sábado, 18 de novembro de 2017

Tempos de crise

 Momentos difíceis para os negócios POR JESSICA CARDOSO Correio do Povo A cena tem a Praça da Alfândega como cenário. Em uma das direções nos deparamos com as águas calmas do Guaíba emoldurando aquele local. Já os raios de Sol existentes abençoam o passeio de quem ali está. Sentada em um banco observando a movimentação durante alguns dias pude perceber que os braços cheios de livros dão lugar aos dedos, que lentamente folheiam os exemplares de diferentes temas. Assim como a culinária, parece saciar quem degusta com os olhos. A euforia de sair com sacolas repletas de livros dão espaço apenas a analisar atentamente o título e a contracapa das obras. A crise econômica que o Brasil vem enfrentando nos últimos anos, tem influenciado queda em diversos segmentos, inclusive na literatura. Não é especificamente constatado apenas no meio literário gaúcho ou na 63ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, mas em um contexto geral em eventos deste segmento em todo país todo. Realizada de dois em dois a Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, foi cancelada em 2015, devido falta de recursos financeiros. Assim como a Mostra SESC de Literatura Contemporânea que também não aconteceu. Já o 19 ˚ Salão do Livro Infantil e Juvenil ocorreu em 2017, no Rio de Janeiro, porém precisou ter os dias de feiras reduzidos por falta de patrocínio. Segundo Marco Cena, presidente da Câmara Rio-grandense do Livro, devido ao cenário econômico, houve redução de espaço da Feira. “Houve releitura do evento devido a falta de apoio público e de patrocínio”, comenta Cena. Neste ano houve o corte na verba destinada ao cartão professor acredita-se que esse possa ser um fator que influenciará nas vendas e diminuição de público. Cartão professor era um bônus oferecido a professores da rede municipal para compra de livros durante a Feira. Mesmo vivendo os momentos de crises econômicas, experimentados sobretudo nesta edição da Feira do Livro de Porto Alegre, vale lembrar que a mágica da leitura tem o poder de nos conduzir para uma fuga momentânea da realidade. A esperança nos faz acreditar que essa turbulência passará. E assim, como no final do romance, o final feliz chegará. Bancas optaram pelo crédito para vender Fabíola da Silva participa do evento pelo segundo ano consecutivo na Livraria Saraiva, presente há cerca de 15 anos no evento. Relata que neste ano os exemplares mais procurados são dos gêneros juvenil, história, política e romance. Em comparação com o último ano, as vendas de sua banca se mantém na mesma proporção, não há um avanço muito significativo. Em média os livros que tem uma saída maior são na faixa de R$ 50,00. A banca atende diversos perfis de clientes e as compras são de até três livros. Aqueles com menor poder de compra escolhem versões mais econômicas como pockets, de bolsos e mais baratos. Não diferente da literatura tradicional, a literatura alternativa também sofre com a baixa venda no setor de livros. Presente na Feira do Livro de Porto Alegre há 7 anos, a Banca Bodigaya, atua seguimento direcionado ao budismo. Segundo Vera Canton em conversas com colegas que já atuam há mais tempo no evento, comenta-se que o movimento tanto de pessoas interessadas na compra como em circular pela Feira está mais fraco. Com um público variado, a banca é procurada por pessoas que já conhecem sobre os temas ali presentes. “Mas há uma procura de jovens que estão em busca de conhecimento em temas como a Yoga”, revela. Para facilitar a venda, os livros podem ser adquiridos além do pagamento de em dinheiro, com cartão de débito ou de crédito. Uma das visitantes e compradora da Feira do Livro de Porto Alegre, Marisa Ramos, de 69 anos, é professora aposentada de que frequenta o evento há vários anos. Ela observa que a maior dificuldade do acesso à leitura são os valores dos livros. Mesmo com campanha incentivando a iniciação da leitura na infância, os valores continuam caros. Assim como Marisa, quem está com o salário parcelado, tem dificuldade em adquirir muitas obras, porque precisa escolher como gastar o salário.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Matrículas na Rede Estadual

A Secretaria de Estado de Educação (SEC) está
com as matrículas abertas para a sua rede de
Ensino, até o dia 30 de novembro. Para os alunos com pelo menos 75% de frequência escolar, a rematrícula é automática. Para os alunos com frequência inferior a 75%, a rematrícula deverá ser efetuada pelos seus responsáveis quando menor de 18
anos, diretamente nos estabelecimentos de Ensino onde estiver matriculado, mediante apresentação de documento de identifi￾cação com foto e a atualização dos dados cadastrais do aluno e comprovante de residência (con￾ta de luz, telefone, água ou declaração de moradia).
As inscrições para ingresso nos primeiros anos devem ser feitas diretamente no site da SEC (www.educacao.rs.gov.br), na aba serviços e informações.
Cada candidato deve preencher apenas uma ficha de inscrição on-line. As vagas serão distribuídas de acordo com a disponibili￾dade de cada escola. Caso não exista vaga no estabelecimento de Ensino que o estudante deseja, será assegurada a matrícula
em outra escola pública.
Para os ingressos no primeiro ano do Ensino Fundamental, o candidato deverá ter seis anos
completos até 31 de março de 2018 – os demais serão encaminhados para a Educação Infantil. As matrículas no Ensino de Jovens e Adultos vão de 2 de janeiro a 9 de fevereiro de 2018.

