domingo, 1 de maio de 2016

TRABALHO DO GEÓGRAFO

Do Blog Indiretas Da Geografia

INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE MILTON SANTOS: REFLEXÕES SOBRE O “TRABALHO DO GEÓGRAFO...”


Matheus Avelino Tavares

Aldo Dantas Da Silva

É comum aos estudiosos e à comunidade geográfica em geral apontarem o livro “Por uma Geografia Nova” como o marco da teoria miltoniana. Ao contrário, compreendemos que o projeto teórico miltoniano tem seu início dez anos antes com a produção do livro “O Trabalho do Geógrafo no Terceiro Mundo”. Nesse 
sentido, o presente artigo busca fazer uma análise desse livro, com o objetivo de demonstrar que é a partir dessa obra que Milton Santos começa a lançar vários elementos que serão aprofundados em livros subseqüentes, culminando com a produção “A Natureza do Espaço”. 

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Conjuntura nacional IV

Caminhos Da Reportagem 

Caminhos da Reportagem mostra a expectativa dos manifestantes que lotam as ruas em todo o país, de setores da economia, de parlamentares no Senado Federal e dos movimentos sociais em relação ao possível impeachment da presidente Dilma Rousseff. (28/04/2016)


A Galáxia da internet

CASTELLS, Manuel. A Galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.

