam de avenida – uma pequena rua com casas geminadas.
As sociabilidades de rua e as relações de auxílio mútuo, caracterizam o “morar em casa de avenida” - modo de vida que é um dos elementos centrais na identidade dessa comunidade. São aproximadamente 80 famílias que vivem em uma das últimas “avenidas” da região, a Luís Guaranha, historicamente ocupada por famílias negras. As fachadas de antigas casas são preservadas, por seu caráter histórico. Através de participação política, lideranças da comunidade obtiveram no Orçamento Participativo da cidade a construção de 12 novas casas no local. Seus integrantes trabalham como serventes, domésticas, policiais da Brigada Militar, entre outros.
Historicamente esta área ficou na memória dos habitantes da cidade, principalmente os antigos carnavalescos como Areal da Baronesa, um dos mais antigos arraiais de Porto Alegre, que surgiu na região denominada na acepção popular de Cidade Baixa, estava localizada ao sul da Colina da Rua Duque de Caxias, e recebeu sua delimitação oficial somente em 1959.
Inicialmente formada pela Rua do Arvoredo, (atual Rua Fernando Machado) teve sua origem no século XVIII, posteriormente (início do século XIX) este local ficou conhecido por Emboscadas. Na região existia um arroio de vinte quilômetros de curso que nascia em Viamão e percorria a Cidade Baixa antes de chegar ao Guaíba, o Riachinho10 que provocava constantes alagamentos, principalmente na Rua da Margem (atual Rua João Alfredo).
Lei Municipal número 2.002, de 07/12/1959 define que a área oficial da Cidade Baixa está circunscrita pelas perimetrais Aureliano de Figueredo Pinto, Praia de Belas, Loureiro da Silva, Venâncio Aires e João Pessoa. A abertura dessas perimetrais, juntamente com alguns aterros que foram efetuados no Guaíba e no Arroio Dilúvio, fazem parte de algumas modificações implementadas pelo poder público no transcorrer do tempo e que contribuíram para modificar, consideravelmente, a fisionomia anterior do bairro. O Riachinho recebia outros nomes: Riacho, Arroio, Arroio Dilúvio ou arroio da Azenha. A denominação Riachinho diz respeito principalmente à parte que percorria o bairro Cidade Baixa.
Historicamente esta área ficou na memória dos habitantes da cidade, principalmente os antigos carnavalescos como Areal da Baronesa, um dos mais antigos arraiais de Porto Alegre, que surgiu na região denominada na acepção popular de Cidade Baixa, estava localizada ao sul da Colina da Rua Duque de Caxias, e recebeu sua delimitação oficial somente em 1959.
A partir de meados do século XIX, este arraial já compreendia um número maior de ruas, que foram abertas em função da necessidade de proprietários de pequenas chácaras, de escoar alimentos até o centro da cidade. No ponto mais extremo sul da Cidade Baixa, encontrava-se uma porção de terra conhecida como Ilhota, que com as cheias do Riacho formavam uma verdadeira ilha, habitada por “gente muito pobre”. Na margem esquerdaficava o local conhecido por Arraial ou Areal da Baronesa, onde atualmente situa-se a Praça Cônego Marcelino, e as ruas Baronesa do Gravataí, Barão do Gravataí, Cel. André Belo e Miguel Teixeira, e algumas transversais menores. O Arraial da Baronesa era uma extensa área de terra que pertencia a João Baptista da Silva Pereira, Barão de Gravathay, que ali mantinha uma chácara, onde construiu um palacete na década de vinte do século XIX. 

Disponível em http://www2.portoalegre.rs.gov.br/gpn/default.php?p_secao=74 Diversidade e proteção social: estudos quanti-qualitativos das populações de Porto Alegre: afro-brasileiros; crianças, adolescentes e adultos em situação de rua; coletivos indígenas; remanescentes de quilombos/organizado por Ivaldo Gehlen, Marta Borba Silva e Simone Ritta dos Santos. Porto Alegre: Century, 2008. 280p.

domingo, 16 de outubro de 2016

Feira do Livro 2016 começa a tomar forma na Praça da Alfândega

Do Blog Conselho Municipal de Cultura de PoA



Evento será realizado entre 28 de outubro e 15 de novembro
Começou, nesta sexta-feira, 14, a montagem dos estandes da 62ª Feira do Livro de Porto Alegre, que se realiza entre 28 de outubro e 15 de novembro, na Praça da Alfândega, com apoio da Prefeitura de Porto Alegre. O tema do evento em 2016 é o analfabetismo funcional. Institutições da Secretaria Municipal da Cultura promovem lançamento de livros durante a festa. 
 
No dia 12 de novembro, sábado, a Coordenação do Livro e Literatura promove sessões de autógrafos de Os Silêncios de Pedro, de Sergio Napp (Vol. II - Coleção Gurizada - Infantil), às 18h, e de Cecília que Amava Fernando, de Caio Riter, às 19h, ambos na Praça de Autógrafos. No dia 13, domingo, será a vez de serem lançados Histórias de Trabalho 2016, coletânea dos trabalhos vencedores nas categorias Histórias Verdadeiras e Inventadas, Cartum, HQ e Fotografia, de vários autores, às 14h, e Poemas no Ônibus e no Trem 2016, coletânea com os 50 poemas vencedores que circularão nos ônibus da Capital e no Trensurb em 2017, de vários autores, às 16h, os dois no Memorial do Rio Grande do Sul (Rua 7 de Setembro, 1020). 
 
Por sua vez, a Coordenação da Memória Cultural da SMC lançará, na quinta-feira, 3 de novembro, o livro Vila do IAPI - Orientações para Conservação, organizado por Luiz Bolcato Custódio e Manuela Franco Lopes da Costa, às 16h30min, na Sala Oeste do Santander Cultural, onde às 14h30 haverá debate com os autores e os arquitetos João Rovati e Maria Almeida, arquitetos e urbanistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No dia 14, segunda-feira, será a a vez de Viva o Centro a Pé, organizado por Bolcato e Liane Klein, que é tema de debate no auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223), às 16h, com os autores e os arquitetos urbanistas Glênio Bohrer e Cláudio Calovi Pereira, seguindo-se autógrafos às 18h, no memorial.
 
O secretário municipal da Cultura, Roque Jacoby, sublinha a importância da feira. Para ele, o fato de ela ser realizada há 62 anos ininterruptamente mostra uma determinação clara da comunidade cultural em fortalecer o hábito de leitura que considera fundamental para o desenvolvimento do cidadão. 
 
A Feira do Livro de Porto Alegre foi inaugurada em 1955 graças à atuação do jornalista Say Marques, diretor-secretário do jornal Diário de Notícias, junto aos livreiros e editores da cidade. O evento, o maior do gênero a céu aberto da América Latina, é considerado referência no país por seu caráter democrático e pela consistência do trabalho que desenvolve na área da promoção da literatura e da formação de leitores. Realizada desde sua primeira edição na Praça da Alfândega, a feira é dividida em Área Geral, Área Internacional e Área Infantil e Juvenil. Este ano, o patronato ficou a cargo da escritora Cíntia Moscovich. 
Conferência dos Geógrafos Latino Americanistas

Data: 05 a 11 de janeiro de 2014 (apresentações nos dias 07 e 08)
Lugar: Cidade do Panamá, Panamá
Envio de trabalhos: até 31 de outubro de 2013

Maiores informações na página na internet:
http://clagpanama2014.tamu.edu/call-for-papers
http://clagpanama2014.tamu.edu/