sábado, 11 de novembro de 2017

Assembleia do Cpers decide manter a greve


Correio do Povo-  11/11/2017

Proposta de encerrar a paralisação, levada
pelo ConselhoGeral do Sindicato, encontrou
resistência em plenária
Votação, em urna, indicou 1.160 votos a favor da continuidade da greve e 578, contra. Outras propostas foram aprovadas

Apesar de a proposta do Conselho Geral do Cpers ter sido pela suspensão da greve — com base nos indicativos enviados pelos núcleos regionais do Sindicato —, a assembleia dos educadores estaduais decidiu manter a paralisação. O movimento dos professores e funcionários de escolas públicas estaduais já dura 67 dias.
Outra deliberação da categoria foi a de ampliar o Comando de Greve, incluindo representantes de todas as correntes da entidade; e ainda propostas de novas ações de mobilização no RS.
A presidente do Cpers, Helenir Schürer, explicou que a decisão do Conselho de dar fim à paralisação se deve à dificuldade de conseguir novas propostas do governo. “Mas, agora, a base da categoria mostrou que continua com grande resistência. Temos pressa de negociação, e esperamos que o governo também tenha”, argumentou a dirigente.
Na assembleia do Magistério, no Parque da Harmonia, na Capital, palavras de ordem, cartazes e bandeiras explicitavam a vontade da maioria de manter a greve. Mesmo assim, houve votação, por meio de urna, que indi￾cou 1.160 sócios (credenciados) a favor da manutenção da greve e 578, contra. Outras propostas aceitas foram: rejeição da pro￾posta do governo; continuação das vigílias na Praça da Matriz; organização de plenárias unificadas para discutir os projetos sobre o IPE; distribuição de um milhão de panfletos, por meio de Brigadas pela Educação; continuidade de Aulas Cidadãs com a comunidade; realização de caravanas em defesa da Educação pública e do IPE; e realização
de protestos em empresas priva￾das que recebem incentivos fiscais do governo do Estado.
Além dessas propostas, foi votada a reestruturação do Comando de Greve, fato que gerou polêmica e embates. Para Helenir, o clima está “dentro da normalidade” das assembleias da categoria. Após as votações, os professores se uniram aos protestos do Dia Nacional de Lutas, em caminhada até a Esquina Democrática.

SEC
DECISÃO SUPREENDE  O GOVERNO

A Secretaria Estadual da Educação (SEC) informou ontem que recebeu com surpresa a decisão dos educadores públicos estaduais de dar continuidade à greve. Isso porque, segundo a SEC, houve avanço nas últimas rodadas de negociação entre dirigentes do governo e do Cpers. Nas mais recentes reuniões, realizadas nesta semana, SEC e Cpers redigiram documentos e fizeram ajustes em itens
dos textos que contemplam os pleitos dos professores e funcionários de escolas gaúchas. As tratativas, na avaliação da SEC, permitiriam a retomada das aulas e a manutenção do diálogo. A partir da decisão de seguir com a paralisação de atividades, a SEC revela que deve intensificar o processo de transferências de alunos, visando a não prejudicar estudantes, especialmenteem conclusão de estudos, em modalidades como o Ensino Fundamental ou Médio. E também deverá realizar estudos internos para avaliar a situação de cada escola, neste contexto que só se agrava, à medida que aumentam os dias letivos a recuperar.