Castells inicia esse trabalho comparando a internet com a energia elétrica, assim como a última estava para o êxito da fábrica e da corporação, a primeira está para a era da informação e da rede. O autor alerta que se por um lado as redes proliferam no domínio da economia e da sociedade superando em desempenho antigas organizações, por outro lado ainda tem dificuldade de concentrar recursos e metas além de realizar tarefas de grande complexidade.
Uma nova estrutura social do final do século XX baseada em redes envolve três processos: flexibilidade administrativa da economia (produção e
comércio) e globalização do capital, a necessidade da sociedade em liberdade individual e comunicação e os avanços da computação e telecomunicações.
Desde o primeiro ano de uso disseminado da rede (1995) o número de usuários não parou de avançar, todas as atividades humanas passam a ser estruturadas por ela, motivo pelo qual estar excluído dela seria a maior das exclusões.
O autor alerta que estamos entrando a “toda velocidade” na galáxia da Internet “num estado de perplexidade informada” (pág. 9). A velocidade e o ritmo das transformações dificultam um estudo empírico da influência da internet no cotidiano e no mundo acadêmico. Extrapola-se sobre as “maravilhas” que a rede pode propiciar ao mesmo tempo em que, denuncia-se seu poder alienante. Também a rede foi castigada pelo mercado de capitais que influência psicologicamente as pessoas dificultando uma real avaliação da gestão de uma empresa
Apesar de não esgotar o assunto Castells espera com o seu texto “lançar alguma luz sobre a interação entre a Internet, os negócios e a sociedade”. A esperança do autor em reduzir uma sociedade que vive em desigualdade reside no fato de acreditar que qualquer tecnologia pode ser experimentada, apropriada e modificada. A Internet por ter sido criada como uma tecnologia da comunicação pode realmente levar a uma ideia de liberdade, claro que isso depende de inúmeros contextos e processos.
A nova economia fundamentada no uso da Internet promove um crescimento da produtividade sem precedentes, inclusive podendo alavancar a economia terceiro-mundista. Mas, sem “perder os pés no chão” Castells enfatiza que: “ A elasticidade da Internet a torna particularmente suscetível a intensificar as tendências contraditórias presentes em nosso mundo. Nem utopia nem distopia, a Internet é a expressão de nós mesmos, através de um código de comunicação específico, que devemos compreender se quisermos mudar nossa realidade” (pág. 11).
Surpreendentemente o autor não tratou dos assuntos ligados diretamente à educação e à educação eletrônica. Sua base de trabalho de campo é a América do Norte, coletando algumas outras informações sobre outros países inclusive o Brasil.
Os principais eventos que conduziram à criação e formação da Internet estão ligados ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria durante os anos 1960. O grupo de cientistas envolvidos (ARPA) fez uso de uma revolucionária técnica de telecomunicações e comutação por pacote criando um programa chamado Arpanet.
Os nós dessa rede foram se espalhando por diversas Universidades norte-Americanas e nos anos 1970 já falava-se em redes de redes. Mas apenas no início da década de 1990 é que a rede deixa de ser domínio militar, ocorreu então o desregulamento e a privatização da companhia resultando na constituição da Internet.
Castells procura demonstrar que a Arpanet não foi a única fonte da Internet, seu programa inicial permitiu que várias Universidades, estudantes técnicos e cientistas desenvolvessem outros nós de comunicação.
A partir desse momento a Internet cresce rapidamente. Sob domínio público surgem inclusive movimentos como o “da fonte aberta” que culminou com a criação do sistema LINUX.
Fator relevante para a Internet abraçar o mundo foi a criação do sistema www. Os projetos de associação fontes de informação através da computação interativa remontam os anos de 1940. Mas somente nos anos 1990 o sistema conseguiu ser aplicado, um “sotware que permitia obter e acrescentar informação de e para qualquer computador através da Internet...” (pág. 18). Um sistema de hipertexto navegador /editor chamado world wide web ou rede mundial. Nessa década também foi disseminado o uso dos navegadores, como atesta Castells: “em meados da década de 1990 a Internet estava privatizada e dotada de uma arquitetura técnica
aberta, que permitia a interconexão de todas as redes de computadores em qualquer lugar do mundo”... (pág. 19).
Castells acredita que a Internet tenha surgido de uma “improvável” união da big science (investigações científicas caríssimas), da pesquisa militar e da cultura militar sendo os centros universitários o ponto de encontro.
Apesar da origem militar da Rede, era interesse inicial do governo norte-Américano financiar a ciência da computação. No entanto, como de origem militar, a nova criação dependia de três elementos: flexibilidade, ausência de um centro de comando, e autonomia máxima de cada nó.
Sempre enfatizando a origem militar da Internet sob o comando do departamento de Defesa dos Estados Unidos, Castells explica que havia uma boa dose de autonomia dos cientistas que compunham o grupo de pesquisas (Arpanet). Como algo que fora pensado, os nós necessários para o desenvolvimento do que viria a ser a Internet foi disseminado nos grandes centros Universitários.
Como algo projetado, toda essa revolução tecnológica teve origem nos contextos do término da Segunda Guerra e da Guerra Fria, justamente por conta da busca da supremacia tecnológica que os Estados Unidos teriam tornado o desenvolvimento da Internet algo muito flexível, o contrário não ocorrera na extinta União Soviética o que acabaria por contribuir à sua derrocada nos anos 1980.
Sempre exigindo grandes recursos o desenvolvimento da rede não teria sido possível nas mãos das Corporações, tendo sido recusada por grandes companhias telefônicas. Dependente de instituições governamentais e centros universitários a Internet era um projeto caro demais para as empresas privadas, mas também para as companhias públicas.
Em grande medida foi o grupo de cientistas e estudantes envolvidos na criação e desenvolvimento da Internet que fizeram a ligação entre a Big Science e a contracultura das décadas de 1960 e 1970. Não que eles se interessassem por movimentos sociais ativistas, mas desenvolviam uma contracultura dentro do progresso tecnológico. “Essa cultura estudantil
adotou a interconexão de computadores como um instrumento da livre comunicação, e, no caso de suas manifestações mais políticas (...) como um instrumento de libertação, que, junto com o computador pessoal, daria às pessoas o poder da informação, que lhes permitiria se libertar tanto dos governos como das corporações” (pág. 26).
A abertura da arquitetura da Arpanet levou-a à sua rápida globalização, valendo-se de protocolos de telecomunicações independentes do poder público a sua flexibilidade interagiu diferentes sistemas estabelecendo seu o padrão como o global.
“Qualquer pessoa com conhecimento técnico podia se ligar a Internet”, múltiplas contribuições de diversos hackers comprovam a teoria da tecnologia onde os usuários são seus produtores (pág. 28) o que foi potêncializado na Internet pela sua velocidade.
Desde o seu início sob a égide de diversas organizações governamentais a Internet foi se privatizando culminando na criação da Internet Corporation fos Assigned Names and Numbers (ICANN) “sem fins lucrativos que assume a administração do sistema de nomes de domínio e administração do sistema de servidores de raiz,” anteriormente desenvolvidas por organizações governamentais (pág. 31).
Segundo Castells qualquer pessoa com conhecimento técnico pode ser membro da Instituição, a despeito de uma “visão romântica” de uma comunidade global, as eleições para a ICANN não estão isentas de lobbies, provocando protestos da União Europeia que vê a instituição sob amplo domínio Américano, mas que para o autor a instituição ainda terá uma compartilhação cultural mais ampla e internacionalizada.
De acordo com Castells a produção social da Internet é fruto da ação cultural de um lado dos “produtores/usuários” de outro dos “consumidores/usuários”. Haveria assim quatro culturas que estruturam a Internet: a tecnomeritocrática, a hacker, a cultura comunitária virtual e a cultura empresarial. Estão estruturadas hierarquicamente levando Castells a acreditar em uma “abertura culturalmente determinada” (pág. 36).
A tecnoelites encabeçam o projeto de se criar um sistema de comunicação eletrônico global, fazem parte dos tecnoquadros aqueles que respeitam uma série de proposições tais como: publicar trabalhos, seguir normas formais e informais, comunicação aberta de suas pesquisas, o que em grande parte enraíza a cultura da Internet na tradição acadêmica, em sua reputação, do exame dos pares e o crédito dos autores.
A segunda cultura, a Hacker, é de difícil definição, cercada de ambiguidades, por isso Castells considera que “a melhor maneira de compreender os valores específicos e a organização da cultura Hacker é considerar o processo de desenvolvimento do movimento da fonte aberta como uma extensão do movimento original do software gratuito” (pág. 38).
Um dos grandes exemplos dessa abertura é o de Linus Torvalds, sempre precisando de ajuda para desenvolver seus sistemas publicava seus trabalhos frequentemente, uma ampla cooperação propiciou em 1993 ao seu sistema, o LINUX. Um sistema operacionalmente melhor que os patenteados UNIX. No entanto o sistema LINUX permanece ainda distante dos usuários/consumidores sem sofisticação.
Na verdade, dentro da cultura hacker ocorre a aplicação das regras da tecnomeritocracia, surge dentre os hackers uma mistura entre “a alegria da criatividade com a reputação entre os pares”. Acima de tudo deve-se garantir a liberdade de criar e se apropriar do conhecimento, ainda que os próprios hackers reivindicam o direito de escolher o desenvolvimento comercial de suas aplicações a principal condição é não trair o acesso aberto.
A comunidade hacker tem grande satisfação em ser inovadora e doadora, envolve-a “um sentimento comunitário, baseado na integração ativa a uma comunidade, que se estrutura em torno de costumes e princípios de organização social informal” (pág. 43). Cisões ocorrem entre as comunidades, mas nunca são de cunho ideológico, mas sim sempre tecnológicos, apesar disso são agudos os conflitos resultando mesmo em expulsões das comunidades.
Um diferenciador da cultura hacker são seus encontros virtuais, raramente ocorrem encontros formais, justamente os hackers são reconhecidos pelos seus nomes virtuais. É verdade que por conta das inúmeras características da cultura hacker muitos a consideraram uma “marginalidade psicológica”, mas seus participantes na verdade são pessoas ditas “normais” pessoas que vivem em família e vivem uma vida regular.
A verdadeira cultura hacker também não enxerga limites quanto ao princípio de doar, não importa se é em nações desenvolvidas ou não, a falta de recursos podem levar as pessoas a criar suas próprias soluções.
Mas há também as subculturas hackers montadas sob princípios políticos lutando pela liberdade total da Internet, também nesse caminho surgem os “cyberpunks” e os “crackers” alguns deles sabotadores políticos de um mundo que é vigiado. Isso não os envolveria no cibercrime mas obviamente a sociedade os enxerga com muita apreensão.
Também as comunidades virtuais têm seu valor na Internet, a princípio muitos dessa comunidade eram hackers, mas com o tempo ganharam muitos adeptos. Não são necessariamente “exímios programadores”, mas, com a explosão da Internet realizaram muitas contribuições sociais, no entanto sua contribuição comercial foi decisiva. Nas palavras de Castells: “Assim, enquanto a cultura hacker forneceu os fundamentos tecnológicos da Internet, a cultura comunitária moldou suas formas sociais, processos e usos.” (pág. 47);
As origens das comunidades on-line são muito parecidas com as origens dos movimentos de contra cultura da década de 1960. Mas no momento em que ela se expande ela também distancia-se dos movimentos de contra cultura que se enfraquecera pouco a pouco. Movimentos sociais de todos os tipos surgiram entre as comunidades: ambientalistas, extremistas, correios para sexo. O que para Castells não representa um sistema de valores coerentes como a cultura hacker, mas que apresentam ao menos duas características básicas: a comunicação livre e a formação autônoma de redes, difundindo-se para todo o domínio social.