Clássico do escravagismo

Juremir Machado da Silva
Correio do Povo-  11/11/2017


Todas as repúblicas abolicionistas foram dilaceradas pela anarquia: enquanto o Brasil se organizava com uma prudência e circunspeção admirável”. A prudência teria de respeitar um princípio: “Como todas as instituições sociais que têm radicação profunda na história do mundo e se prendem à natureza humana, a escravidão não se extingue por ato do poder; e sim pela caduquice moral, pela revolução lenta e soturna das ideias. É preciso que seque a raiz, para faltar às ideias a seiva nutritiva”. Cabia, no entender do romântico pragmático José de Alencar, aos escravos saber esperar trabalhando para seus donos.
De graça. Aos abolicionistas por princípio, José de Alencar reservava ironias que, ao longo do tempo, só mudariam de objetos: “O filantropo europeu, entre a fumaça do bom tabaco de Havana e da taça do excelente café do Brasil, se enleva em suas utopias humanitárias e arroja contra estes países um aluvião de injúrias pelo ato de manterem o trabalho servil. Mas por que não repele o moralista com asco estes frutos do braço africano? Em sua teoria, a bebida aromática, a especiaria, o açúcar e o delicioso tabaco são o sangue e a medula do escravo. Não obstante, ele os saboreia. Sua filantropia não suporta esse pequeno sacrifício de um gozo requintado; e, contudo, exige dos países produtores que, em homenagem à utopia, arruínem sua indústria e ameacem a sociedade de uma sublevação. Neles desculpa-se. É fácil e cômoda a filantropia que se fabrica em gabinete elegante, longe dos acontecimentos e fora do alcance da catástrofe porventura suscitada pela imprudente reforma”. Não faz pensar nos insultos da direita do século XXI aos comunistas de classe média ou aos artistas ricos e bem-sucedidos como Chico Buarque? Só faltava algo do gênero: “Vai para Paris, abolicionista caviar!”
José de Alencar via com a clarividência opaca dos convertidos o que ninguém desinteressado enxergava. Como em alguns dos seus livros, idealizava personagens, adulterava realidades, inventava mundos, deformava situações, mentia para si mesmo e, principalmente, para os leitores: “Pode-se afirmar que não temos já a verdadeira escravidão, porém um simples usufruto da liberdade, ou talvez uma locação de serviços contratados implicitamente entre o senhor e o Estado como tutor do incapaz”. O senhor de escravos era apenas um usufrutuário dos seus bens humanos semoventes, um pobre produtor abnegado?
Era o escravizado que ganhava: “A raça africana tem apenas três séculos e meio de cativeiro. Qual foi a raça europeia que fez nesse prazo curto a sua educação?” Alencar foi um grande escritor romântico. Não consta que tenha sido humorista. Certamente ele não merece estátua em qualquer país africano: “Se algum dia, como é de esperar, a civilização projetar-se pelo continente africano adentro, penetrando os povos da raça negra, a glória desse imenso acontecimento, amargue embora aos filantropos, caberá exclusivamente à escravidão. Foi ela que preparou os precursores negros da liberdade africana”. Poucos terão dito tantas sandices com tanta repercussão. Estrategista, Alencar podia dizer que eram argumentos de um louco, Erasmo.
Esse intelectual destemido, adulado e lido, inspirou muitos conservadores, racistas e escravagistas ao longo da reta final que levou ao 13 de maio de 1888. Só falava, porém, para os convencidos. José de Alencar votou contra a Lei do Ventre Livre e chegou a acusar D. Pedro II de ditador por sua intromissão no parlamento em defesa de reformas na escravatura. Num discurso feito em 13 de julho de 1871, na Câmara dos Deputados, Alencar
resumira a sua posição com talento de ficcionista e uma
imaginação transbordante: “Senhores, é um fato reconhecido a moderação de que se tem revestido sempre, e ainda mais nos últimos tempos, a instituição da escravidão em nosso país. Nossos costumes, a índole generosa de nossa raça, impregnaram essa instituição de brandura e solicitude que a transformaram quase em servidão (...)
Pois bem, se com a nossa impaciência sufocarmos esses sentimentos generosos, se sopitarmos esses sentimentos benévolos; se criarmos o antagonismo entre raças que viveram sempre unidas, retribuindo uma com sua proteção os serviços da outra, não receais que desapareça de repente esse caráter de moderação e de caridade”. Não lhe faltariam imitadores no futuro. Alencar poderia ser invocado como patrono dos que combatem cotas e outras políticas ditas afirmativas de compensação às vítimas do racismo.
*
Neste domingo, 16h30min, na Feira do Livro, Jorge Euzébio Assumpção e eu, na sala Barbosa Lessa, no Centro Cultural Erico Verissimo, falaremos de nossas obras sobre a escravidão. A esplêndida Glau Barros cantará.
Um luxo! Um branco entre dois negros. Às 18h30min, autografarei meu livro “Raízes do Conservadorismo Brasileiro: A abolição na imprensa e no imaginário social” (Civilização Brasileira”, de onde tirei o fragmento sobre José de Alencar que encima esta nota de rodapé. Se a obra deve ser lida, o autor também deve ser conhecido. Se a obra está viva, a biografia do autor deve ser ressuscitada.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O Gato e a Revolução