Por fim a cultura empresarial foi formada a partir de círculos fechados de tecnólogos e comunidades organizadas. Castells vê as relações da Internet com bastante relativismo frente aos outros domínios do mundo dos negócios.
A Internet tornou-se a partir dos anos 1990 a força propulsora da nova economia, em uma época em que a renovação empresarial partiu de ideias e não do capital, “a realização de poder transformar poder mental em dinheiro tornou-se a pedra angular da cultura empresarial do vale do silício e da indústria da Internet em geral” (pág. 49).
Essas ideias passaram a ser vendidas em ofertas públicas na bolsa de valores. Mas há uma grande diferença entre a Internet e as outras empresas, enquanto estas procuram prever o futuro do mercado a Internet vende o futuro. A estratégia “é mudar o mundo através da tecnologia”. Mas a Internet mantém uma relação simbiótica com o capital de risco, se odeiam, mas precisam um do outro.
Castells entende que a cultura empresarial é a cultura do dinheiro, e na Internet essa cultura é assombrosa. Desenvolve-se dentro dela também a cultura do trabalho e da gratificação imediata. As pessoas envolvidas nessa cultura são em geral solteiras e chegam a apresentar um índice de relacionamento cívico 22% menor do que a média nos Estados Unidos. Artistas e ambiciosos desse mundo empresarial transformaram a Internet de uma “crença tecnocrática do progresso dos seres humanos”, “na espinha dorsal de nossas vidas”.
Um movimento significativo da Internet na economia eletrônica é a possibilidade de surgir uma Nasdaq eletrônica, inclusive em uma tendência de a transação eletrônica ser o núcleo do mercado financeiro e para a consolidação das bolsas de valores de todo o mundo. Suas vantagens são: o custo das transações muito menores, os investimentos on-line que mobilizam poupanças de todo o mundo, grande fluxo de informação, ausência de intermediários e rápidas reações às intempéries do mercado.
Mas isso tudo não impediu a Internet de sofrer com o que Castells chama de turbulências de informação, os mercados agem de diversas formas sob diversas incertezas. Houve uma mudança qualitativa dos mercados na Era da Internet, fugindo de controle, resultado de uma “complexidade caótica”. Ocorre também a especulação das supervalorizações das empresas da Internet assim como a subestimação fruto também dos “humores do mercado”. A bolha de 2000 de fato afetou quase todas as empresas tecnológicas, poucas empresas escaparam das perdas. A Internet provoca uma volatilidade maior e consequentemente uma maior alternância de alta e quedas bruscas.
Algumas importantes características surgem com a sociedade da Internet, por exemplo, a necessidade do aprender a aprender, de transformar a informação em conhecimento. Com isso, vem também a possibilidade do ressurgimento da autonomia no trabalho com uma agregação do capital e desagregação do trabalho.
Com relação à divisão dos gêneros no trabalho “a incorporação estrutural de mulheres ao mercado de foi a base indispensável para o desenvolvimento da nova economia, com consequências duradouras para a vida familiar e para o conjunto da estrutura social” (pág. 78). Por fim tem provocado a formação e mobilização de uma mão de obra imigrante especializada
Com relação à aproximação da Internet com outras mídias como a televisão, o futuro do vídeo interativo ainda exige muitos recursos que ainda a sociedade não dispõe. Mas Castells entende que a Internet não tomou e nem irá substituir outras mídias, ele acredita que “trata-se de um uso ativo, associado a uma variedade de interesses, na maioria dos casos de orientação muito prática, ao passo que o mundo do entretenimento da mídia fica confinado ao tempo disponível para relaxamento passível” (pág.159)
Embora considere todas as muitas dificuldades que permeiam uma implantação e utilização em curto prazo deste tipo de tecnologia como produto de consumo viável e eficiente, Castells acredita que esta é uma tendência que será perseguida por muitos cientistas e que receberá a maior parte de investimentos progressivos e crescentes nos próximos anos, mesmo se ainda puder demorar mais de duas décadas para se experimentarem resultados consideráveis neste setor.
A demanda por livre expressão interativa, coisa que a mídia tradicional estagnou, encontra a possibilidade de ocorrer nas formas de comunicação geradas na nova economia.
Castells ao analisar a política da Internet entende que a rede mundial de computadores permite uma maior troca de informações e, consequentemente, um maior controle da sociedade civil sobre as ações dos governantes. Pode se apresentar como um importante mecanismo aliado da democracia, permitindo e oferecendo um espaço de fácil acesso para informações e encontros virtuais a custos baixos e com uma maior flexibilidade da dependência das variáveis de tempo e espaço.
Esta tecnologia também não está isenta de formas de controle e manipulação, como ocorre em algumas nações, que possuem filtros nos servidores, impedindo o acesso de informações que os seus controladores considerem perigosas ou que não queiram tornar públicas. Sendo a rede Internet um meio de comunicação e de troca de informações, controlar o seu acesso é sempre uma forma de poder, tratando-se, de uma relação essencialmente política. O autor alerta para os perigos de uma confiança exagerada das novas possibilidades da rede.
A Internet possui a sua Geografia, a dos lugares em rede. Estes novos lugares também têm uma mobilidade urbana.
Castells discute sobre ser a Era da Internet a responsável pelo fim da Geografia, ou seja, desprovida de lugares, o que na verdade não corresponde ocorre de fato. A geografia da Internet tem uma forma própria, seus espaços possuem contornos, “novas configurações territoriais emergem de processos simultâneos de concentração, descentralização e conexões espaciais”.
Há uma infraestrutura de telecomunicações da Internet que forma uma verdadeira topografia de nós em rede mundial. A maior capacidade de desenvolver conexões centrais entre os países continua nas mãos dos EUA desenvolvendo-se na Europa uma segunda sede de roteadores.
A dimensão geográfica é analisada em três perspectivas: a sua geografia técnica, a distribuição espacial de seus usuários e a geografia econômica da produção da Internet. Os EUA despontam ainda como o país coma maior quantidade e as melhores condições de acesso e produção de informações. Mas esta realidade é extremamente desigual se comparada a outras áreas do globo, como a América Latina, grande parte da Ásia e principalmente a quase totalidade da África.
A dimensão da divisão digital diz respeito à desigualdade de acesso à Internet. A partir do conjunto de dados recolhidos por Castells, é possível verificar que a divisão digital não é um fenômeno homogêneo e estático, mas que ela se apresenta distintamente nas diferentes regiões do globo.
A Internet, portanto continua a se apresentar distribuída de forma extremamente desigual em todo o planeta. Ainda que a difusão do crescimento do número de usuários vem sendo extremamente rápida, essa difusão segue o padrão da riqueza, da tecnologia e do poder.
O controle da produção mantém-se no vale do Silício conectado a outros importantes nós da rede como na Suécia, Finlândia e Japão. Essa produção espacializa-se nas periferias das grandes metrópoles formando uma “metropolização seletiva”.
Os EUA são também os maiores produtores de domínios por cada mil habitantes, inclusive exportando essa produção para outros países.
Há de fato ainda muitas barreiras para a democratização da Internet, por exemplo 78% dos websites são em inglês, gerando uma a divisão digital numa perspectiva global.
A nova divisão tecnológica digital tem como pando de fundo uma real disparidades de conhecimento entre as nações.
O mais paradoxal da Internet é ela provocar ao mesmo tempo o aumento da riqueza e do desenvolvimento, mas também a pobreza e a degradação ambiental. São essas algumas das justificativas de Castells para explicar o processo global de desenvolvimento desigual da divisão digital: com a nova economia antigas formas de produção desapareceram e seus antigos atores não foram incluídos no novo sistema produtivo, os sistemas educacionais estão ainda muito atrasados estruturalmente e tecnologicamente em entre a maior parte das nações, a nova economia não escapa aos redemoinhos financeiros e suas crises globais, novos gigantescos êxodos rurais já estão ocorrendo, as negociações coletivas de trabalhadores vão sendo desorganizadas, abriu-se precedentes para o crime globalizado, enfraquecimento das instituições políticas.
Castells alerta que a Internet “é de fato uma tecnologia da liberdade – mas pode libertar os poderosos para oprimir os desinformados” (pág. 225). Mas é possível que nesse novo ambiente da comunicação, o da sociedade em rede, continuem a surgir movimentos como os de antiglobalização. As redes da Internet ainda propiciam comunicação livre e global, mas eles podem acabar sendo controlados por interesses comerciais, políticos ou ideológicos. Por fim e fundamentalmente Castells relembra que apenas com uma reestruturação dos sistemas educacionais e que se poderá chegar a uma verdadeira democratização da Internet e o fim da exclusão digital.
Também o bem-estar social está em cheque, novos contratos sociais deverão emergir, talvez por isso mesmo seja necessário imaginar um certo controle do mercado da nova economia, com instituições internacionais que possam regular eficientemente suas ações.
Contraditoriamente ao mesmo tempo em que a nova economia impele à busca de mais recursos naturais degradando o meio ambiente é ela que, através da Internet pode fornecer conhecimento para um desenvolvimento sustentável do processo produtivo.
Questões
1) “Nem utopia (ideal) nem distopia (utopia negativa), a Internet é a reflexão de nós mesmos”. Considerando esse pensamento de Manuel Castells em “A galáxia da Internet”, pode-se considerar que essa tecnologia:
a) Supera em desempenho nas esferas econômicas e sociais todas as antigas organizações.
b) Está estruturada por um lado na flexibilidade, globalização do capital, avanços das telecomunicações e por outro em uma sociedade individual controlada.
c) Intensifica as tendências contraditórias da sociedade uma vez que pode ser alienante e libertadora.
d) É menos exclusiva que antigas organizações, pois está baseada nos princípios da liberdade.
e) Permite a nós mesmos controlá-la, tornando-a alienante ou libertadora.
2) A produção social da Internet é estruturada hierarquicamente por quatro culturas: a tecnomeritocrática, a hacker, das comunidades virtuais e das empresas. Qual das alternativas se adéqua melhor ao princípio hierárquico estabelecido por Castells?
a) A comunidade empresarial está na base da hierarquia, pois ainda não despertaram definitivamente para as inovações da Internet.
b) As tecnoelites estão no topo justamente porque foram elas que no princípio idealizaram tecnologicamente e comercialmente a Internet.
c) A cultura hacker faz o elo de ligação entre as comunidades virtuais e as empresas de um lado e as tecnoelites de outro, dando liberdade e comercializando a Internet.
d) A cultura empresarial foi a última de fato a se interessar pela Internet, a partir dos anos 1990 quando essa tecnologia torna-se a grande força propulsora da economia.
e) É uma hierarquia atemporal seguindo critérios econômicos, onde os últimos passaram a dominar a Internet.
3) O advento da nova economia bem como do uso das novas tecnologia e de comunicação alterou e está alterando os padrões de organização do mundo do trabalho. Assinale a alternativa abaixo que contém apenas as afirmativas que corroboram com essas alterações:
I – Busca da autonomia do trabalho e o desenvolvimento do conceito de “aprender a aprender”.
II – Divisão e distribuição espacial total dos meios e modos de produção dos diversos setores da economia, inclusive das novas tecnologias.
III – Uma divisão mais equitativa entre os gêneros, possibilitando maior acesso das mulheres ao mercado de trabalho.
IV – Antigas formas de produção cedem espaço para as novas formas acarretando em novas ondas migratórias campo-cidade.
V – A diminuição de movimentos de migrações internacionais de mão de obra tecnologicamente qualificada.
a) I, II e V
b) I, II e III
c) I, III e V
d) I, III e IV
e) II, III e IV
4) O mapa a seguir diz respeito à taxa de penetração da Internet na população das nações, com relação a isso é possível afirmar que:


a) A distribuição desigual do número de usuários através do planeta reflete um movimento de maior integração no futuro, uma vez que já se encontram significativos números de internautas em nações subdesenvolvidas.
b) A taxa de penetração da Internet é equânime tanto entre as nações ditas desenvolvidas como entre as em desenvolvimento e subdesenvolvidas.
c) Apesar de uma rápida difusão da Internet esta ainda segue o padrão da riqueza, da tecnologia e do poder, concentrada nas nações que despontaram como inovadoras.
d) Apesar de os EUA, o norte da Europa e o Japão possuírem as maiores taxas de penetração da Internet, as legendas nos permitem identificar que em um breve futuro essa diferença será muito menor.
e) Não é possível fazer uma real apreciação sobre as taxas de penetração da Internet no mundo, uma vez que não há a disponibilidade de dados de muitas nações.
5) Sobre a democratização da Internet é incorreto afirmar que:
a) Movimentos como os de antiglobalização e do “livre acesso” não encontram nela um meio eficaz de difusão.
b) É uma tecnologia da liberdade, mas pode libertar os poderosos para oprimir os desinformados.
c) Sua democratização depende da reforma dos sistemas educacionais em todo o planeta.
d) O controle e a censura de certos domínios por algumas nações ainda representam uma barreira para a democratização da Internet.
e) Apesar de a Internet propiciar a liberdade da comunicação, há o temor de que ela se torne controlada por interesses comerciais, políticos e ideológicos.