A obra “O Gato e a Revolução” foi lançada por
Alcy Cheuiche em 1967, pela editora Sulina, na
13ª Feira do Livro de Porto Alegre e na 1ª Feira do Livro de Alegrete. No ano de 1968, cerca de 600 exemplares da 1ª edição foram recolhidos pela ditadura militar e o autor foi processado. Cinquenta anos depois, o autor natural de Alegrete realiza a comemoração dos 50 anos da 1ª edição da obra, sempre atual, com mesa hoje, 17h, na Sala Leste do Santander Cultural (7 de Setembro, 1028), com o autor, Olívio Dutra, Luís Augusto Fischer e Paulo Flávio Ledur. Às 18h30min, Cheuiche autografa a 3ª edição, revista, pela AGE, na Praça Central.
Segundo Cheuiche, os exemplares que restaram da obra foram guardados por pessoas co￾mo a sua irmã Laís Cheuiche e o
tenente da BM, José Hilário Retamozo. “É um livro bem-humorado. Cada capítulo foi escrito
de forma individual e mais para o final as histórias acabam se cruzando. Sou da escola do Ernest Hemingway, tem que ser sucinto. Nunca escrevi tipo tijolão”.
No texto de apresentação, Luís Augusto Fischer ressalta o simbolismo do livro que, 50 anos
atrás, trazia uma sátira, em for￾ma de farsa, contra o regime de exceção instalado no Brasil. “Um livro que agora, meio século de￾pois, respira o ar de outro golpe, agora midiático-parlamentar (talvez seja o caso de inverter a or￾dem dos adjetivos), que pôs no po￾der...”.
A obra acompanha as trajetórias de um brigadiano humilde, duma uruguaia dona de pensão e seu gato Cervantes, de um amigo
quebra-galhos envolvido com con￾trabando, um motorista de caminhão e de estudantes universitários envolvidos na luta política,
entre outros personagens. “Este livro continua extremamente válido e atual. Ele antecedeu os
movimentos do maio de 1968.
Eu o escrevi quando tinha 26 anos. Considero que ainda vale a pena lê-lo como testemunha
de uma época, principalmente para as gerações que não viveram esta época”, afirma o autor.
Alcy lembra que começou com a poesia e morou dois anos na França e um na Alemanha, nos anos 1960 e que naquela época foi menção honrosa num concurso de poesia do Correio do Povo, organizado por Mario Quintana em homenagem a García-Lorca. Além do lançamento deste livro, Alcy tem outros 15 lançamentos de alunos de suas quatro oficinas coletivas e outros orientados individualmente. “São mais de 600 alunos em 16 anos.
Considero que a vida e a arte são uma corrida de bastão. Estou cor￾rendo, mas já passando o bastão para novos escritores”, finaliza
Informações correio do povo 7/11/2017

Educação Municipal

Amanhã,dia 8, às 10h, na Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Porto Alegre, acontece a palestra “O Tribunal de Contas e a Educação”, com lançamento do livro homônimo, do pesquisador Jorge

Barcellos. A palestra propõe a reflexão sobre o documento elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado do RS sobre a Educação municipal. Com 188 páginas, a publicação oferece argumentos para avaliação do relatório do TCE. A obra está disponível para download gratuito:

http://www.editorafi.org/168jorgebarcellos

Informações correio do povo 7/11/2017

sábado, 4 de novembro de 2017

ARTESANIA, FELICIDADE, EMPATIA


ARTESANIA, FELICIDADE, EMPATIA: ASSUNTOS NÃO GEOGRÁFICOS PARA O ESTAGIÁRIO DE GEOGRAFIA CONSTRUIR SUA IDENTIDADE DOCENTE / CRAFT, HAPPINESS, EMPATHY: NON-GEOGRAPHIC TOPICS FOR PRESERVICE GEOGRAPHY TEACHERS TO BUILD THEIR TEACHER IDENTITY
Nestor André Kaercher, Ivaine Maria Tonini

Resumo

O texto sugere discutir o que causa felicidade e sofrimento - em nós, nos alunos, na sociedade - como temas da Geografia, seja nos cursos de Graduação, seja nas aulas da Educação Básica. A partir de trechos de relatórios de Estagiários de Licenciatura propõe o estagiário como um artesão reflexivo; aquele que constrói, enquanto pratica seu ofício, sua nova identidade, a de professor. Tal processo de descoberta de si requer uma virada epistemológica, pois implica a mudança da condição de aluno de Graduação para a condição de professor. Novos papéis, novas atitudes que requerem a escuta atenta aos nossos alunos, em um conflito salutar entre tradição e rebeldia. Os autores propõem uma militância pelo recolhimento, as vezes em detrimento da militância ‘crítica’ que, aprioristicamente engajada, corre o risco de dogmatismo. Conciliar a postura de mestre que orienta, que professa com a do mestre iconoclasta. Deseja propor a formação do pensamento alargado na busca necessária, mas traiçoeira, da realidade. Valendo-se de textos literários declara a importância capital da literatura, entre tantas artes possíveis, como uma parceira para conciliar razão e emoção, produzir interrogações, ressaltar o belo e propor espantos.
ABSTRACT
The text suggests a discussion about what causes happiness and suffering - in ourselves, in students, in society - as topics of Geography, whether in school or university settings. From writting of teachers in formation, we propose the teacher as a reflective craftsman; That one who builds, while practicing, his or her work, his or her new identity, that of teacher. This process of self-discovery requires an epistemological turn, because it requires changing in condition from undergraduate student to teacher. New roles, new attitudes that require attentive listening to our students, in a healthy contest between tradition and rebellion. The authors propose a militancy for the recollection, sometimes in detriment of the 'critic' militancy that, aprioristically engaged, runs the risk of dogmatism. Reconciling the position of the master who guides, who professes with that of the iconoclastic master. We propose the formation of broad mind to necessary but treacherous search for reality. Drawing on literary writings, we declare the capital importance of literature, in addition to so many other arts, as partner to reconcile reason and emotion, to produce questions, to emphasize the beautiful, and to propose astonishment.
Keywords: Teacher identity; Preservice geography teachers; Militancy; Broad mind.
Palavras-chave