Territórios: integrando espaços

Ministério do Desenvolvimento Agrário 19/02/2016

A abordagem territorial é uma visão essencialmente integradora de espaços, dos atores sociais, agentes, mercados e políticas públicas, numa ação voltada para o desenvolvimento sustentável dos Territórios Rurais. Nessa entrevista a diretora para o Desenvolvimento Territorial, Severine Macedo, detalha algumas dessas ações voltadas para os quatro eixos estratégicos da SDT em 2016: a educação no campo, políticas para o semiárido, retomada dos Territórios da Cidadania, além de informar os últimos detalhes sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC).
Que ações estão sendo desenvolvidas relativas à valorização de políticas para a educação no campo?
Dentro das nossas atribuições, definidas pelo planejamento estratégico do Ministério, estão o de expandir políticas que ampliem a qualidade de vida e a cidadania no campo. As políticas agrícolas são centrais para pensar o desenvolvimento da agricultura familiar e do rural brasileiro, mas para pensar esse desenvolvimento de forma global é necessário trabalhar a questão da educação. A educação não é uma função de execução do MDA – é do Ministério da Educação, dos estados e municípios – mas precisamos participar e estimular esse debate sobre a educação específica para o meio rural, pois é algo que afeta muito a nossa agenda.
O ministro nos orientou e desafiou a pensar três prioridades no âmbito da educação do campo: a) educação por alternância - especialmente a relação com as escolas familiares rurais e escolas Família Agrícola, que trazem uma educação extremamente contextualizada com a realidade dos jovens rurais, contando horas/aula em sala de aula e depois na sua comunidade, onde eles desenvolvem a produção de acordo com o que é ensinado na escola; b) o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego no Campo (Pronatec Campo); c) o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Nosso esforço estará focado especialmente nestes três temas de acompanhamento. Mas o central é o MDA assumir um protagonismo no sentido do estímulo à elaboração de propostas concretas que melhorem o acesso e a qualidade da educação no campo para crianças, jovens e adultos.
Ainda no primeiro semestre pretendemos constituir um grupo de trabalho interno no Ministério para planejar essas iniciativas. Já tivemos diversas reuniões com o Ministério da Educação. E estamos organizando um seminário nacional que vai se realizar este ano chamando os atores da sociedade civil, os movimentos sociais e especialistas no tema, a fim de repactuarmos a agenda da educação do campo no âmbito do MDA
Também faz parte da estratégia do MDA a retomada do Programa Territórios de Cidadania. Com que perspectiva a secretaria está trabalhando essa retomada?
O Territórios da Cidadania é um programa com uma história muito bonita. Ele trouxe visibilidade para a situação dos territórios mais pobres, mais excluídos, para a importância de pensar o desenvolvimento desses territórios com participação social. E fez com que o governo federal olhasse e priorizasse os territórios que mais precisavam de suporte para o seu desenvolvimento.
Agora, estamos em uma fase de repensar o programa. Já se passaram mais de 10 anos, desde o início da sua implantação, e acreditamos que ele precisa ser revisto. Há várias correções que precisam ser feitas, para qualificar a execução do programa. Estamos desde 2015 neste processo de reformulação e, este ano, a nossa expectativa é finalizar o novo desenho do programa com os ministérios parceiros e o comitê gestor dos Territórios da Cidadania.
Estamos instituindo salas de situação para planejarmos as ações e acompanhar a implementação das políticas dentro dos quatro eixos prioritários que queremos construir para o programa: educação, inclusão social, inclusão produtiva, acesso à terra e reforma agrária. Pretendemos fazer mudanças importantes, como alterar a matriz do programa por um modelo plurianual, na qual possamos fazer atualizações anuais com base no monitoramento; passar a propor arranjos produtivos locais e territoriais. E principalmente, trazer projetos multiterritoriais focados no Semiárido, o que dialoga com outra prioridade da SDT que é o fortalecimento das políticas para o Semiárido brasileiro. Queremos repactuar esse desenho com os ministérios e os colegiados, ainda este ano. E assim reiniciar as ações do Territórios da Cidadania. 
Qual a importância dos colegiados territoriais e como eles auxiliam na organização das políticas prioritárias?
Trabalhamos com territórios de identidade, com base em características próprias e em um conjunto de critérios que os define. Mas o que dá vida para um território, para além da população que mora lá, do seu processo de desenvolvimento, são as pessoas que se organizam para fazer aquele território funcionar e que atuam para o desenvolvimento sustentável ser uma agenda permanente.
O colegiado é um espaço composto pela sociedade civil e pelo poder público. Ele se reúne regularmente, de acordo com uma dinâmica própria, e é nesse espaço que se define para onde vão as ações – como o Programa de Apoio à Infraestrutura nos Territórios Rurais (Proinf), por exemplo – mas, para além da sua intervenção e elaboração para execução dessas políticas, é um espaço que pensa para onde deve rumar esses movimentos.
Esse colegiado tem vida, diversidade, conflitos, e isso é fundamental para fazer as coisas acontecerem. Estamos num processo de estimular muito os comitês de jovens, mulheres, de povos e comunidades tradicionais, a organização de câmaras temáticas, para que consigamos pensar para além do que já estamos acostumados, que é a política agrícola. Somente durante o ano de 2015 74 novos comitês foram implantados. Temos atualmente 171 comitês de jovens, mulheres e comunidades de povos tradicionais apoiando os Territórios Rurais.  Esperamos que esses territórios tenham cada vez mais a cara e as cores da sua diversidade territorial.
Ainda ao longo desse ano, em parceria com outras áreas do Ministério, vamos desenvolver um conjunto de atividades para avançar na organização destes comitês, além de estimular que nossas políticas incorporem essa perspectiva. Nós queremos, ao longo desta gestão, chegar a ter mais cinco políticas públicas do MDA territorializadas, ou seja, sendo executadas na perspectiva dos 241 Territórios Rurais, de acordo com o que foi definido no planejamento estratégico do ministério.
Outro grande desafio que teremos este ano é a discussão da reforma agrária, no âmbito destes colegiados territoriais, e a incorporação do tema da reforma agrária dentro da agenda territorial. Este é um esforço de todo o MDA, uma orientação central do ministro. A SDT compõe a sala de situação – que vem pensando esta questão dos assentamentos – e a gente pretende estimular que os colegiados, mesmo aqueles que não tenham uma característica forte no histórico da luta pela terra, tanto nos ajudem a atualizar o perfil dos acampamentos, a situação do acesso à terra nos seus territórios, como incorporem a discussão, e nos ajudem a pensar como avançar no tema.
Qual a importância do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e como ele envolve o meio rural?
O Marco Regulatório é fruto de uma luta histórica das organizações da sociedade civil e foi construído para oferecer uma legislação específica que ampare a parceria dos governos – nas esferas municipais, estaduais e federal, com a sociedade civil. Até então, a lei que orientava essas parcerias era a mesma que orientava o trabalho com empresas privadas. O Marco Regulatório vem mudar isso. A partir desse novo Marco, passamos a adotar outros instrumentos como os Termos de Colaboração e de Fomento, que estão em processo de regulamentação. Assim que a lei que regulariza o Marco for aprovada, poderemos fazer novas parcerias.
Dentro desse processo faremos ainda no primeiro semestre um curso de formação com as entidades que atuam no campo – tanto os movimentos sociais, quanto as organizações não governamentais –, em parceria com a Secretaria de Governo da Presidência da República, para capacitar esses atores sobre a lei. É um programa de formação, que deve ser transmitido pela internet, para que mais pessoas possam acompanhar e se capacitar. Para isso, iremos abrir um processo de seleção das entidades. Começaremos pelo Nordeste, onde faremos a primeira etapa de formação, e em seguida, pretendemos fazer outra centralizada em Brasília, para as demais regiões do Brasil.
Achamos fundamental que nossos parceiros e atores, que desenvolvem um conjunto de políticas no rural, possam estar preparados para de fato utilizar esse instrumento e entrar numa nova era de participação da sociedade civil nas ações governamentais e no desenvolvimento de projetos em beneficio da sociedade civil.

Juliana Reis
Ascom/MDA
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1° de Maio Dia Do Trabalhador

1º DE MAIO: TEXTOS ESCOLHIDOS
ME MATAN SI NO TRABAJO, Y SI TRABAJO ME MATAN - Diante de toda essa flexibilização e ajustes no mundo do trabalho, quem ainda pode dizer que tem o que merece? Pelo viés de Nathália Costa http://bit.ly/1rSfiE4
O FERIADO QUE OS NORTE-AMERICANOS DECIDIRAM ESQUECER
- Era uma terça-feira de primavera em Chicago. Não sei se ventava muito. Provavelmente sim. Essa é a marca registrada da cidade. Naquela terça-feira, o ar estava carregado. O movimento sindical estava nas ruas com a luta pela jornada de oito horas. Hoje, é até difícil imaginar, mas ninguém trabalhava menos de 10 horas por dia. Folga uma vez por semana, férias remuneradas, aposentadoria? Só rindo! Pois a turma andava entusiasmada com os novos ventos, que sopravam possibilidades de mudança, por Heloisa VillelaHttp://bit.ly/1jl5v6N
MERCADO DE TRABALHO: O BRASIL SE APROXIMA DO PLENO EMPREGO? - Pelo viés do colaborador Luiz Guilherme Brom, diretor superintendente da Fecap.http://bit.ly/1n6wQKz
A NATURALIZAÇÃO DA DESIGUALDADE - Resenha do livro “A construção social da subcidadania”, de Jessé Souza. Pelo viés de Liana Collhttp://bit.ly/1iMRRJY
OS EFEITOS DA CRISE ECONÔMICA SOBRE A CLASSE TRABALHADORA - Sérgio Prieb, professor da UFSM e Doutor em Economia Social e do Trabalho escreve sobre os meandros da crise para a classe trabalhadora.http://bit.ly/1iDdVrd
O GRANDE AUSENTE - Na peça da história da humanidade, o lugar do proletariado infelizmente está vazio. Pelo viés de Ivo Tonet http://bit.ly/SdBMDk
‘A DAMA DE FERRO’ É UMA ALEGORIA SOBRE O DECLÍNIO DO NEOLIBERALISMO - A frase de Getúlio não funciona para Thatcher: ela ainda vive, mas a história já a abandonou. Pelo viés de Cristóvão Feil.http://bit.ly/1kwY100
UNIDOS NO DESEMPREGO - Como evidenciam estudiosos, filósofos, cientistas políticos, políticos e a sociedade brasileira, o capitalismo, sistema vigente no país, não contempla a todos com o emprego, que é o que move e aquece a própria economia lucrativa. http://bit.ly/1hWqe0i
O PARTIDO COMO FERRAMENTA DE LUTA OFENSIVA DOS TRABALHADORES - Reflexões à luz do pensamento de István Mészáros. Pelo viés de Demetrio Cherobini. Http://bit.ly/1o6p4jL

Conjuntura nacional III

Do Blog O Cafezinho

Fluxograma explica toda a estrutura do golpe de Estado em marcha no Brasil


Fluxograma do golpe brasileiro

Por Renê Guedes, na Revista Forum

Entenda, detalhadamente, quem são os agentes que compõem a estrutura do golpe que está em curso no Brasil com o processo de impeachment de Dilma Rousseff e o passo a passo já planejado da queda da presidenta.


"A Ordem Criminal do Mundo" - o documentário

Do Blog Diário Gauche


Vídeo-documentário exibido pela televisão pública espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas sobre o mundo atual: o uruguaio Eduardo Galeano, recentemente falecido, e o suíço Jean Ziegler, professor e escritor que sempre combateu a hegemonia do capital financeiro.

Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Itália, Espanha, Portugal e Grécia.

"A Ordem Criminal do Mundo", documentário de 43 minutos, significa o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo.

O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses.

Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo.


Conferência dos Geógrafos Latino Americanistas

Data: 05 a 11 de janeiro de 2014 (apresentações nos dias 07 e 08)
Lugar: Cidade do Panamá, Panamá
Envio de trabalhos: até 31 de outubro de 2013

Maiores informações na página na internet:
http://clagpanama2014.tamu.edu/call-for-papers
http://clagpanama2014.tamu.edu/