Identidade docente; Estagiários de Geografia; Militância; Pensamento alargado.
Texto completo:
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Um Romancista ao Sul

Neste sábado, ocorre o lançamento do livro “Um Romancista ao Sul: A ficção de Luiz Antônio de Assis Brasil”, de Débora Mutter (BesouroBox), na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre. O estudo crítico baseado na obra e na
vida de Assis Brasil traz apanha￾do sobre a sua fortuna crítica e análise de seis livros do autor
(“Perversas Famílias”, “Concerto Campestre”, “A Margem Imó- vel do Rio”, “O Pintor de Retratos”, “Música Perdida” e “Figura na Sombra”), nos quais a me￾mória e as paixões humanas compõem uma equação mais am￾pla que incide sobre o imaginário dos leitores, humaniza a His￾tória e converte o passado em
“Outrora”. A partir desse conjunto, ancorado em questões caras ao romancista e recorrentes em suas obras, a autora identifica as coordenadas de um projeto estético e discursivo sólidos sobre o que entende ser a arte literária que dialoga com o plano
histórico ou a romanesca de Assis Brasil. Às 18h30min, na Sala Leste do Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028, 2˚ andar),
haverá mesa-redonda sobre a obra com as presenças da autora, de Luiz Antônio de Assis Brasil, Maria Alice da Silva Braga,
Márcia Ivana Lima Silva.
Às 19h30min, a autora irá autografar na Praça de Autógrafos. Débora Mutter é natural de Uruguaiana (RS). É mestre em Literatura Comparada e doutora em Literatura Brasileira e Sul-africana pela UFRGS com a tese “Imagens do Século XIX na ficção de Luiz Antonio de Assis Brasil” (2008). É docente na área de Letras, graduação e pós-graduação da Universidade Luterana do Brasil, desde 2001. Dedica-se à pesquisa sobre as relações entre literatura, história, biografia e imaginário.

mídia

Neste domingo, na Feira do Livro, sala Barbosa
Lessa, 14h30min e 16h, mesas imperdíveis sobre mídia: com Lars Elleström (Suécia), Derrick de Kerckhove (Canadá), Claudia Attimnonelli (Itália), Philippe Joron, Fabio la Rocca e Vincenzo Susca (Montpellier). Às 17h30min, Cláudia e Vincenzo autografam “Pornocultura: Viagem ao fundo da carne”.

XIV SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE COMUNICAÇÃO MESMA TRAMA, DIFERENTES
MENSAGENS E VÁRIAS MÍDIAS

Tudo viraliza, tudo muda,tudo se metamorfoseia pela cultura e pela tecnologia,do sexo à festa passando pelas formas de organizar a vida nas cidades. O XIV Seminário Internacional da Comunicação, organizado pelo Programa dePós-Graduação em Comunicação daPUCRS,que acontece de 6 a 8 deste mês, enfrenta esses temas do momento com estilo: ‘‘Mídias em transformação:intermídia,transmídia, crossmídia”. Os palestrantes internacionais, Lars Elleström da Linnaeus (Suécia), Derrick
deKerckhove (Canadá), ClaudiaAttimnonelli(Itália),Philippe Joron, Fabio laRocca e Vincenzo Susca (Universidade de Mon￾tpellier), estãopublicando livros noBrasil ou têm obras em português. O Caderno de Sábado antecipa o que eles dizem. Ou quan￾do tudo é mídia: cidade, corpo, sexo, poder,técnica, imaginário, festa.

Por André Pase*

O cenário contemporâneo da comunicação não
apenas revela novos desafios diários, mas também coloca emissores e receptores em ambientes fluidos cujos papéis e mensagens perpassam estruturas e são transformados
conforme os meios utilizados para propagar uma mensagem.
A expansão dos grupos de comunicação e a expansão da Internet são duas forças importantes nesse cenário, acentuan￾do o viés de planejamento para o ato de comunicação.
Apesar do tema ainda ter tons de novidade, essas estratégias são utilizadas há anos, sobretudo pela indústria do entretenimento. No começo do século passado, a trama de ‘‘O Mágico de Oz’’, publicada em 1900, ganhou extensões em diversos livros, publicações em jornais e musicais de teatro antes do filme de 1939, uma adaptação da obra principal. Isto também foi observado na versão original
da série ‘‘Jornada nas Estrelas’’, cancelada depois de três temporadas em 1969 e que permaneceu viva no imaginário dos fãs até retornar sua trama no cinema dez anos depois
através de sequências em quadrinhos e livros.
As diferentes formas de expressão permitem não apenas transmitir narrativas, mas também planejar como extrair o melhor de cada espaço e até mesmo aos poucos. O público é atraído cada vez mais por histórias que estão completas, sem brechas, mas que também
servem como isca para levar até outras. Apesar dos pedaços vendidos separadamente, a
imagem completa é compartilhada no imaginário dos criadores e dos fãs.
No jornalismo, isto não ocorre de maneira tão planejada quanto no universo ficcional.
Apesar disso, o leitor atento possui suas estratégias para acompanhar as informações
em tempo real sobre a movimentação política no website do Correio do Povo, ouve os
acalorados debates na Rádio Guaíba e lê as colunas com comentários posteriormente no
jornal. Ou seja, a comunicação tornou-se, mais do que nunca, uma grande estratégia que alcança seu sucesso — a atenção do público — quando compreende não só como pode utilizar as linguagens possíveis em prol da mensagem, mas também quando diversos meios operam
em sintonia.
A publicação de conteúdos de maneira ramificada e planejada pode ser classificada de diversas formas. Falar em transmídia significa observar peças diversas em um grande quebracabeça, como dito anteriormen￾te, mas é possível olhar outras estratégias. Cross-media indica a referência de um meio para o
outro apenas como um link que conecta plataformas, enquanto intermidia designa o esforço maior para transmitir uma mesma mensagem.
*Jornalista, professor da PUCRS.
Correio do Povo 4/11/2017

Wole soyinka e o ciclo da existência


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Uma reflexão...


UERGS em Montenegro


livro “Seguindo o Caminho - Em busca da Terra sem Males”

O livro “Seguindo o Caminho - Em busca da Terra sem Males” será autografado hoje, a partir das 17h30min, na Praça de Autógrafos da Feira do Livro de Porto Alegre. Antes, a partir das 15h30min, acontece um painel em homenagem a Antônio Cecchin, irmão Marista, falecido em 2016. Organizada por sua irmã, Matilde Cecchin, e lançado pela editora Libretos, a obra foi escrita de forma conjunta por 77 autores. Segundo a obra, Cecchin pedia justiça para os recicladores, os “profetas da ecologia”, para os sem-teto e sem-terra, para índios, negros, jovens e militantes sociais. O painel terá as participações de Matilde Cecchin, Jacques Alfonsin e Jac￾ques Saldanha.

Saiba mais
http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/562387-nota-de-falecimento-irmao-marista-antonio-cecchin

■ 14h30min — “População de Rua: Políticas públicas, práticas e vivências”, de Patrice Schuch, Ivaldo Gehlen, Simone Ritta dos
Santos, org.
■ 15h30min — “A Cobra que Usava Chinelo’, de Adeilson Salles e Sedenir Vaz Sotelo; “Horizonte Pampeano”, de Fernando Almei￾da; “A Vida Mística de Eugênia”, de Kátia Nascimento.
■ 16h — “Casa da Noemy Valle Rocha: História e memória’, de Teniza Spinelli, org.
■ 16h30min — “Da Mandrágora à Penicilina: A extraordinária revolução da Medicina Científica 1800-1920”, de Antonio Carlos Sparvoli; “Viver a Vida: Um espaço... um tempo”, de Elza Maria Marques; “ Sexo e Religião”, de Dag Øistein Endsjø; “A Guria do IAPI”, de Luiza Carravetta; “A Lei da Espada — Manual do Guerreiro Zen — Como ser um Samurai mo￾derno”, de Jefferson Flausino.
■ 17h30min — “Trincheiras da Resistência Camponesa”, de Sérgio Antônio Görgen; “ Irmão Antônio Cecchin: Seguindo o caminho”, de Matilde Cecchin, org.; “A Construção da Cidadania e a Sexualidade”, de Jacson Gross; “Colcha para Cobrir o Mundo”, de Eleonora Rodrigues de Medeiros.
■ 18h30min — “Arquitecrônicas”, de Cesar Dorfmann; “Memórias da Imprensa de Uruguaiana”, de João Batista Marçal; ”Diferença e Descobrimento o
que é imaginário?”, de Juremir Machado da Silva; “ As Pedras e os Metais na Arte da Cura”, de Maria Eliete Machado; “ Galpão Nativo”, de José Edil de Lima Alves; “Livro Agenda
Gaúcha 2018”, de Dorotéo Fagundes.
■ 19h — “Orientação Profissional em Ação vol. 1”, de Marilu Diez Lisboa e Dulce Helena Penna Soares, org.
■ 19h30min — “Os Escandinavos’, de Paulo Guimarães; “Ecumenismo e Reforma”, de Roberto Ervino Zwetsch e Rudolf Von Sinner; “7 Viram Trinta e 7”, de Kathy Krauser; “A Literatura como Remédio”, de Dante Gallian.

Arquiteto em meio às letras

A partir das 17h de hoje acon￾tece o painel intitulado “Arquitecrônicas, de um Arquite￾to Escritor”, com a presença de Cesar Dorfman, Sergius Gonza￾ga e Edgar Vasques. Em segui￾da, 18h30min, na Sala Leste do
Santander Cultural (7 de Setem￾bro, 1028), ocorre o lançamento do livro “Arquitecrônicas”, de Cesar Dorfman, lançado na Fei￾ra pela editora Libretos.
Informações correio do povo- 3/11/2017

literatura soviética

Neste ano completam-se 100 anos da Revolução Russa, que criou a União Soviética, o primeiro país socialista do mundo,
que durou até 1991. Pois hoje a Feira do Livro abrirá espaço para a literatura soviética, com palestra das professoras da Ufrgs Denise Regina Sales e Nathalie de Souza Kappke. O evento se inicia às 16h30min, na Sala Oeste do Santander Cultural (Rua 7 deSetembro, 1028).
O período soviético não foi muito fácil para
os escritores. Quem não se adaptou teve de escrever na clandestinidade, se exilar ou ver
suas obras serem censuradas.
Se destacaram naquela época Mikhail Bulgakov, Vladimir Maiakovski, Aleksey Nikolayevich Tols￾toy e Máximo Gorki. Já Isaac Ba￾bel, Ossip Mandelstam, Anna Akhmatova e seu marido Nikolai Gumiliov foram perseguidos.
A URSS produziu ainda al￾guns do Prêmio Nobel da Litera￾tura, como Ivan Bunin, que ven￾ceu em 1933, e autor de “O Processo do Te￾nente Ieláguin; Boris Pasternak, em 1958, au￾tor de Dr. Jivago, que adaptado para o cine￾ma, transformou-se em clássico; Alexander Soljenitsin, que ganhou o
Nobel em 1970, mas chegou a ir para campo
de concentração, daí surgindo sua obra mais conhecida, “Arquipélago Gulag”. Em 1987, o últi￾mo Nobel de Literatura soviético foi com o poeta Joseph Brodsky, autor de “Marca de Água” (foto).
Informações correio do povo- 3/11/2017

Dag Øistein Endsjø na 63° Feira do Livro de Porto Alegre

E hoje, 3, 63° Feira do Livro de Porto Alegre  em seu terceiro dia, um dos principais destaques é a presença do estudioso norueguês Dag Øistein Endsjø, fascinado pela história de nossa civilização, apresenta o resultado de um es￾tudo extenso e instigante a respeito da variedade de concep- ções religiosas sobre a sexualidade. Às 15h ele participa do encontro “Presença Nórdica”, no Auditório Barbosa Lessa – Cen￾tro Cultural CEEE Érico Veríssimo — CCCEV — (Rua dos Andradas, 1223). O norueguês apresenta o resultado de um estudo ex￾tenso e instigante a respeito da
variedade de concepções religiosas sobre a sexualidade. A mediação será José Roberto Goldim e terá tradução simultânea.

As Conexões feministas nórdico-tropicais são tema hoje, a partir de 16h30min, nos “Diálogos sobre gênero, comunicação
e educação entre Brasil e Noruega”, que acontece no Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo — CCCEV – (Andradas, 1223).
O encontro terá as participações de Djamila Ribeiro e Joanna Burigo, com mediação de Carol Anchieta. Em debate, a experiência recente vivida pelas jornalistas Djamila Ribeiro e Joanna Burigo que realizaram uma
viagem de imprensa a Oslo/NO.
Elas tinham como objetivo fomentar a troca de conhecimentos, saberes e estratégias de pro￾moção da equidade de gênero
entre Noruega e Brasil

Informações correio do povo- 3/11/2017

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Raízes (2016)

A trama acompanha a linhagem de uma família escravizada, começando pelo retrato do corajoso Kunta Kinte (LeVar Burton), um guerreiro que nunca abandona a sua fé. A história segue por gerações, mostrando a visão de seus descendentes em momentos importantes da história americana, como a Guerra Civil, até ao fim da escravidão.
clique aqui

Suporte geográfico



https://suportegeografico77.blogspot.com.br/p/powerpoint.html?m=0


lançamento do primeiro Atlas de Desastres Naturais

Correio do povo-  2/11/2017

Desastres naturais compõem atlas

O lançamento do primeiro Atlas de Desastres Naturais de Santa Cruz do Sul ocorre na próxima quarta-feira, às 10h, na sala 108 do campus da sede da Unisc. Desenvolvida pelo profes￾sor Markus Erwin Brose, a publicação, em forma de e-book, reú- ne os mais impactantes eventos climáticos que aconteceram no município de 1991 a 2016 e tem como objetivo levantar o debate
acerca da prevenção. O encon￾tro terá palestra sobre Sistema Estadual de Gestão de Riscos e
Desastres Naturais e a participação do sub-chefe de Defesa Civil da Casa Militar do Estado, tenen￾te-coronel Jarbas Trois de Avila.
O professor explica que a ideia do projeto Adaptação à Mu￾dança Climática, do programa de Pós-Graduação em Desenvolvi￾mento Regional da Unisc, é forne￾cer informações didáticas para escolas e comunidade em geral.
Segundo ele, é necessário que os desastres naturais façam parte do planejamento urbano, princi￾palmente porque têm se tornado
cada vez mais recorrentes.
“Quando se tem um atlas, perce￾be-se uma repetição nesses fenô- menos.” O e-book estará disponível para download gratuito no si￾te da Edunisc após o lançamento.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Censo Agro 2017

Censo Agro 2017: mais de um milhão de estabelecimentos agropecuários recenseados
Por Ana Flávia de Oliveira | 13h09, 01 de Novembro de 2017

No primeiro mês da coleta, os cerca de 18 mil recenseadores contratados pelo IBGE para realizar o Censo Agro 2017 já superaram o primeiro milhão de estabelecimentos agropecuários recenseados. Até o final de fevereiro de 2018, serão visitados, aproximadamente, outros 4,2 milhões, em todo o país.
Após completar um mês de coleta, o 10º Censo Agropecuário do IBGE já recenseou 1.036.867 estabelecimentos agropecuários. Isso representa cerca de 19,74% do total estimado, considerando-se as informações levantadas em 2007, que são usadas como referência para orientar a atual operação. Entre as grandes regiões, o Sudeste está mais adiantado, com 22,48% dos estabelecimentos recenseados. Veja, na tabela a seguir, a situação da coleta em cada unidade da federação:
Censo Agro 2017 – situação em 31/10/2017
Unidades da FederaçãoEstabelecimentos
Total estimado (2007)Coletados% coletados
Brasil5.252.3631.036.86719,74
   Norte506.51979.17215,63
      RONDÔNIA88.09322.81025,89
      ACRE30.0467.38924,59
      AMAZONAS81.3616.2167,64
      RORAIMA10.6552.73925,71
      PARÁ236.14125.92410,98
      AMAPÁ3.55595226,78
      TOCANTINS56.66813.14223,19
   Nordeste2.477.725486.23419,62
      MARANHÃO289.08546.53816,10
      PIAUÍ248.22948.69919,62
      CEARÁ383.90278.70720,50
      RIO GRANDE DO NORTE83.52619.32523,14
      PARAÍBA167.76119.13011,40
      PERNAMBUCO309.18170.87222,92
      ALAGOAS128.53424.33118,93
      SERGIPE100.92718.21118,04
      BAHIA766.580160.42120,93
   Sudeste932.321209.57722,48
      MINAS GERAIS556.713125.70122,58
      ESPÍRITO SANTO85.21421.24224,93
      RIO DE JANEIRO58.90012.13920,61
      SÃO PAULO231.49450.49521,81
   Sul1.011.003204.66520,24
      PARANÁ373.04476.40420,48
      SANTA CATARINA195.19943.20622,13
      RIO GRANDE DO SUL442.76085.05519,21
   Centro Oeste324.79557.21917,62
      MATO GROSSO DO SUL65.12711.18917,18
      MATO GROSSO116.15112.06510,39
      GOIÁS139.42732.72523,47
      DISTRITO FEDERAL4.0901.24030,32
Ao longo de cinco meses, os recenseadores irão visitar mais de 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país, levantando informações sobre a área, a produção, as características do pessoal ocupado, o emprego de irrigação, o ibge 300x200 Censo Agro 2017: mais de um milhão de estabelecimentos agropecuários recenseadosuso de agrotóxicos, entre outros temas. O importante papel da agricultura familiar na produção agropecuária do país será investigado mais uma vez. Os resultados do Censo Agro 2017 devem começar a ser divulgados pelo IBGE em meados de 2018.
O Censo Agro 2017 é inteiramente digital e monitorado via internet
A coleta de dados do Censo Agro está sendo feita através dos Dispositivos Móveis de Coleta (DMCs), semelhantes a smartphones comuns. Não são mais utilizados formulários de papel, os questionários são digitais. Os DMCs rodam um aplicativo desenvolvido pelo próprio IBGE, que utiliza GPS e imagens de satélite de cada setor censitário, assinalando a posição do recenseador no terreno e indicando a localização e os endereços dos estabelecimentos a serem recenseados.
Na coleta digital, a crítica dos dados é feita durante a operação censitária. O aplicativo do DMC orienta o preenchimento do questionário. À medida que o recenseador finaliza suas tarefas diárias, os dados já começam a ser transmitidos via internet e conferidos pelos supervisores.
Agropecuária do país também será investigada por pesquisa amostral
O Censo Agro 2017 vai possibilitar a elaboração do cadastro de estabelecimentos agropecuários. Isso permitirá a criação de uma pesquisa anual, por amostra, específica para o setor rural. Trata-se da Pesquisa Nacional por Amostra de Estabelecimentos Agropecuários, que irá captar dados pormenorizados sobre receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo, entre outros temas.
Fonte: MundoGeo